quinta, 04 de junho, 2026
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Movimentação do ex-deputado revela reposicionamento ideológico no tabuleiro político estadual e nacional, e podem esperar mais novidades nos próximos meses.
A corrida para as eleições de 2026 já começou e não é nas urnas, mas nos bastidores dos partidos. Em um movimento simbólico e estratégico, o advogado e ex-deputado federal Fábio Trad anunciou hoje terça-feira (2) sua saída do PSD, legenda que integrou por quase uma década. O gesto, apesar de ainda não vir acompanhado de uma nova filiação, sinaliza o início da chamada dança das cadeiras partidária, que promete ganhar força até o próximo pleito. O ex-parlamentar, reconhecido por sua postura moderada e ponderada, agora declara que seguirá para a esquerda do espectro político, citando propostas em análise do PT e do PSB. A saída do partido do irmão, senador Nelsinho Trad, marca não apenas um realinhamento ideológico, mas também um reposicionamento frente ao cenário nacional, que, segundo ele, “não admite mais neutralidade”.
“Hoje, ou se é cúmplice do extremismo de direita, ou se está ao lado do Estado Democrático de Direito”, disparou Fábio em vídeo publicado nas redes sociais. Em tom enfático, mencionou a ascensão da extrema direita internacional e nacional como um divisor de águas. Para ele, o centro político se dissolveu, empurrando lideranças a definirem lados”.
A decisão de Trad antecipa um movimento que deve se intensificar nos próximos meses, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde nomes importantes da política local já iniciam sondagens e conversas nos bastidores, de olho nas estratégias eleitorais e em futuros palanques. Na fala pública, o ex-deputado deixou clara sua inclinação por temas como justiça tributária, Estado laico e inclusão social. “Entre a fé usada como negócio político e o Estado laico, eu fico com o respeito a todos os credos. Entre cortes sociais e taxação de bilionários, eu escolho justiça social”, destacou.
A saída do PSD, segundo ele, foi pautada pelo desejo de ampliar sua liberdade política e ideológica: “Sigo com o coração leve e o espírito encharcado de entusiasmo”.
Fontes próximas ao ex-deputado indicam que sua possível entrada no PT pode significar uma tentativa de fortalecer o campo progressista no estado, as conversas nos bastidores realmente sugerem sua ida para o Partido dos Trabalhadores para disputar o governo do estado, mirando não apenas as eleições proporcionais, mas também um eventual Senado.
Enquanto isso, nos bastidores do PSD, o silêncio é interpretado como cautela. Com a janela partidária prevista para o próximo ano, outras mudanças devem vir à tona, especialmente entre políticos que hoje ocupam cargos sem reeleição garantida ou enfrentam disputas internas por espaço.
A dança começou e o ritmo promete acelerar até 2026.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS