quinta, 04 de junho, 2026
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Enquanto as autoridades sanitárias trabalham em políticas para contornar os efeitos da pandemia de coronavírus no Estado, a Superintendência do Ministério da Agricultura do Mato Grosso do Sul recebeu hoje (24) um alerta do governo do Paraguai sobre uma nuvem de gafanhotos que já se espalhou por vastas áreas do país vizinho e da Argentina – e que pode atingir lavouras do MS. As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram cenas que parecem terem sido tiradas da bíblia, com os animais tapando a visão de motoristas e formando nuvens escuras no horizonte.
Ontem, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) já havia alertado o governo brasileiro sobre a proximidade da praga em territórios do Rio Grande do Sul. O gafanhoto, conhecido como sul-americano, tem como hábito a formação de massas migratórias e pode viajar até 100 km por dia.
Um monitoramento realizado nessa terça-feira (23) aponta que os animais se concentram na região argentina de Santa Fé, a 250 km da fronteira com o RS.
De acordo com o superintendente da Agricultura do MS, Celso Martins, o governo deve trabalhar nos próximos dois dias – junto à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e a Secretaria de Meio Ambiente do MS (Semagro) – na elaboração de um protocolo de vigilância, com ações de monitoramento e troca de informações entre os governos da Argentina, Paraguai e Brasil.
A situação do Paraguai preocupa produtores sul-mato-grossenses, dada a proximidade com lavouras brasileiras. Os gafanhotos podem trazer grandes prejuízos aos agricultores, uma vez que destroem plantações de milho, soja, mandioca e folhas em geral.
Segundo Martins, a superintendência recebeu informações do governo paraguaio de que a praga se concentra em nove pontos específicos do país vizinho, principalmente no Departamento de Boquerón.
Barreira Natural
Embora seja uma praga cíclica nos países vizinhos, a infestação de gafanhotos não é um problema recorrente no MS, uma vez que o Pantanal separa as principais regiões de lavouras entre o Brasil e o Paraguai e age como uma barreira natural contra pragas do tipo.
Em entrevista ao Jornal Mídiamax, a gerente da Defesa Sanitária Vegetal da Iagro, Glaucí Ortiz, explicou que, por conta da população de aves do bioma, as nuvens de gafanhoto não costumam atravessar a fronteira, uma vez que os pássaros são predadores naturais desses insetos.
Ela ponderou, no entanto, que a ação humana e a prática do desmatamento pode tornar o cenário obscuro, já que uma redução na população de aves em decorrência do desmate “desequilibra o ambiente”, tornando imprevisível o comportamento das pragas.
O raciocínio foi endossado por Celso Martins, que afirmou que essa é “uma questão que tem muitas variáveis: clima, vento e temperatura podem mudar ou acelerar o curso da nuvem”.
Plano
A ministra da Agricultura, a sul-mato-grossense Teresa Cristina, informou que a pasta montou um plano para acompanhar a praga, que pode estar a caminho do MS. Em sua conta no Twitter, ela disse que o governo já monitora a situação.
“Montamos já um plano de monitoramento para acompanhar o deslocamento desses gafanhotos. A gente espera que ele não chegue ao Brasil, mas todas as ações que podem ser tomadas já têm um grupo de acompanhamento e as ações que podem ser implementadas caso isso aconteça”, afirmou.
Segundo as autoridades argentinas, a nuvem teve origem no Paraguai e vem atravessando o país desde a semana passada, apesar de já terem identificado um grupo de gafanhotos no final de maio. Nesse meio tempo, lavouras de milho foram totalmente destruídas pela praga.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal