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Da Itália, padre que atuou por quase uma década em Coxim relata situação crítica pelo Coronavírus

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20 de março de 2020

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Morando em Roma, na Itália, desde 2017, o padre Micael Carlos Dresch Andrejzwski, é um contato da equipe do Edição MS, principalmente por ter sido nossa fonte por quase 10 anos, época em que atuou em Coxim. Micael relatou com tristeza a situação da Itália, país que o acolheu para continuidade de seus estudos. 

Nesta sexta-feira (20), a Itália registrou mais 627 mortes pelo novo Coronavírus — a maior alta diária desde o início da pandemia. Com isso, o número de vítimas fatais de Covid-19 no país chegou a 4.032. Já o número de contaminados, até o fechamento da reportagem, era de 47.021 pessoas. 

A situação é mais crítica do que se pode imaginar. Inicialmente também achamos que era uma brincadeira. A gente olhava o que estava acontecendo na China, mas ninguém tinha consciência da gravidade”, comentou o padre.

Conforme Micael, quando os primeiros casos começaram a aparecer na região da Lombardia, norte da Itália, as pessoas achavam que era apenas uma gripe e que ia passar, “mas com o passar dos dias fomos vendo que a situação era séria”, emendou o padre, que é muito querido pela comunidade coxinense.

Ele conta que no dia 8 de março o governo começou a tomar providências, mas elas não tiveram eficácia. Dois dias depois saiu decreto fechando tudo. “Funcionam apenas os comércios que atendem as necessidades básicas do povo. Só anda nas ruas quem tem uma autorização”, exemplificou.

Esse documento tem que comprovar que o portador não está contaminado. Quem não obedece a quarentena está sujeito a multa, prisão e processo, pois as forças policiais fazem rondas constantes e abordam todo e qualquer cidadão na Itália.

De acordo com Micael, o Coronavírus não escolhe suas vítimas. Estão morrendo profissionais da saúde, inclusive médicos. Idosos são grupo de risco, mas a doença também está matando jovens que tinham saúde impecável. A situação dos hospitais é caótica, faltam leitos, materiais e profissionais estão se desdobrando, mas as vezes tem de escolher quem vai morrer.

“Talvez, a nossa geração não esteja levando tão a sério porque nunca viu o mundo passar por grandes sofrimentos, como guerras. Não permitam que a situação do Brasil fique como a da Itália, caso contrário vão assistir muito sofrimento e chorar por perdas. Precisamos ter consciência, nos manter em isolamento, evitar contato físico, sermos rígidos com a higiene”, finalizou o padre, reafirmando seu carinho pela comunidade coxinense e de toda região norte de Mato Grosso do Sul.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS