quinta, 04 de junho, 2026
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Desde o início da Pandemia em 2020 todos os setores da sociedade sentiram os reflexos e danos causados pelo período pandêmico, com a cultura não foi diferente, sendo uma das áreas mais afetadas pela pandemia a cultura no país como um todo precisou parar, o reflexo automaticamente foi sentido pelos artesãos que de uma maneira geral tiveram que se reinventar para não deixar de produzir e vender suas peças e sustentarem suas famílias.
Um grande exemplo de superação e dinamismo é o Artesão Coxinense o Ceramista Robertson Isan Vieira, genuinamente Coxinense, 53 anos, apaixonado pela cultura sul-mato-grossense e uma grande incentivador de projetos culturais na cidade de Coxim, por ser filho da terra Robertson cultiva dentro de si a paixão pela História da cidade em que nasceu e criou raízes, morador da cidade ele têm lutado para que a cultura coxinense retome sua força como no passado, gerando empregos e renda para o município, atraindo turistas e fazendo assim que tudo produzido pelos artesãos locais seja reconhecido não só pelo Estado de Mato Grosso do Sul como pelo mundo.
O 1° contato do artesão com a cerâmica foi em 2003 quando na época Robertson trabalhava no conselho Municipal de Turismo, desde então ele não parou mais, são 19 anos dedicados a arte da cerâmica, com tudo passou a se qualificar, estudar todo processo da cerâmica, fazendo cursos e oficinas para se aprimorar, apaixonado pela arte da transformação do barro em peças utilitárias e de decoração Robertson conta que graças ao apoio do governo da época e do Senai as parcerias então agregaram para que cursos de capacitação na área acontecessem, foi aí então que muitos outros artesãos interessados na arte da cerâmica começaram também participar dos cursos que a princípio eram em Rio Verde MS cidade vizinha do município de Coxim, os cursos eram oferecidos pelo Senai em parceria com as prefeituras locais.
Em Coxim, o início das atividades com cerâmica se deu graças ao empenho e dedicação do inesquecível Henrique Spengler (1958-2003) grande referência cultural e para os artistas locais até os dias de hoje, Henrique foi diretor de cultura da Prefeitura Municipal de Coxim, MS. Formou-se em Educação Artística pela FAAP- fundação Armando Álvarez Penteado (1981) e era Pós-graduado em História da Arte. Membro ativo de associações em favor da cultura indígena criou uma nova visão contemporânea ao reinventar imagens baseadas nas abstrações das cerâmicas , couros, tatuagens da tribo Kadiweo-Mbayá, originária do sudeste de Mato Grosso do Sul, Henrique era um artista neo-nativista muito original, tendo desenvolvido a técnica em gravura "cotton", que consiste em imprimir no papel suporte valendo-se de um lençol como matriz.
" Robertson declara que a cultura coxinense perdeu muito quando Henrique faleceu, pois através dele vieram muitos investimentos para área cultural da cidade, é como se todos os artistas e artesãos da cidade tivessem ficado órfãos enfatiza o artesão."
Atualmente Robertson vê a atual administração bem empenhada e comprometida em promover a cultura do município e comemora a importante colaboração que o município tem dado ao segmento através da FUNRONDON.
Segundo o artesão, seu maior sonho é de ver o forno usado para as queimas das peças de cerâmicas que pertence ao município restaurado, uma vez que que a restauração do forno atenderia e beneficiaria todo o setor cerâmico-artístico do município, como a própria associação de ceramistas que existe na cidade e o CAPS, que realiza oficinas em argila como terapia ocupacional para os pacientes em tratamento, todos seriam beneficiados continua ele, além disso um forno local evitaria as perdas de algumas peças durante o transporte, já que as peças precisam ser encaminhadas para a cerâmica arco íris que fica próximo a cidade de Coxim, e durante a entrevista Robertson nos informou que infelizmente as queimas das peças de todos os artesãos de Coxim não acontecerá mais na cerâmica arco íris, parceira há mais de 20 nos dos ceramistas Coxinenses ficará inviabilizada as queimas, com tudo fica ainda mais evidente a necessidade da reforma do forno que existe em Coxim, peças paradas sem local para queima é dinheiro que não movimenta a economia da cidade e a população Coxinense é uma grande consumidora das cerâmicas produzidas pelos ceramistas locais.
Robertson agradece a cerâmica arco íris pelos 20 anos de parceria e que sem o apoio que receberam nesses anos todos todo trabalho dos artesãos estariam parados, "foi uma parceria muito importante para nós que sobrevivemos da nossa arte, toda gratidão a cerâmica arco íris conclui o artesão"
Para finalizar Robertson apela para sensibilidade do poder público para que todos os ceramistas da Cidade de Coxim possam finalmente receber de volta o forno, que já existe e só precisa de restauração e comemorar a retomada das vendas que estão em franca expansão na cidade, o Artista ainda informa aos amantes da arte em cerâmica que no próximo mês de março acontecerá a inauguração do seu espaço, com peças novas e exclusivas, nossa reportagem estará lá para cobrir esse acontecimento tão importante para cultura de Coxim.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS