quinta, 04 de junho, 2026
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O padrasto que matou e estuprou a enteada de 2 anos na Vila Nasser fez uma festa com familiares logo após a mãe da menina sair com a filha desacordada no colo. A menina chegou morta à unidade de saúde na quinta-feira (26).
Vizinhos contaram que três crianças e um cão choravam dia e noite na casa e, hoje (27), o animal permanece preso no quintal sem alimento e água, mesmo após a visita das autoridades.
Mãe e padrasto foram presos por homicídio qualificado e estupro ontem (26). A mãe também foi autuada por omissão. Na casa, além do cão, há latinhas de cerveja, embalagens de cigarro e muita sujeira pelo que se vê de fora.
Com medo, os vizinhos preferem não se identificar, mas revelam fatos cruéis vivenciados pelas crianças e o animal. Além da menina que morreu, havia outras duas crianças.
Uma vizinha relata que o casal vivia consumindo bebida alcoólica, cigarro e drogas. “Só escutava choros, eram os três chorando e o cachorro o dia todo. De madrugada, ele ficava bebendo, com música alta e de dia trancava as crianças e eu só ouvia os choros”, diz.
A mulher conta que ontem a mãe da menina saiu, por volta das 15h30, em carro de aplicativo com a criança no colo. “Vimos e percebemos que pelo jeito já estava morta”, diz.
Depois que a mãe saiu às pressas com a menina, chegaram parentes e fizeram festa na casa junto com o padrasto.
“Na hora que a polícia chegou estavam em festa”, lembra a mulher. A mãe da menina foi presa na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e o homem na casa.
Vizinhos relatam também que a avó paterna da menina buscava a menina, às vezes. Ela e o pai já tentavam conseguir a guarda da criança na Justiça.
O casal já foi processado por maus-tratos por causa da morte de um cachorro em uma outra casa em que moraram, no Jardim Columbia, segundo vizinhos.
Caso - O pai da criança já havia denunciado a situação de maus-tratos à polícia e ao Conselho Tutelar. A menina tinha 30 atendimentos médicos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, segundo a própria unidade.
O pai, de 28 anos, afirmou que quando a menina ia para sua casa notava que ela estava sendo espancada e já tinha registrado boletins de ocorrência. Entre os 30 atendimentos anteriores à morte, em um deles a menina deu entrada com fratura na tíbia. O delegado afirma que o pai tinha todos os recursos para que essa criança fosse afastada do padrasto, de 25 anos.
A criança já deu entrada em óbito na UPA, na noite desta quinta-feira. As médicas constataram que ela já estava morta havia cerca de quatro horas "com sinais de rigidez cadavérica", muitas lesões no corpo e indícios de violência sexual.
As médicas disseram que mesmo após notícia da morte, a mãe "continuou calma". Apenas expressou preocupação ao ser informada que a polícia seria acionada. As equipes policiais foram na casa da família, na Vila Nasser, e quando chegaram o suspeito disse que já esperava pela polícia. O padrasto afirmou que corrigia a enteada com socos e tapas, mas na data da morte não havia batido na menina. A agressão teria ocorrido três dias atrás.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS