quinta, 04 de junho, 2026
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Uma confusão na noite de sábado (6) na antiga rodoviária, no Bairro Amambai, considerado o primeiro de Campo Grande, entre moradores em situação de rua e usuários de drogas, expõe uma realidade de &39;abandono&39; de uma região que já foi sinônimo de desenvolvimento na Capital, e que ainda hoje abriga estabelecimentos comerciais antigos na cidade e redes de hotel e hostels.
A marginalização de pessoas em situação de rua e usuários de drogas tem crescido no local, conforme explicou a síndica do CCO (Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste) Rosane Nely de Lima, que defende que as pessoas em situação de rua não devem ser tratadas como criminosos, mas devem ganhar atenção do poder público. Rosane explica que a situação é uma denúncia da ausência de políticas sociais.
“É um acúmulo muito grande de problemas sociais, os usuários não são violentos com outras pessoas, mas muitas vezes brigam entre eles, jogam pedras uns nos outros e as pessoas não entendem que eles não são criminosos e ficam com medo. E isso é muito ruim, estamos lutando tanto pra revitalizar o bairro”, explica.
Rosane afirma que a situação deve ser encarada como um problema da sociedade. “Tem um projeto da guarda, de juntar a Polícia Militar, a SAS [Secretaria de Assistência Social] e fazer estudos, quem é morador, quem é usuário, como vamos fazer, como vamos tirar da rua. O centro da cidade está tomado, durante a semana não tem como ver porque tem movimento”, contou.
A síndica também critica a falta de estrutura da guarda municipal. De acordo com ela, na noite de sábado (6), uma confusão entre as pessoas em situação de rua e usuários de drogas teria assustado vizinhos e comerciantes no local. “Ontem tinha um evento e só tinham dois guardas no posto. É um problema nosso, ontem era sábado a noite e fui correr atrás de resolver para os vizinhos e para os lancheiros, que tiveram que ir embora”, declarou.
Para ela, além do abandono das pessoas marginalizadas e insegurança dos moradores, o local, que concentra hotéis e hostels, transmite uma imagem ruim da capital. “Temos uma grande parte da rede hoteleira, é o primeiro bairro de Campo Grande, tem muita gente de fora. Eu acho que tinha que haver uma junção entre os poderes pra desenvolver um projeto pra sanar esse problema, a gente precisa estar junto”.
“O secretário de segurança tinha que ser mais preocupado com essa região. Porque a guarda tem uma secretaria, ela tem que fazer o que é passado pra ela. A polícia não tem como fazer nada, porque não são criminosos. Falei com ele [secretário] ontem e me respondeu: "a guarda faz o papel dela e você deveria chamar a polícia”, explicou Rosane.

O que diz o secretário
Titular da Semsp (Secretaria municipal de segurança pública), o Marjor Luidson Borges Tenório Noleto afirma que a prefeitura, em parceria com o governo estadual, desenvolve políticas públicas voltadas à população marginalizada no Amambai.“Nós temos atuado na região da rodoviária, pautando o princípio do respeito, individualidade, repeito aos direitos humanos, temos colocado a guarda pra assumir o papel na sua região central. Mas a guarda é responsável por toda região central”.
“Nossas abordagens tem o viés da integração. Desde o início de outubro que trabalhamos integrados com a SAS. A ordem que eu dei é que não vou tratar o usuário como bandido e marginal, vou tratá-los com respeito e dar acesso os serviços públicos, com respeito à condição deles”, afirma.
O secretário afirma que a estrutura da guarda no centro dividiu-se, colocando guardas em outros pontos como praças, parques e escolas. “ O combate ao tráfico tem o viés da atuação com o Estado, através da Polícia Militar. Estamos apoiando sempre a PM, integrados com ela. Ali (antiga rodoviária) é uma área privada, a prefeitura detém um pequeno percentual. Nós damos atenção, fazemos intervenções e quando há necessidade, quando tem cidadãos armados nós acionamos a PM. Não vou posicionar a guarda civil para fazer faxina e serviço social”, finaliza.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS