quinta, 04 de junho, 2026
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Pense bem no que significa o simples gesto de jogar lixo na rua ou em terrenos baldios de Coxim, quando este parte de alguém minimamente munido de informação e educação. Isto significa um imenso desprezo com o outro, ou seja, as pessoas que passam pelas ruas. Seja o outro a cidade em que se mora, ou o espaço público, ou até mesmo o meio ambiente que dá e mantém as condições de vida daquela criatura sujismunda e incauta.
Jogar lixo na rua é não estar nem aí com absolutamente ninguém e nem com si próprio. É não dar a mínima para o vizinho, para o coletivo e para as gerações que vierem depois. Parece exagero, mas até diria que é um dos símbolos mais banais do egoísmo humano, e um dos mais freqüentes, independente de classe social. Dizer que estava distraído só piora a situação. Atesta que a pessoa, em sua essência, age assim mesmo tanto em casa quanto nas ruas, a não ser que esteja vigilante ou sendo vigiada por alguém. O seu estado ‘natural’ é o de jogar o lixo na rua.
Em uma segunda análise, jogar lixo na rua significa um desprezo com o próprio material jogado fora. Jogado fora por quê? É algo que deve mesmo ser rejeitado, ou se trata de um material que poderia ser reutilizado, transformado em outra coisa ou valer dinheiro para quem o vende como material reciclável? Tratar como lixo um material que pode ser matéria-prima de outra coisa também é desprezar todo o recurso, esforço e energia que foram despendidos naquele objeto.
Multar o responsável pelo lixo jogado na rua seria um bom começo para cobrar de forma mais justa o preço da poluição. Ora, a poluição é algo que prejudica as pessoas e a vida ao entorno delas, e por isso não pode sair de graça. Cobrar uma tarifa bem ‘salgada’ funciona tanto como um inibidor para um comportamento prejudicial quanto para formar um fundo que ajude a remediar o problema. Além, é claro, de ser altamente educativo. Tem constrangimento maior do que ser autuado em flagrante e pagar uma polpuda multa?
Mas não basta apenas punir, é preciso premiar ou remunerar quem presta serviços sociais e ambientais. Além do ‘poluidor-pagador’, existe o princípio do ‘protetor-recebedor’ e uma política de pagamentos por serviços ambientais que pode ser colocada em prática, assim como incentivos tributários ecológicos.
Muitas cidades brasileiras já adotaram medidas semelhantes. A questão é saber usar as ferramentas econômicas a serviço da busca de um bem comum. Poder-se-ia levantar a hipótese de que uma fiscalização mais rigorosa seria no mínimo difícil e dispendiosa para os cofres públicos, mas não quando o fiscal passar a ser cada cidadão que resolva colaborar para um melhor visual da cidade fazendo apenas o trivial: denunciar às autoridades àqueles que insistem em manter hábitos nocivos à saúde humana.
Afinal de que vale a pena só cobrar do poder público ações efetivas de limpeza se não fazemos nós, a parte que nos cabe como vigilantes do meio ambiente? Para isso basta que cada cidadão de bem faça a sua parte denunciando os ‘porcalhões’ para depois sim, cobrar do poder público, o exemplo dado pela própria sociedade.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS