quinta, 04 de junho, 2026
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Coxim também integra a relação de cidades importantes que sediaram audiência pública "Em Defesa dos Bancos Públicos". O encontro destacou a importância das instituições bancárias no desenvolvimento econômico do município e do Estado. O debate ocorreu na Câmara Municipal da cidade e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais.
COXIM COMO SEDE - Os palestrantes foram o presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos Silva, e a economista e supervisora técnica do escritório do Dieese de Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira. A audiência pública é uma realização dos Sindicatos dos Bancários de Campo Grande e Dourados, Assembleia Legislativa, Prefeitura e Câmara de Municipal de Coxim.
PATRIMÔNIO
DO POVO VENDIDO - "Nós estamos defendendo a Caixa Econômica e o Banco do Brasil e trazendo essa discussão para a cidade de Coxim. Tudo que é patrimônio do povo está sendo vendido e a preço de "banana". Não dá para admitirmos que esses bancos sejam privatizados. Precisamos cobrar desse governo, unir a classe política de Coxim e do nosso estado para defender todas as empresas públicas e, principalmente, para defender esses bancos", destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Edvaldo Barros.
AGRICULTURA
FAMILIAR EM RISCO - Os impactos da privatização estão sendo discutidos em todo o Brasil. O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, explicou que, em Mato Grosso do Sul, a intenção é realizar pelo menos nove audiências públicas para reforçar a importância dos bancos públicos. "Só para se ter uma ideia, 56% do crédito do Brasil passa pelos bancos públicos. Nós temos hoje 288 agências bancárias em Mato Grosso do Sul, destas, 134 são de bancos públicos, que movimentam milhões de reais. É do banco público que sai o dinheiro do Pronaf, responsável por 70% da produção de alimentos. É do banco público que sai o recurso do Fies, que dá oportunidade aos estudantes de baixa renda".
DEMISSÕES EM MSSSA- "No início deste ano, Banco do Brasil e Caixa demitiram mais de 15 mil bancários, e não houve contratação para substitui-los. O que vai acontecer? Vai ter uma demora no atendimento. E daqui a pouco estão dizendo "melhor que seja privatizado porque já não nos presta o serviço que precisamos". Essa é a lógica que o governo desenvolve para sucatear o serviço e, com isso, convencer a população, assim como o próprio trabalhador, de que aquela empresa de fato necessita de uma nova gestão".
SERÁ O FIM DA MINHA CASA, MINHA VIDA -
Cleiton ainda destacou que os bancos públicos funcionam como reguladores de crédito no sistema financeiro porque tem o papel de trazer as taxas de juros para baixo, de forma a regular o mercado no país. Essas instituições geram dividendos para o tesouro nacional e utilizam o lucro para executar políticas públicas como, por exemplo, o financiamento de moradia popular. "O projeto Minha Casa Minha Vida entregou, em 2014, 2,6 milhões de moradias. A Caixa e o Banco do Brasil juntos financiaram montante superior a 400 bilhões referentes ao programa. Itaú, Bradesco e Santander financiaram 87 bilhões. O total dos três bancos não chega a 25% do valor financiado pelos bancos públicos".
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS