quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Essa semana uma pesquisa divulgada chamou a atenção e assustou a população de Coxim, principalmente as mulheres da cidade. Dados atualizados do Sistema Integrado de Gestão Operacional, vinculado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (SEJUSP-MS), os números são estarrecedores e mostram o quanto as mulheres estão vulneráveis.
Os números são de 2024 e esse levantamento não mostra só os números de coxim e sim de demais cidades vizinhas também.
• Coxim: 47 casos
• São Gabriel do Oeste: 23 casos
• Camapuã :14 casos
• Rio Verde de MT:18 casos
• Rio Negro:8 casos
• Pedro Gomes: 4 casos
• Sonora:2 casos
E os números de 2025 já começam a assustar, nos primeiros meses de 2025 já são 7 casos de estupro em Coxim de acordo com a delegada titular da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) na cidade, Andressa Vieira.
A Violência Que Deixa Marcas Para Sempre
O estupro não é apenas um crime. É uma brutalidade que destrói corpos, silencia vozes e impõe um fardo psicológico que muitas vítimas carregam por toda a vida. Para muitas mulheres, o abuso sexual não termina quando a violência física acaba. Ele se estende nas noites sem sono, nos flashbacks que invadem a mente, no medo de andar na rua, na vergonha que a sociedade insiste em impor.
O trauma do estupro vai muito além do corpo. Ele se infiltra na mente, causando depressão, ansiedade, síndrome do pânico e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Muitas vítimas desenvolvem um profundo sentimento de culpa, como se fossem responsáveis pela violência que sofreram. O peso da cultura do estupro que questiona roupas, horários e atitudes da vítima só agrava esse sofrimento.
O medo de não serem acreditadas ou de serem julgadas faz com que muitas mulheres permaneçam em silêncio. O estupro rouba delas não apenas a paz, mas a própria identidade. Ele transforma a maneira como enxergam a si mesmas e ao mundo ao redor.
As consequências físicas podem incluir doenças sexualmente transmissíveis, traumas ginecológicos e até gestações indesejadas. Mas há também a consequência invisível: o afastamento da sociedade. Muitas vítimas se isolam, perdem empregos, abandonam estudos, sofrem com relacionamentos deteriorados. O estupro não apenas fere uma mulher ele fere sua vida inteira.
Em um mundo onde muitos estupradores nunca são punidos, o estupro não é apenas um crime individual, mas uma falha coletiva da sociedade. Quando a vítima denuncia, enfrenta um novo tipo de violência: a violência institucional. O questionamento incessante sobre sua credibilidade, a demora nos processos, a impunidade do agressor. Cada caso arquivado é um lembrete cruel de que a justiça raramente é feita.
O estupro não é um problema individual. Ele é uma epidemia social. Enquanto continuarmos a silenciar vítimas e justificar agressores, esse crime persistirá. Precisamos ouvir, acolher e lutar para que nenhuma mulher tenha sua vida destruída pela violência sexual.
Se você foi vítima ou conhece alguém que passou por isso, saiba que você não está sozinha. Denuncie. Busque apoio. O silêncio nunca deve ser a única opção.
Denuncie pelos telefones: Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim: (67) 3291-1338 / WhatsApp: (67) 99987-9355
Polícia Militar: 190
Disque: 100
Precisamos falar sobre isso e precisamos denunciar, continua sendo muito difícil ser mulher todos os dias em um país que continua tratando a vítima como a causadora do crime. (Glenda melo - Diário do Estado)
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal