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Geral
O conselho reclama que sua função seria fiscalizar e suplementar, mas que nas situações relatadas teve que fazer o papel do Estado ao realizar desembolsos que visam subsidiar ações básicas relacionadas a segurança pública em Sonora
5 de agosto de 2015
Ana Flávia Dorsa
O Conselho Comunitário de Segurança de Sonora, entidade privada sem fins lucrativos, totalmente regularizada com utilidade pública municipal aprovada, dentro dos parâmetros legais e formado por pessoas da sociedade, pede socorro pela segurança do município de Sonora. Desde 2008 por iniciativa de um Promotor de justiça e de um Juiz de Direito, o Conselho passou a existir e fazer muito pela cidade.
Sua área de atuação é muito ampla, auxiliando desde a prevenção, preservação e consolidação da segurança pública. Com a atuação do conselho houveram muitos avanços, pois realizou diversos trabalhos. Basta recorrer à história dos últimos anos, onde o “novo cangaço” atuou nas cidades vizinhas da Região Norte.
Sonora ficou livre destes ataques de assaltos a banco mesmo sendo uma cidade visada, devido o movimento bancário elevado gerado pelo número de empregos proporcionados pelas empresas operantes no Município, conforme estimativa da tropa de choque da Polícia. Por conta disso, a cidade conta com a ajuda do conselho que com ações objetivas consegue a vinda mensal de reforço policial e por isso acreditam que não passaram por esta situação.
Para o conselho essa ação é muito emblemática, pois conseguiu reduzir a possibilidade de que a cidade ficasse fechada sob a mira de fuzis. “Não podemos afirmar com certeza, mas na segurança pública se trabalha com probabilidades. Nos esforçamos para impedir esses ataques. O conselho apóia a vinda policiais especializados, oferecendo hospedagem e alimentação e com certeza isso diminuiu a probabilidade”, ressaltam os conselheiros da entidade.
Dezenas de atividades aconteceram mediante os trabalhos do conselho ao longo desses oito anos, como: a instalação em prédios distintos da Polícia Civil e Militar, que antes operavam uma Unidade Mista de Segurança, sendo outro prédio cedido pelo Município e as adaptações arcadas pelo conselho; construção de 01 (uma) cela na cadeia pública para adequação no recebimento de menores infratores apreendidos; reforma completa na Delegacia de Polícia Civil no ano de 2009; instalação de câmeras de segurança na cadeia pública e na Delegacia; aquisição de computadores para as Policias Militar e Civil; reparos e manutenções em viaturas policiais; Implantação nas escolas de projetos que orientam estudantes contra o crime; fornecimento de materiais de expediente e limpeza para as Policias, entre outras benfeitorias.
O trabalho do conselho tem como fonte os parceiros da cidade, porém não recebe dinheiro público. Parte da arrecadação vem de penas alternativas que via de regra costuma ser de um à cinco salários mínimos devido perfil dos moradores da cidade.
O conselho reclama que sua função seria fiscalizar e suplementar, mas que nas situações relatadas teve que fazer o papel do Estado ao realizar desembolsos que visam subsidiar ações básicas relacionadas a segurança pública em Sonora. “Nunca falamos nada, apenas trabalhamos, mas a situação é alarmante, por isso decidimos gritar por socorro. Atualmente as polícias trabalham no limite do combustível, eles trabalham com cota diária muito abaixo do ideal. Não possuem condições de fazer uma perseguição longa, ou frequentar rotineiramente a zona rural, onde também ocorrem crimes. Sabemos que está longe do esperado, e que isso está acontecendo em todo o Estado. Temos 13 policiais enquanto que a lotação é de 30 na cidade”.
Os diretores do Conselho explicam que a comunidade de Sonora é muito participativa e ajuda muito nas atividades, possibilitando cobrir a falha que eles entendem ser do Estado. “Temos boa vontade e contagiamos as pessoas. Somos pessoas comprometidas, mas queremos somar e não substituir o Estado”, explica representantes do Conselho.
Para o Conselho, cada agente público tem seu papel e sua principal missão é cumprir a lei. “Esperamos que o Estado cumpra seu papel. Sabemos que não é uma Dinamarca ou Noruega com armamentos pesados, prédios bonitos para a policia, mas que o necessário como combustível para trabalhar, armamento, polícia suficiente para funcionar é o mínimo. O Conselho faria a suplementação disso tudo, otimizando e fiscalizando”, justifica.
O Conselho apoia também o tratamento usuários de drogas, com ações que ajudaram nos últimos anos em torno de 40 (quarenta) dependentes, atualmente cerca de 07 (sete) pessoas estão em tratamento em comunidades terapêuticas. Trabalha também no apoio e implementação dos projetos desenvolvidos pela Polícia Militar como o “Proerd” e o “Bom de Bola, Bom na Escola”, tem um projeto em parceria com o Município para recolocação de ex-detentos (chamados de reeducandos) no mercado de trabalho. Enfim, o trabalho nesses 8 anos foram sem dúvida muito grandes, com muitos investimentos, mas chegou o momento de pedir socorro, e mostrar para a sociedade o que está acontecendo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS