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Conecta MS muda realidade de moradores de 100 comunidades rurais do Estado

Num mundo tão conectado, a vida sem internet e até sem sinal de celular parece ser uma realidade distante. Porém, conforme o Pnad Contínua divulgado em abril deste ano pelo IBGE, um em cada cinco brasileiros não têm acesso à internet.

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13 de dezembro de 2021

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Mireli Obando, Subcom

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Num mundo tão conectado, a vida sem internet e até sem sinal de celular parece ser uma realidade distante. Porém, conforme o Pnad Contínua divulgado em abril deste ano pelo IBGE, um em cada cinco brasileiros não têm acesso à internet. Em Mato Grosso do Sul essa realidade vem sendo transformada pelo Conecta MS que leva inclusão digital a áreas remotas do Estado. 

Muito além de levar internet a moradores de comunidades rurais, o projeto desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), leva conhecimento e abre um mundo de oportunidades, visando o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul. Em quatro meses do lançamento do Conecta MS, o número de pontos de conexão via satélite saltaram de 35 para 100. 

Alunos da Comunidade Barra do São Lourenço

Da comunidade Renascer na Barra do São Lourenço em Corumbá, a líder da Associação das Mulheres Extrativistas do São Lourenço, Leonida Aires de Souza, mais conhecida como Eliane, se emociona sempre que lembra do passado não tão distante sem sinal de telefone ou internet. 

“Falar sobre a internet na nossa comunidade, eu não sei nem te expressar a gratidão, a melhoria que a internet fez na vida da gente. Fez toda diferença. Sem comunicação passamos apertado com fogo, tivemos várias dificuldades. A gente queria saber da família da gente não tinha como, porque moramos fora da cidade. Aconteciam as coisas, e a gente não tinha como pedir socorro. Então a internet na nossa comunidade chegou com grande satisfação, com grande alegria que nos recebemos essa benção que Deus nos deu”, afirma a moradora da comunidade que tem cerca de 23 famílias. 

Cada comunidade possui um bolsista que cuida da sala e estimula o conhecimento entre os moradores do local. No Assentamento Aba da Serra em Ponta Porã, a monitora Cícera Maria de Andrade conta que moram no assentamento mais distante do município, e que por lá não pega sinal de celular e que a internet tem transformado a realidade dos moradores locais e de assentamentos vizinhos e fazendas. 

“Toda a comunidade está sendo beneficiada com vários cursos, palestras, pesquisas, além de contribuir com o aspecto social, como reencontros com familiares e amigos distantes pela internet. Resumindo, o Conecta MS é a realização de um sonho dos moradores do Assentamento Aba da Serra", conta Cícera que tem acompanhado cerca de 230 pessoas do local e da região. “O progresso chegando”. 

Na comunidade Aldeia Tereré em Sidrolândia, o Conecta possibilitou acesso a internet a todas as famílias locais com a oferta de cursos. Instrutor do curso de informática e digitação, Paulo Figueiredo (foto capa), conta da experiência de apresentar um mundo novo para crianças e adultos.  "Poder passar o conhecimento da área da informática e digitação e desde então a comunidade junto com os alunos se adaptaram muito a essa área , sempre buscando aprender cada dia mais. Pode-se dizer que houve uma grande evolução dentro da nossa comunidade em relação ao Conecta MS". 

No Estado, o Tecsocial - Projeto Tecnologias Sociais para o Desenvolvimento de Territórios da Cidadania - foi pioneiro levando internet a assentamentos e aldeias de 11 municípios do interior. Foi a partir dele que a Semagro firmou parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para expandir a iniciativa e levar internet a outras regiões. 

Enquanto o Mapa por meio do Ministério das Comunicações disponibiliza pontos de conexão via satélite, o Governo do Estado atua na estruturação dos locais com computadores e webcams, e dispõe de bolsistas moradores da própria comunidade que zelam pela sala e promovem o uso da estrutura disponível, transformando os espaços em salas digitais. Através do monitor, que recebe uma bolsa no valor de R$400 do Governo do Estado, por meio da Semagro e Senai, a gestão estadual consegue acompanhar todo o processo, estabelecer metas e organizar workshops, oficinas, palestras e mentorias especializadas. 

Atingir 100 pontos de internet no Estado foi a meta traçada pelo governador Reinaldo Azambuja quando o programa foi lançado há quatro meses. Na ocasião, ele enfatizou o impacto positivo da conectividade na zona rural. “O estado só cresce se todo mundo crescer junto".

Já a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, enfatizou a parceria. "É emocionante a gente ver esses pontos que estão recebendo o sinal 4G. Essa harmonia entre governos estaduais com o governo federal facilita a vida  das pessoas".

Para o próximo ano a expectativa do titular da Semagro, Jaime Verruck é melhorar a infraestrutura nas 100 comunidades onde já existem os pontos. "A meta para 2022 é promover melhorias nas salas, nos computadores e contratar mais monitores para as comunidades. A ideia é formar uma grande rede de conhecimento e serviço público para os pequenos produtores do Estado”. 

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS