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Comitê Estadual de Combate ao Feminicídio discute propostas para combater crimes contra mulheres em

O encontro resultou em uma série de encaminhamentos a serem executados durante todo o ano e, de modo mais marcante, na Semana de Combate ao Feminicídio (no início de junho).

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26 de abril de 2019

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GovMS

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Com a proposta de discussão de estratégias de enfrentamento ao feminicídio foi realizada, na tarde de quinta-feira (25.4), a segunda reunião ampliada do “Comitê Estadual de Combate ao Feminicídio”, coordenado pela Subsecretaria Especial de Cidadania. O encontro resultou em uma série de encaminhamentos a serem executados durante todo o ano e, de modo mais marcante, na Semana de Combate ao Feminicídio (no início de junho).

A reunião foi realizada no Plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), por proposição da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar e da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher e contou com a presença de representantes de órgãos do Governo do Estado, do Município de Campo Grande, Poder Judiciário, Poder Legislativo, além de entidades e sociedade civil.

O Comitê Estadual de Combate ao Feminicídio foi criado visando ampliar as parcerias para a construção de ações e estratégias para o enfrentamento às mortes violentas de mulheres. “Lamentavelmente nós constatamos um aumento no número de mortes violentas de mulheres por violência doméstica ou por menosprezo a condição de mulher, que são os casos de feminicídio, e essa foi uma das razões que nos levou a buscar uma reunião de parceiros para que a gente pudesse ampliar as ações e as estratégias do Governo na prevenção e no combate a esses crimes. Neste ano, já tivemos 15 mortes de mulheres. Não podemos aceitar mais aquela famosa frase ‘se não for minha, não será de mais ninguém’. Toda a sociedade está preocupada com isso”, ressaltou Luciana Azambuja, Subsecretária Especial de Cidadania.

A reunião foi conduzida pelos deputados Cabo Almi, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar e Herculano Borges, membro da Frente Parlamentar em Defesa da Mulher. “Precisamos reduzir os índices de violência contra a mulher e a atuação conjunta é fundamental. Temos obrigação, como parte do poder público, de combater esse crime, a partir de suas causas”, destacou o deputado Cabo Almi que também lembrou a importância da articulação dos deputados com prefeitos e vereadores dos municípios de suas bases eleitorais.

O deputado Herculano Borges reforçou a relevância da atuação conjunta que deve ter como diretrizes o “fortalecimento das entidades que promovem a defesa da mulher, a capacitação dos agentes que trabalham nesse enfrentamento e a promoção de ações constantes”. Herculano destacou ainda que o Mato Grosso do Sul ocupa a quinta colocação na taxa de feminicídios do País.

O evento contou com uma breve palestra da especialista em políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e ex-secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, Aparecida Gonçalves, que considera a violação de direitos da mulher, sobretudo, como causas culturais, de raízes patriarcais. “Sem dúvida que a grande causa do feminicídio e da violência contra a mulher como um todo é o machismo, é o patriarcado. Muitos homens acreditam que têm a posse das mulheres”, afirmou, lembrando um caso em que um homem disse ter matado a mulher porque não suportava mais vê-la feliz.

A promotora de justiça Luciana do Amaral Rabelo, que atua na Casa da Mulher Brasileira, vem monitorando todos os casos de feminicídios ocorridos no Estado desde a promulgação da lei nº 13.104/2015 com o projeto Dossiê Feminicídio, e esclarece: “Nesse ano de 2019, já ocorreram 15 feminicídios, o que é inaceitável. São crimes cometidos com crueldade e por diversas formas: facas, machadinhas, asfixia e atropelamentos. Até morte causada por panela elétrica tivemos. Por isso, a importância de falar sobre violência de gênero nas escolas, nas rádios e fazer campanhas educativas permanentes para sensibilizar toda a sociedade, provocando uma nova cultura de não violência contra a mulher”. 

Mobilização

A proposta para uma grande mobilização em todo o Estado de Mato Grosso do Sul foi agendada para dia 1º de junho, instituído como Dia Estadual de Combate ao Feminicídio pela lei nº 5.202/2018, quando serão realizadas caminhadas simultâneas em diversos municípios, às 9h: “Queremos impactar, causar a curiosidade das pessoas sobre uma caminhada pelo fim dos feminicídios, despertar a discussão sobre mortes violentas de mulheres e mobilizar toda a sociedade para somar conosco nessa luta pela defesa da vida das mulheres, massificar a fala durante toda a semana, repetindo orientações e informações sobre violência doméstica e feminicídios, ocupando todos os lugares e espaços que pudermos”, afirma Luciana Azambuja.

Deliberações

Alguns encaminhamentos definidos na reunião: capacitação para atendimento humanizado de profissionais que atuam em órgãos ligados à defesa dos direitos das mulheres; capacitação de agentes de saúde para se atentarem a indícios de violência doméstica nos domicílios que visitarem; capacitação de agentes que prestam serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para se atentarem quanto a ocorrência de violência contra a mulher na área rural; fortalecimentos dos Centros de Atendimento a Mulheres em municípios do interior; realização de audiências públicas nas Câmaras Municipais para debater violência contra mulheres, entre outros.

Presença

Estiveram presentes, entre outras autoridades, o Coronel da Polícia Militar (PM) Kleber Haddad Lane, que representou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Subsecretária-adjunda de Cidadania, Maria Thereza Trad, a Subsecretária Estadual de Mulheres Giovana Vargas, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado (PC/MS), Marcelo Vargas Lopes, o coordenador do Programa Mulher Segura PROMUSE, Tenente-Coronel Josafa Dominoni, as delegadas Joilce Ramos (DEAM) e Paula Ribeiro (DAM Dourados), a Subsecretária da Mulher de Campo Grande, Carla Stephanini, as vereadoras Anny Espínola (Ponta Porã), representando o Parlamento Feminino da Fronteira e Janete Córdoba (Amambai), presidente do Conselho da Mulher, Amanda Parizan.

Participação da Sociedade Civil

Quem quiser apresentar propostas a serem implementadas para prevenção e combate à violência contra a mulher ou contribuir com a Semana Estadual de Combate ao Feminicídio, pode entrar em contato com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, vinculada à Subsecretaria Especial de Cidadania, por meio do e-mai: [email protected] ou do telefone (67) 3316-9200.

Texto: Jaqueline Hahn Tente – Subsecretaria de Cidadania (Secid-MS).

Foto: Wagner Guimarães – Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal