quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Com o aumento de viaturas nos bairros da Capital, após a implantação do programa OCOP (Obtenção de Capacidade Operacional Plena) da Polícia Militar, comerciantes revelaram que estenderam o horário de atendimento e se sentem mais seguros com a presença da polícia, que conseguem inibir eventuais roubos e furtos nos estabelecimentos.

Viaturas do programa OCOP
O programa que começou em julho colocou mais 48 viaturas para reforçar as rondas em toda a região metropolitana de Campo Grande, para que além da prevenção, possas dispor de um atendimento mais rápido nas ocorrências. Os veículos são monitorados em tempo rela, por uma sala de situação no Comando Geral da PM.
Edilson Aguirre, dono da Choperia e Pizzaria Aguirre, que fica no bairro Nova Lima, contou que o aumento de viaturas na região é muito bom para os comerciantes e empresários, que se sentem mais seguros. “Estou achando bom esta presença maior de policiais e viaturas, pois assim sofremos menos com roubos e furtos. Aqui, durante pandemia, estavam roubando até lâmpadas”, relatou.

Comerciante Marco Aurélio Ferreira
Edilson revelou que sua Choperia fica aberta agora até meia-noite. “Além de mais segurança, também tivemos o fim do toque de recolher, que nos permitiu ficar até mais tarde. Já trabalho há 20 anos no ramo e montei meu negócio faz quatro anos”, descreveu o empresário.
Marco Aurélio Ferreira, dono do “Marcão Lanches”, também no Nova Lima, relatou que além das viaturas darem maior sensação de segurança aos moradores e comerciantes, os atendimentos também estão mais rápidos. “Estou seguindo agora com os lanches até as 3 da manhã e ajuda muito a polícia estar mais presente no bairro, onde já trabalho no ramo há 13 anos”.
Prevenir e coibir crimes

Empresário Waldilei Borges de Almeida
O empresário Waldilei Borges de Almeida, dono do Palácio Móveis e colchões, que fica na Avenida Júlio de Castilho, destacou que a presença das viaturas na região inibem os “criminosos” para eventuais furtos e roubos. “Com mais viaturas fazendo as rondas os bandidos se sentem ameaçados. Muitos comerciantes aqui já reclamaram de roubos e minha loja fica ao lado de uma agência bancário, por isso o cuidado é redobrado”.
Vilson Oliveira, proprietário da Conveniência do Nenê, descreve que agora as viaturas passam diariamente em frente ao seu comércio. “Ajuda a ter mais segurança e deixar os criminosos cada vez mais longe, pois intimida eventuais roubos. Ficamos abertos aqui até às 2 da manhã”, relatou.

Governador Reinaldo Azambuja na sala de monitoramento (Foto: Chico Ribeiro)
O programa OCOP começou pela região metropolitana de Campo Grande, com abrangência a 1.035.833 pessoas, que além da Capital incluem os municípios de Bandeirantes, Corguinho, Jaraguari, Ribas do Rio Pardo, Rochedo, Sidrolândia e Terenos. Ele conta com uma atuação diária de 90 policiais e 500 disponíveis para o projeto.
O secretário estadual de Segurança, Antônio Carlos Videira, afirmou que o programa é o maior projeto de policiamento preventivo da história de Mato Grosso do Sul. “Começamos na Capital, e agora haverá sua replicação para Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã, fazendo com que a Polícia Militar tenha capacidade de atender o maior volume possível de ocorrências no menor espaço de tempo”.
O governador Reinaldo Azambuja ponderou que este investimento é para fortalecer a segurança aos cidadãos. “Nós triplicamos o número de viaturas na cidade, para ter presença de mais policiais rodando 24 horas, sendo monitoradas e acompanhadas pelo Ciops por meio de GPS, em tempo real”.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS