quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
As baixas temperaturas registradas nos últimos dias em Mato Grosso do Sul e o longo período de estiagem contribuem para o predomínio de ar seco que tem deixado o clima semelhante a regiões do deserto do Saara. Levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) mostra que nos últimos dias, os níveis de umidade em alguns municípios do Estado ficaram abaixo de 10%. Na última segunda-feira (19) Costa Rica e Cassilândia, tiveram umidade relativa de 7% e 8%, respectivamente.

Já em Campo Grande os níveis de umidade relativa do ar foram de 16% na segunda (19), 13% na terça-feira (20) e 9% na última quarta-feira (21), sendo esta última considerada a tarde mais seca do ano na capital de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes, a perspectiva é de continuidade desses valores baixos para os próximos dias. “A tendência ainda é de umidade em valores críticos, entre 20-30%, porém um pouco melhores do que tem sido observados nos últimos dias. Pelo menos até o dia 26 de julho, poderemos observar estes valores críticos, principalmente na região leste do estado. Entre os dias 26 e 28 de julho os modelos meteorológicos indicam a aproximação de uma frente fria que pode influenciar no clima em Mato Grosso do Sul”, explica a doutora em meteorologia.
Enquanto isso, os níveis de umidade continuam acendendo dois alertas importantes: o da saúde e também dos riscos de queimadas urbanas e de incêndios florestais. As principais recomendações de especialistas para aliviar o desconforto do tempo seco são ingerir bastante líquido, umidificar os ambientes e evitar exposição direta ao sol e a prática de atividade física nas horas mais quentes e secas do dia.
No quesito queimadas urbanas, o tenente-coronel da Polícia Militar Ambiental (PMA) Edmilson Queiroz, lembra que o Governo do Estado em parceria com diversas instituições têm desenvolvido ações preventivas e faz alertas importantes para este período de estiagem.
"A gente orienta as pessoas a não fazerem o uso do fogo. Não há autorização agora nesse período, o Estado antecipou a proibição por 180 dias. Normalmente iniciava em 1° de agosto e se estendia até outubro no Pantanal, e setembro em outras áreas, foi antecipado e já está proibida qualquer tipo de queima controlada, mesmo quem tinha autorização anterior não pode mais efetuar qualquer incêndio. A população tem denunciado muito, depois da operação Prolepse, que significa justamente prevenção”.
Além disso, destaca os prejuízos ambientais, financeiros e à saúde devido à fumaça nos perímetros urbanos. “Uma responsabilização administrativa tem uma multa que pode variar de R$ 1 mil por hectare e um terreno baldio que pode chegar a R$ 5 mil. Bem como uma pena criminal se for um incêndio em mata ou floresta, que pode chegar a 4 anos de reclusão, com prisão em flagrante inclusive, e a pessoa ainda ter que reparar o dano na instância civil, o dano ambiental. E além disso, na própria instância civil, se for interpelada terá que reparar danos a outras propriedades”, explica.
A fiscalização das queimadas no Estado é realizada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em parceria com as prefeituras municipais.
Tempo quinta-feira
As condições de tempo para esta quinta-feira (22) em Mato Grosso do Sul são de tempo firme em todas as regiões. Uma massa de ar seco segue predominando e impedindo a formação de nuvens. O sol brilha forte durante todo o período, e embora o dia comece com temperaturas amenas, ao longo do dia as temperaturas terão rápida elevação.
Conforme estimativa do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) o Estado pode ter regiões com temperaturas mínimas de 10°C durante a madrugada, e as máximas podem chegar aos 35°C na região pantaneira.
Na capital, o sol predomina, e as temperaturas podem variar entre 13°C e 29°C ao longo do dia.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS