quinta, 04 de junho, 2026
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Sindicato contesta funcionamento de terceirizadas de vistoria veicular nas agências do Detran-MS - Arquivo
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) virou alvo de mais uma ação na Justiça. Desta vez, por literalmente abrir as portas do órgão público para empresas privadas escolhidas para lucrar com o serviço de vistoria veicular em Mato Grosso do Sul.
Segundo denúncia aceita pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, as vistoriadoras não pagam nada para usar a estrutura bancada com dinheiro dos contribuintes.
A ação apresentada pelo Sindetran-MS (Sindicato dos Servidores do Detran-MS) foi aceita em 10 de agosto e pede urgência na exclusão de trecho na portaria que trata da inspeção veicular.
Mato Grosso do Sul: vistoria entre as mais caras do BrasilA denúncia faz parte de uma briga maior: servidores do Detran-MS lutam para proibir que o serviço, até pouco tempo atrás feito exclusivamente pelo órgão, fique nas mãos só das terceirizadas — o que é apontado como uma das justificativas para Mato Grosso do Sul ter uma das taxas de vistoria veicular mais caras do Brasil.
O Sindetran-MS argumenta que em Mato Grosso do Sul a terceirização não resolveu o principal problema para os proprietários de veículos em relação à vistoria: o preço que, em dezembro, era de cerca de R$ 170, o terceiro mais caro do país. Como referência, em Mato Grosso, o mesmo trabalho sai por cerca de R$ 40.
Mas, além de subir o custo para os contribuintes desde que 'entregou' as vistorias para as empresas, o Detran-MS ainda teria liberado para as vistoriadoras o uso gratuita da estrutura mantida com dinheiro público.
A portaria nº 68/2020, que regulamenta o credenciamento de empresas para a atividade de ECV (vistoria de identificação veicular). O artigo 6º, parágrafo 2º, autoriza a instalação e funcionamento de empresas particulares nas dependências da autarquia “de forma gratuita”, frisa o sindicato.
Além de apontar que tal medida fere princípios constitucionais administrativos e da livre concorrência, o sindicato aponta que houve depredação do patrimônio público com a redução de servidores, principalmente em atividades-fim como a vistoria veicular. Neste caso, empresas particulares estariam usufruindo de bens públicos sem licitação, autorização, concessão ou permissão.
O tema já havia motivado o Sindetran-MS a abrir outras ações, mais específicas, alegando que agências do Detran-MS de Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Bonito cederam seus espaços para empresas de vistoria veicular — neste caso, o sindicato informou à reportagem que precisou atestar junto a tabelionato a situação, a fim de que denúncia fosse acatada.
Em resposta às alegações, a direção do Detran-MS — à época ainda exercida por Luiz Rocha, substituído por Rudel Trindade — afirmou que a proibição de operação das credenciadas via liminar causaria grandes prejuízos à administração pública por ocasionar a interrupção do serviço de vistoria. Além disso, sustentou que os atos normativos são constitucionais e legais “até que sejam declarados inconstitucionais ou ilegais por órgão competente”. Além disso, reiterou a legalidade da portaria.
Ao analisar os autos, o juiz descartou haver requisitos para conceder a tutela de urgência, já que há previsão da concessão da inspeção veicular. Além disso, cobrou-se demonstração que, de fato, as empresas usam o espaço físico da autarquia para tais atividades — causando prejuízo à categoria ou à coletividade.
O magistrado também descartou haver “perigo de dano” ao processo, o que viria em caso de suspensão abrupta do serviço. Apesar disso, o juiz admitiu a inicial e as emendas a ela inseridas.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal