quinta, 04 de junho, 2026
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A organização é uma das principais formas de fazer uma mudança na vida pessoal ou profissional. Mas isso passou longe da cabeça do professor de matemática Carlos Alberto Dutra Osório, de 56 anos, hoje um dos mais antigos em atividades na Escola Estadual Joaquim Murtinho. Famoso como “Professor Cado”, poucos sabem como o gaúcho enlouquecido pelos números foi capaz de deixar o interior do Rio Grande do Sul para chegar a Campo Grande na década de 80.
Inspirado pelo avô e pai que eram matemáticos na cidade de Santa Maria (RS), Carlos brincava de professor na infância e já ensinava matemática aos amigos, por isso, nunca teve dúvidas que educar faria parte da vida.
Quando finalmente se tornou matemático em sua cidade, ele se deparou com a falta de emprego. “Batia de porta em porta de escola e não conseguia”, lembra. Foi quando o matemático voltou para casa, no apartamento com a avó, abriu o mapa do Brasil no chão do quarto, pegou um dardo, fechou os olhos e jogou no mapa.
“Pensei que onde caísse eu iria. Sabe quando você está com raiva de ficar parado e não fazer o que gosta? Então decidi escolher para onde eu iria com tiro ao alvo. Minha avó achou que eu estava louco”, conta o professor bem-humorado.
O dardo caiu em Dourados, município sul-mato-grossense que ele nunca havia conhecido. “Vi que era cidade do interior, por isso, decidi que me mudaria para a Capital”.
Dois dias após o “jogo maluco” do professor para recomeçar a vida, o telefone tocou. Era uma amiga que estava em Mato Grosso do Sul e buscava outros cinco amigos confiáveis pelos País para abrir uma república e trabalharem no Estado.
Carlos não pensou duas vezes e fez as malas. Chegou por aqui em 1989, se tornou professor na Escola São José onde lecionou durante 20 anos, depois passou a ser professor no Joaquim Murtinho onde está até hoje e ficará até dezembro. “Este ano resolvi me aposentar e vou me despedir”, afirmou.
Ele também é professor há 34 anos no colégio particular Paulo Freire, que apesar da mudança de nome recente, será sempre lembrado por levar durante anos o nome de um dos maiores educadores e filósofos brasileiros na fachada.
Hoje, a Rede Municipal de Ensino tem 109 mil alunos matriculados, já a Rede Estadual de Ensino é responsável por atender 205 mil estudantes. Deste total, sem dúvidas, Carlos fez e ainda faz parte da vida de muitos alunos, e esse é o maior orgulho dele.
“Houve uma fase muito antiga de crise em que professores ficaram sem receber quase 8 meses. Você acha que eu achei ruim? Não. Eu estava fazendo o que eu gostava: ser professor. E até hoje me sinto assim. Ser professor é o meu chão, é o que o queria, é que sempre me fez feliz”.
Com esposa e duas filhas, sendo uma médica pediatra e outra próxima de se tornar médica veterinária, o professor não se vê longe da educação nem aposentando. “Professor não descansa, a gente segue se atualizando, lendo, buscando as novas linguagens e formas de ensinar. Me orgulho muito da minha profissão e dos meus colegas” .
Por isso, nesta sexta-feira (15), Dia do Professor, o Lado B escolheu a história do matemático que ama ensinar para fazem uma homenagem a todos os professores e convidar você, leitor do Campo Grande News, a colocar no Mapa Interativo abaixo uma lembrança do professor que sempre te inspirou ou que até hoje te inspira.
Basta clicar em 'Enviar Relato', anexar uma foto e contar a história do professor que você admira.
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Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS