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Com sonho de ser mãe, empresária que resgatou bebê em sacola entra com pedido de guarda

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31 de janeiro de 2021

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Midiamax

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Kely Zerial, de 37 anos, empresária e arte-educadora que resgatou a bebê recém-nascida dentro de uma sacola na manhã de sexta-feira (29), em Campo Grande, quer adotar a criança. Ela já acionou advogado, preparou a documentação e entrou com pedido de guarda, com a expectativa de poder chamar a menina de filha em breve. O detalhe é que Kely estava iniciando tratamento com embriologista para realizar o sonho de se tornar mãe.

“Já encaminhei as documentações com advogado e já estamos fazendo o procedimento para adotá-la. Na segunda-feira, teremos alguma devolutiva da Justiça”, disse. “Externei minha vontade em adotá-la. O que senti naquele dia foi algo especial, muito forte e maternal, mexeu comigo. Não tem como descrever o que senti de sexta pra ontem [sábado]. Foi o dia todo de correria entre posto de saúde, hospital e polícia, só parei à noite”, completou. 

Kely conta que foi tudo muito rápido. Entre 8 horas e 8h10 da manhã de sexta-feira, ela estava em casa, no Guanandi, quando percebeu inquietação dos cachorros, que latiam muito. Em seguida, ouviu uma pancada no portão. Ela então pegou as chaves e foi verificar o que estava acontecendo. No entanto, no caminho até o portão, ouviu o interfone tocar e voltou para atender. Era a vizinha alertando sobre a sacola com um bebê na frente do imóvel.

Ao se aproximar, viu a recém nascida lá dentro. “Fiquei em choque, com o corpo mole, por uns momentos sem reação”, lembra. Kely então a resgatou, a segurou junto ao corpo e a levou para dentro de casa. “Eu vi que tinha muito sangue, e comecei a verificar se ela estava bem. Fui olhando os dedinhos e os pezinhos”. Ela acredita que a mãe havia acabado de dar à luz, tendo em vista que a criança estava suja de sangue e ainda com cordão umbilical.

Depois, foi limpando a bebê enquanto acionava o Conselho Tutelar e a polícia. Kely levou a menina ao posto de saúde do Tiradentes, onde foi feito o primeiro atendimento. De lá, a criança foi transferida para o Hospital Universitário. As informações são de que a menina é extremamente saudável e está sob os cuidados de  um abrigo. Agora, a empresária acompanha os trâmites judiciais envolvendo o pedido de guarda e torce por um final feliz.

Ela disse ainda que, apesar da gravidade do ato de abandono, a mãe não deve ser julgada pela sociedade de forma precipitada, sem antes ser ouvida. “Ninguém sabe o que aconteceu com essa mulher, ninguém sabe o desespero dela. Ninguém sabe se foi vítima de abuso, se foi estuprada, se era alguma adolescente. Sabemos que ela certamente estava desamparada, em situação de vulnerabilidade”. A mãe ainda não foi identificada.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS