quinta, 04 de junho, 2026
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O combate aos incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul acaba de ganhar um novo reforço com aeronaves e equipamentos. Durante live semanal realizada nesta quinta-feira (1º), onde são atualizados dados da operação que já dura 122 dias, o secretário Jaime Verruck (Semadesc) falou sobre a novidade.
"Nós fizemos a locação de mais cinco aeronaves que serão disponibilizadas ao Corpo de Bombeiros e também locação de máquinas e equipamentos, esteiras, pá carregadeiras que estão se deslocando para a área do Rio Negro para ajudar na montagem de aceiros, proteger o Parque do Rio Negro. São duas ações importantes da Defesa Civil com recurso nacional", explicou.
Recentemente, o governo estadual conseguiu através do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR) a liberação de R$ 13,4 milhões para execução de ações de resposta da Defesa Civil no enfrentamento aos incêndios florestais no Pantanal.
O recurso é destinado a atender todos os órgãos estaduais, sejam instituições oficiais ou ONGs que estejam envolvidas no combate às chamas. A portaria foi publicada em 16 de julho no Diário Oficial da União.
"A importância desses recursos que agora se fazem presentes no Mato Grosso do Sul com disponibilização de aeronaves para combate direto aos incêndios florestais é máxima porque ela vem potencializar a ação dos guerreiros do Corpo de Bombeiros, do Prevfogo, das ONGs e todas as outras unidades que estão realizando essa proteção ao nosso Pantanal. Da mesma forma estamos finalizando a execução para começar a colocar em prática a ação de ajuda humanitária no Mato Grosso do Sul pela primeira vez", destaca o coordenador-geral da Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite.
Ainda com recursos federais estão programadas para os próximos dias, missões de assistência humanitária para levar cesta básica, água potável e atendimento médico às comunidades ribeirinhas afetadas pelos incêndios florestais no Pantanal.
LiveAinda durante a transmissão hoje via internet, houve atualização de outros dados da Operação Pantanal. Os números foram detalhados pela tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, responsável pelo monitoramento e ações de combate aos incêndios florestais.
Ela mostrou que a área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul desde o início do ano até 30 de julho chega a 690 mil hectares, o que representa aumento de 74,1% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram queimados 396,6 mil hectares - considerada até então, a pior temporada de incêndios no Pantanal de MS. Os números são do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Quanto aos focos de calor detectados por satélite, o número chega a 3.783, ou seja, 26,2% a mais que no mesmo período de 2020, quando foram registrados 2.998, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).
EstruturaDesde abril deste ano já foram realizadas 344 ações de combate e 386 de prevenção. No momento a operação conta do mais de 500 integrantes incluindo bombeiros militares de Mato Grosso do Sul, da LIGABOM de Goiás e do Paraná, militares da Força Nacional de Segurança Pública, das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira), da Polícia Militar Ambiental, Polícia Federal, ONGs de proteção ambiental, além de agentes do Ibama, ICMBio e brigadistas do PrevFogo. São quase 100 meios de transporte usados incluindo aeronaves, veículos terrestres e embarcações.
Questões climáticasTambém durante a live, a coordenadora do Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, detalhou a previsão e chamou a atenção para o risco "extremo" de perigo de fogo no Pantanal entre os dias 31 de julho e 5 de agosto de 2024. Nesta situação as condições de combate são de difícil combate até por meios aéreos e alta velocidade de propagação.
A previsão, entre os dias 1 e 7 de agosto, indica tempo firme com sol e poucas nuvens. As temperaturas seguem estáveis e acima da média, podendo atingir chegar a 37°C. Além disso, esperam-se baixos valores de umidade relativa do ar, entre 10 e 30%. As condições meteorológicas previstas são favoráveis para a ocorrência de incêndios florestais, por conta do ar seco aliado a temperaturas acima da média.
Entre os dias 7 e 9 de agosto, a aproximação e avanço de uma frente fria deverá favorecer aumento de nebulosidade, baixa probabilidade para chuvas e uma leve queda nas temperaturas, com mínimas entre 17 e 20°C e máximas entre 25 e 28°C.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS