quinta, 04 de junho, 2026
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Com redução de custos de até 32% ao setor produtivo de Mato Grosso do Sul, o projeto da Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá, poderá transportar já no primeiro ano 35 milhões de toneladas (mercadorias), chegando a 45 milhões nos dez primeiros anos.
Estes dados constam no estudo preliminar sobre demanda e traçado da nova ferrovia, que está sendo elaborado por meio de uma parceria do governo de Mato Grosso do Sul e do Paraná. A proposta de viabilidade da obra será concluída até o final do ano, e depois levado a leilão para ser concedido à iniciativa privada, que será responsável por construir e administrar a nova malha.
Os estudos apontam que já no primeiro ano a “Nova Ferroeste” vai transportar 35 milhões de toneladas de mercadorias, subindo para 45 milhões em 10 anos, 57 milhões com 20 anos de uso, chegando a 72 milhões com 60 anos de atividade.
O coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, adiantou que este novo eixo de logística que vai passar por Mato Grosso do Sul e Paraná, além de ser uma alternativa rentável, com economia de custos aos produtores, também vai contribuir com o meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
“Chamamos de uma opção de logística verde, já que é um empreendimento sustentável e ambiental, pois reduz a emissão de gases do efeito estufa, diminui a intervenção e interferências em unidades de conservação, assim como melhoria na mobilidade urbana”, destacou Fagundes.
Outro ponto levantado é a redução do número de acidentes nas rodovias, já que boa parte da produção que segue pelas estradas mudará para malha ferroviária. O estudo mostra que um trem com 100 vagões poderá substituir 357 caminhões com mercadorias, já que um vagão “graneleiro” leva 100 toneladas, enquanto que um caminhão apenas 28 toneladas.

Fonte: Estudo Preliminar de Demanda e Traçado da Nova Ferroeste
Redução de custos
Nesta avaliação preliminar, Mato Grosso do Sul terá uma redução de 32% nos custos logísticos com a nova ferrovia, reduzindo de R$ 3,8 bilhões no transporte por rodovias, para R$ 2,6 bilhões pela Nova Ferroeste. “Será o maior beneficiado pois quanto mais distante do Porto de Paranaguá, mas rentável será usar a malha”, explicou Fagundes. Paraná, por exemplo, deve ter uma economia nos custos de 23%.
O titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, destacou que o estudo comprova que a ferrovia terá o volume de cargas suficientes para viabilizar os investimentos. "Já houve uma apresentação do projeto ao governo do Paraguai também e todos os estudos estão dentro do cronograma previsto. Nos próximos meses vamos apresent-los aos potenciais investidores. Tudo isto importa porque indica redução nos custos de fretes, renda ao produtor e desenvolvimento ao Estado".
“Estamos tratando de um investimento inicial de R$ 20 bilhões de quem assumir a concessão, podendo ser o maior investimento em ferrovia no Brasil. Se trata de um projeto nacional, que demonstrou que nós vamos reduzir 32% dos custos, que seria a diferença de levar esta mercadoria para Paranaguá em um trem, ao invés do caminhão”, explicou o secretário.

Titular da Semagro, Jaime Verruck (Foto: Edemir Rodrigues)
Verruck destacou que esta “economia de gastos” vai se converter em “ganho” aos produtores do Estado. “Este é um projeto importante que vamos continuar acompanhando cada passo, com todos os dados, até ser concluído e levado para leilão na Bolsa de Valores”.
O governador Reinaldo Azambuja ressaltou que o projeto em andamento vai “revolucionar” o setor logístico do Estado, dando mais competitividade ao setor produtivo, além de diminuir as despesas e impulsionar a economia estadual. “Um sonho de Mato Grosso do Sul e Paraná, que está caminhando a passos largos”.
Para viabilizar todo este processo, o governador ainda criou um grupo de trabalho chamado “GT Ferrovias MS”, que vai acompanhar todos os projetos do setor ferroviário em Mato Grosso do Sul. Além da “Nova Ferroeste”, estão no radar os investimentos na Malha Oeste e a Ferronorte.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS