quinta, 04 de junho, 2026
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Através de mensagens e ligações para a mãe, o militar Edilsio Morais da Silva Filho, de 18 anos, contava a rotina exaustiva durante a preparação de Oficinas de Reserva do batalhão do Exército Brasileiro em Aquidauana, a 176 quilômetros de Campo Grande. O rapaz levou punição até mesmo por meia costurada e conseguia dormir apenas 1h por dia. O militar passou mal durante um exercício e morreu. Os familiares acusam o treinamento por negligência.
O rapaz seguiu para permanecer em alojamento na preparação na última segunda-feira (14). Desde então, como de costume, falava com a mãe para contar como foi o dia e manter o contato. Logo de início, ela ressaltava a preocupação. Por conta do longo tempo do treinamento, ele dizia que só conseguiria falar com ela a partir das 22h.
“Oi, mamãe. Acabei de tomar banho e lavar a roupa. Hoje foi ‘doido’, teve um momento em que me deram 30 segundos para ir no alongamento e voltar para formação. Atrasei um segundo e me mandaram fazer uma redação de 50 linhas”, disse o rapaz em mensagem.
Às 2h20 da madrugada de terça-feira (15) ele diz que precisa dormir para acordar às 3h30 e fazer a faxina no batalhão. "Volto 10 horas novamente. Beijos, te amo".
A mãe se preocupou no descanso dele e questionou "Você pode dormir agora?", mas ele responde: "Não, tenho que fazer outra redação agora de 50 linhas. Uma das meias que a senhora bordou estava rasgada, eles viram e tomei punição". Ela em seguida ordena: "Faz logo e vai dormir".
Em um vídeo que ele enviou, é possível ver outros alunos, que também foram punidos com redações, escrevendo em um caderno com a luz de lanternas. “Me ajuda a fazer a redação”, pediu Edilsio.
Segundo o tio, Jean Ricardo Brites de Assunção, o sobrinho as atividades exaustivas dentro do pelotão. O rapaz teria sido punido por atrasar cerca de 10 minutos para início do exame no primeiro dia de treinamento.
“Com essa punição, no fim do treinamento do dia, ele teve que fazer uma redação, em vez de descansar. Ele falou com a mãe dele 1h da madrugada e contou como foi o dia. Ele disse: mãe, vou dormir porque preciso levar 3h para fazer faxina. Ele falava com ela porque pediu ajuda de alguma ideia na redação”.
Ele também relata que a vítima ressaltou sobre os exercícios exaustivos na semana. “Ele falava que treinavam debaixo do sol e no calor. Ou seja, se desde segunda-feira ele estava sem descansar e no outro ‘ralava’ (expressão para trabalho árduo), ele não descansou nada, o corpo não aguentou”, desabafa.
Conforme o laudo médico, o rapaz sofreu uma arritmia cardíaca causada por desidratação. O velório foi feito na manhã desta quinta-feira (17).
Em nota, a comunicação do Comando Militar de Mato Grosso do Sul informou que o aluno do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva realizava, junto com outros 19 alunos e a equipe de instrução, um treinamento físico militar já previsto no quadro de trabalho. Ao final da corrida, o aluno do NPOR começou a passar mal e foi prontamente levado ao Hospital Regional da cidade de Aquidauana, onde veio a falecer.
Ainda de acordo com a assessoria, as circunstâncias serão apuradas em Inquérito Policial Militar que já foi instaurado.
O caso foi registrado como morte a esclarecer na delegacia da Polícia Civil do município.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS