quinta, 04 de junho, 2026
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Nascido e criado em Ermelino Matarazzo, zona Leste de São Paulo, Renedilson Menezes Montavão está há seis anos em Campo Grande e nunca esteve tão perto de atingir uma meta. Aos 44 anos, Renê ou Billie Joe, como é chamado pelos amigos, chegou ao décimo semestre de Odontologia, mas antes dessa conquista ralou muito e ainda deixa a camisa suada pedalando com meia tonelada de gelo e cerveja para se manter na cidade.
O acadêmico busca seu lugar “ao sol”, mas garante que sente saudade do clima da “cidade da garoa”. Brincadeiras à parte, Renê jura que se sente abraçado por Campo Grande, principalmente, pelos amigos que fez nos últimos anos de graduação. “Agradeço a galera que eu fiz amizade. Eu sinto que fui acolhido. Meus amigos da faculdade já me chamam de “Paulistano” ou “Billie Joe”, conta.
Renê mergulhou numa aventura em Campo Grande, porque uma irmã já morava aqui. As coisas não saíram como planejado e ela voltou para São Paulo.
“Ela tinha investido em um negócio por aqui. Não deu certo. Ela voltou e eu fiquei. Comecei a trabalhar e não demorou muito para perceber que não dava mais para escapar: precisava de uma formação. Consegui o financiamento para a graduação e neste ano irei concluir o décimo semestre”, conta.
Mas nem tudo foi tão simples. O curso de Odontologia é integral e morando de aluguel, Renê precisava sobreviver. A saída foi encarar a rua e começar a vender bebidas em eventos, feiras e portas de shows. O método de venda continua o mesmo, caso o estoque acabe tem de correr no mercado mais próximo.
As vendas iniciaram entre os antigos bares Resista e Holandês Voador, que hoje estão fechados. Na mesma época, aconteceu a “explosão” do cordão da Valu, outro ponto onde Renê aproveitou para vender.
“Eu vi que teria de buscar o recurso em eventos. Ali na Esplanada, um morador chamado Joaquim, ex-funcionário da Noroeste, soube que eu não era daqui, que estava estudando e me cedeu a garagem da casa dele para eu vender minhas cervejas. Ele me deu a chave da casa. Eu lembro que o cordão já tinha tido outras edições, mas foi a primeira vez que explodiu”, lembra Renê.
Depois dos bares e Esplanada Ferroviária, Renê vendeu e ainda vende em eventos da Morada dos Baís. Atualmente recebe até convites para estar presente em eventos como o Sarobá.
Logo no início das vendas, a galera pensava que o acadêmico tinha um carro e a pergunta mais ouvida era: Como você consegue trazer a bike?
“A bicicleta adaptada para aguentar tanto peso foi encomendada de São Paulo, à época, um investimento de R$ 3.000,00, um valor alto para mim. Hoje minha fonte de renda é sobre uma bicicleta. Mas a bike é intencional também, é ecologicamente correta e também me ajuda com uma atividade física”, pontua.
Os isopores são empilhados como um sanduíche. Primeiro um de gelo, outro de cerveja e por cima mais gelo. As quantidades variam, mas quando o evento, o peso facilmente bate os 500 quilos.
“Cada caixa pesa 280 quilos e sempre faço esse percurso para a Feira da Bolívia. Antes eu vinha da Vila Carvalho agora me mudei venho do Centro, ali da Marechal Rondon”, conta.
Renê se aproxima do fim do curso e atua, frequentemente, na policlínica da faculdade. Dessa forma, busca outras conduções para chegar a Universidade, já que não dá para chegar suado.
“Temos que nos apresentar de forma adequada. Já estou numa etapa que exige um profissionalismo e posição diante da sociedade”, pontua.
Planos –Rene não pretende parar de se estudar, afinal, a competitividade do mercado de trabalho exige o melhor. “Agora na reta final a intenção é colocar em prática a minha formação. Me identifico com a odontologia hospitalar”, explica.
O acadêmico não é casado, mas deixou dois filhos em São Paulo, o Lucas, 23, e a Letícia, 22 anos. Os dois moram com a mãe em Praia Grande, litoral paulista. Os pais de Renedilson, dona Maria Angelina e José Lisboa, têm nove filhos. “Eu sou o caçula dos cinco homens”, frisa.
“Eu sou imigrante que não vim atrás de sonhos, eu tenho um foco, que é o de alcançar objetivos e dar exemplo de caráter e honestidade, que sempre estiveram presentes em minha vida”, finaliza.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal