quinta, 04 de junho, 2026
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O período do outono, que começa hoje (20), deve ser marcado pela continuação da estiagem em Mato Grosso do Sul. Com chuvas reduzidas desde o fim de 2023 no Estado, a previsão é de que no próximo trimestre - entre abril e junho – fiquem entre 40% e 60% abaixo da médica histórica.
O prognóstico realizado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) é que de que no outono os índices de precipitação acumulada sejam ainda menores do que durante o verão, já marcado pela falta de chuvas.
A situação intensifica o alerta relativo a ocorrência de incêndios florestais, especialmente no Pantanal. O bioma registra chuvas abaixo das medidas históricas desde novembro de 2023, situação que contribuiu para registros de incêndios nos meses de novembro e dezembro do ano passado, além de janeiro deste ano, quando normalmente os casos não ocorrem por conta do período típico de cheia e chuvas intensas.
O Cemtec também prevê que o trimestre seja “bem mais quente que o normal em Mato Grosso do Sul”, entre 70% e 100% acima.
“A combinação dos modelos mostra que as chuvas devem ficar abaixo da média histórica para o período de abril, maio e junho. Os dados coletados também mostram chuvas abaixo da média histórica em grande parte do Estado”, afirma o relatório do Centro de Monitoramento.
Os dados apontaram ainda que, no mês de fevereiro deste ano, as temperaturas máximas do ar ficaram entre 37°C e 40°C, evidenciando um trimestre mais quente que o normal.
A previsão do Cemtec é de que a precipitação deve se manter abaixo da média climatológica em grande parte do Estado para o trimestre entre abril e junho e as temperaturas tendem a ficar acima. A situação climática, de tendência de chuvas abaixo da média e temperatura do ar acima da média histórica, ainda está relacionada à atuação do fenômeno El Niño, que deverá apresentar um enfraquecimento gradual nos próximos meses.
As projeções de clima indicam uma transição para condição de neutralidade do fenômeno ENOS (situações nas quais o oceano Pacífico Equatorial está mais quente (El Niño) ou mais frio (La Niña) do que a média normal histórica) para o próximo trimestre. Já no segundo semestre, os modelos apontam para uma probabilidade de ocorrência da La Niña.
SecaA situação de alerta em relação ao clima em Mato Grosso do Sul, que registra chuvas abaixo da média há três meses, é acompanhada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
No dia 26 de fevereiro, a Agência confirmou que a Bacia do Rio Paraguai enfrenta seca em Mato Grosso do Sul, e também no estado do Mato Grosso.
Para coordenar as ações de monitoramento e gestão a fim de mitigar os efeitos da seca, o grupo formado por representantes de agências da União e do Estado, inclusive Cemtec e Comitê do Fogo, elaboram um plano de ação que deverá ser colocado em prática nos próximos meses.
O superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim, afirmou que na Bacia do Rio Paraguai houve avanço da seca moderada e agravamento da seca desde o fim de 2023. “O período chuvoso na região do alto Paraguai, no Pantanal, se estende de outubro a abril ou maio. O que temos observado até agora é uma fraca recuperação dos rios, com registros dos níveis próximos aos mínimos históricos. No monitor de seca percebe-se que todo o estado do Mato Grosso se encontra em estágio de seca. Já no Mato Grosso do Sul houve um avanço da seca moderada no centro e noroeste do estado, houve agravamento da seca”.
A situação em Mato Grosso do Sul, com a seca elevada de fraca para moderada, ascendeu alerta para o período do outono, que começa amanhã, e do inverno – que tem início em junho. “O objetivo é compartilhar melhores informações disponíveis e identificar as medidas necessárias para que os diversos atores estejam preparados para os possíveis impactos dos baixos níveis dos rios nos próximos meses”, disse Gondim sobre a reunião que ocorreu na última semana de fevereiro.
A meteorologista Marília Nascimento, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também participou do primeiro encontro do grupo técnico em 2024 – realizado de maneira online –, que pontuou sobre a falta de chuvas e altas temperaturas.
“A atual situação já foi classificada como forte e teve a temperatura elevada entre 3°C e 4°C na região (por conta do El Niño, que provoca o aumento da temperatura). Agora a classificação é moderada a forte, com anomalia de temperaturas mais aquecidas. Até abril, deve persistir, e passar para neutralidade até junho”.
Um dos principais pontos negativos relacionados ao clima, que foi pontuado no encontro da ANA com os representantes do grupo, é a redução ou ausência de chuvas. “Entre os meses de novembro dezembro (de 2023), principalmente, houve valores baixos de precipitação observados, nada significativos sob a região, resultando em grande parte anomalias negativas. Desde outubro (do ano passado), em todos os meses as chuvas na bacia esteve abaixo, com a mesma previsão para próximos meses”, finalizou a meteorologista.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal