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Com foco na prevenção, ações voltadas à saúde mental são desenvolvidas em presídios de MS

No Brasil, estima-se que em cada 100 pessoas pelo menos 30 delas tenham ou venham a ter problemas de saúde mental. Nesse contexto, ações são desenvolvidas em unidades penais de Mato Grosso do Sul.

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18 de fevereiro de 2024

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Tatyane Santinoni e Keila Oliveira, Comunicação Agepen/MS

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No Brasil, estima-se que em cada 100 pessoas pelo menos 30 delas tenham ou venham a ter problemas de saúde mental. Nesse contexto, ações são desenvolvidas em unidades penais de Mato Grosso do Sul. Homens e mulheres que cumprem pena participam desde palestras educativas à dinâmicas em grupo e rodas de conversa.

As iniciativas visam incentivar a prevenção de doenças, incluindo os transtornos mentais mais comuns, como depressão, ansiedade e pânico; e foram intensificadas durante a Campanha do Janeiro Branco, no último mês, visando construir, fortalecer e disseminar a cultura da saúde mental e emocional dos indivíduos.

Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ações que visem a melhoria da saúde mental são indispensáveis e devem ser fortalecidas. "E essa atenção deve ir além da população carcerária, também é necessário ser promovida com os servidores e colaboradores", destaca.

Auriculoterapia realizada no EPFIIZ.

Na capital, por exemplo, no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, foi realizada aplicação de Auriculoterapia para ansiedade, com cinco participantes no projeto desenvolvido pelas policiais penais Liliane Amarilha (assistente social) e Liléia Leite (psicóloga). Esse trabalho terá continuidade no decorrer do ano, buscando abranger o maior número de internas, com escuta ativa e ênfase na saúde emocional. A técnica consiste na utilização de pontos nas orelhas para tratamento de diversos sinais e sintomas comuns em diferentes patologias e atua no âmbito físico, mental e emocional do paciente.

Já na unidade feminina de regimes semiaberto e aberto de Campo Grande, as mulheres participaram de palestra sobre violência psicológica e reflexão. Além de oficinas de relacionamento interpessoal em parceria com a Subsecretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, e dinâmica sobre a expectativa de futuro e novos desafios. Um trabalho em grupo também foi realizado e contou com a presença da professora de yoga, Fabrícia Bento Sampaio, que proporcionou momentos de relaxamento e meditação.

Utilizadas como fonte de bem-estar, músicas foram transmitidas aos reeducandos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II através do sistema de autofalantes, abrangendo todos os pavilhões, e, ao final, mensagens de reflexão e ações práticas a serem desenvolvidas em favor da saúde mental foram repassadas.

Palestras ministradas aos reeducandos da capital.

Além disso, cinco sessões de cinema foram realizadas com a transmissão do filme “Demolição”, que aborda as dificuldades do ator em expressar as emoções e ter estratégias para o enfrentamento assertivo frente a sua dor. No final foi falado sobre a inteligência emocional e a importância para a saúde mental. Ao todo, 100 internos participaram. Palestras alusivas também abrangeram reeducados da Gameleira I.

Já no Módulo de Saúde do Complexo Penitenciário, palestra alusiva foi ministrada sobre como manter a saúde mental, principais problemas de saúde, como procurar ajuda e, ao final, foram entregues informativos impressos.

Interior

Em Aquidauana, reeducandos que atuam no projeto de Remição pela Leitura participaram de uma roda de conversa sobre conflitos e distanciamento do homem com a alma e o espírito. Além disso, foram abordadas estatísticas crescentes de pessoas com depressão, crises de ansiedade, fobias e síndrome do pânico. Desta forma, foi reforçada a necessidade de busca por profissionais da área e prática de leitura, o que ajuda a superar as doenças da mente.

Penitenciária Estadual de Dourados.

Já em Dourados, o setor psicossocial da Penitenciária Estadual ministrou palestras nos pavilhões, no intuito de abranger o maior número de presos. Para as mulheres em regime semiaberto, foi feita apresentação sobre a temática Saúde Mental pela doutora em Psicologia, Silvia Mara Paliuzo Muraki.

A importância do autoconhecimento e de uma rotina saudável, mesmo com limitações na situação prisional, foi bordada com internos do Estabelecimento Penal de Paranaíba. Ao final, foram distribuídos folders informativos a todos.

Estabelecimento Penal Feminino de São Gabriel do Oeste.

Em São Gabriel do Oeste, a psicóloga Sabrina Batista Mamede ministrou palestra às reeducandas em regime fechado, visando alertar para os cuidados com a saúde mental e emocional das privadas de liberdade, partindo da prevenção das doenças decorrentes do estresse, ansiedade, depressão e pânico.

Foram abordados diversos assuntos, compartilhando suas vivências e gatilhos mentais com a profissional, que realizou escuta assistida e fez orientações quanto à importância de um acompanhamento psicológico.

No Estabelecimento Penal de Três Lagoas, a campanha alusiva ao Janeiro Branco contou com palestras e distribuição de panfletos informativos nos pavilhões. E no presídio feminino, o evento teve a participação de representantes da Igreja Quadrangular.

Atenção aos servidores

Ações voltadas aos policiais penais também fazem parte dos trabalhos promovidos pela Agepen, em especial por meio do Núcleo de Atenção Psicossocial ao Servidor Penitenciário, além de atividades realizadas diretamente pelas administrações dos presídios, como é o caso do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. Na unidade, também é desenvolvido projeto voltado à qualidade de vida dos profissionais com atividades de terapia ocupacional, iniciativa que ganhou destaque nacional este mês. A unidade também promove palestras e rodas de conversas com os servidores.

Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

Nesse mesmo sentido, "a primeira meta é cuidar da gente mesmo" foi tema de ações voltadas aos policiais penais da Penitenciária Estadual de Dourados, durante o "Janeiro Branco",  com palestras realizadas pelas psicólogas Jhuliane Rodrigues Ferreira e Joslaine dos Santos Nunes. Também foram entregues mensagem e chocolate com a divulgação da importância dos cuidados com a saúde mental.

"Um policial penal mentalmente saudável compreende que não existe a perfeição e que todos os seres humanos possuem limites. Isso melhora o relacionamento interpessoal, aperfeiçoa a percepção da perspectiva de mudança da própria instituição", destaca o diretor da PED, Rangel Schveiger.

A campanha também foi voltada aos servidores da Penitenciária da Gameleira II, onde a ação contou com a participação do doutor em Psicologia José Ricardo Nunes e a Banda do Corpo de Bombeiros Militar de MS. Atividade semelhante também foi realizada na Gameleira I.

As iniciativas voltadas à saúde mental nas unidades prisionais da Agepen são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária e desenvolvidas com apoio das direções e setores psicossociais dos presídios.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS