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Com ferro valorizado, tampa de bueiro vira a nova febre dos furtos na rua

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15 de junho de 2021

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Campo Grande News - Aline dos Santos

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Nova febre dos furtos em Campo Grande, a corrida pelas tampas dos bueiros se explica pela alta do quilo do ferro, que ultrapassou o velho conhecido cobre, e revela uma engrenagem que vai da miséria dos moradores de rua à ganância de comerciantes.

De acordo com o titular da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), Reginaldo Salomão, a cotação do quilo do ferro a R$ 0,90 resultou no crescimento dos furtos. “O valor é mais alto e você consegue 15 quilos só numa tampa”, afirma.

Em geral, o crime começa com dependentes químicos que vagam pelas ruas da cidade e buscam recursos para comprar drogas. Mas, o material também chega a empresas de reciclagem, onde os proprietários são enquadrados em receptação qualificada.

“Para o dependente químico, é questão de sobrevivência e não há nada de tão ruim que a droga já não tenha feito por eles. Mas o comerciante não está em situação de vulnerabilidade. Os empresários alegam que não sabiam a procedência. Mas é impossível não saber. Tem tampa que está escrito Águas Guariroba. Há ganância e má-fe”, diz Salomão.

O titular da Derf lembra que a retirada dos materiais provocam acidentes pela rua, vitimando, principalmente, motociclistas. Os furtos também impactam nos cofres da prefeitura, que repõem as peças.

Ferro e vício - No último dia 6, a Guarda Civil Metropolitana prendeu Maxwel Bras Serem, 21 anos, após furto de tampa de bueiro no Centro de Campo Grande.

Na delegacia, Maxwel relatou que vive em situação de rua desde os 14 anos, que é usuário de drogas e se uniu a um colega para praticar o furto. A intenção era trocar a grade de ferro “por qualquer valor”, só para ter dinheiro para comprar drogas. O objeto, no entanto, foi avaliado em R$ 650.

Ele passou por audiência de custódia e o juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian converteu o flagrante em prisão preventiva. O caso foi remetido para a 1ª Vara Criminal, onde o juiz Roberto Ferreira Filho entendeu que a prisão era desproporcional e concedeu liberdade provisória a Maxwel.

Também em junho a operação “Ferro Velho” prendeu dois empresários por receptação. Eles são monitorados com tornozeleira eletrônica e respondem por receptação qualificada, que é praticada no exercício de atividade comercial e contra a ordem pública.

Rei da Sucata – O Fantástico, da TV Globo, exibiu reportagem na noite de ontem (dia 13) sobre Rodrigo Leonardo Alcântara, chamado de Rei da Sucata.

Com base em Minas Gerais e a reboque do furto de toneladas de cobre, ele é acusado de erguer um império intermediando a venda entre ferros-velhos e grandes indústrias. A reportagem do programa dominical cita que uma das empresas de fachada é sediada em Mato Grosso do Sul.

A reportagem solicitou informações à Polícia Civil de Minas Gerais, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. Rodrigo pagou fiança de R$ 1 milhão e está em liberdade.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS