quinta, 04 de junho, 2026
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Com o quinto menor índice de pobreza do Brasil, Mato Grosso do Sul continua recebendo grandes investimentos do governo do Estado na área social. O último programa lançado foi o “Mais Social”, que terá mais de R$ 260 milhões apenas neste ano e tem a missão de ajudar 100 mil famílias carentes.
O estudo desenvolvido pelo economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) Daniel Duque, avaliou dados sobre o índice de pobreza nos 27 estados em relação ao primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021. Mato Grosso do Sul saltou de 17,9% para 20,4%, sendo o 5° menor do País.
Das 27 unidades da federação, 24 estados tiveram aumento do índice de pobreza em função da pandemia do coronavírus e a instabilidade da economia. O pesquisador avalia que o período teve aumento de perda de renda e empregos no contexto geral do País. Já no índice de pobreza extrema, Mato Grosso do Sul recuou de 4,9% para 3,8%.
Diante desta situação da economia e crescimento da pobreza no Estado, o governador Reinaldo Azambuja fez sua parte ao ampliar os investimentos na área social, com a criação do programa “Mais Social”, que já começou a liberação de crédito às famílias carentes desde agosto.

Apoio às famílias carentes
Diante deste cenário causado pela pandemia e instabilidade na economia, o governo do Estado lançou, neste ano, o programa “Mais Social”, que dispõe de um cartão exclusivo aos beneficiados, com valor de R$ 200,00 por mês para compra de alimentos e produtos de higiene pessoal. Estão proibidas a aquisição de bebidas alcóolicas e produtos à base de tabaco, sob pena de exclusão do beneficiário do programa.
O novo programa ampliou a cobertura que já era feito pelo “Vale Renda”, que atendia 30 mil famílias, para estender o benefício e ajuda a até 100 mil famílias carentes. Ao todo o investimento será superior a R$ 260 milhões por ano. O programa tem caráter permanente e não vai expirar ao final da pandemia.

Governador ao lado da secretária Elisa Cleia
Conduzido pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), os beneficiários foram selecionados seguindo o banco de dados CadÚnico (Cadastro Único), do Governo Federal. O beneficiário deverá comprometer-se a cumprir as várias obrigações. Entre elas, frequentar curso de alfabetização de jovens e adultos, quando necessário, e participar de cursos profissionalizantes, de qualificação profissional.
Em agosto houve a liberação de crédito para os primeiros 10 mil beneficiários. “Um passo importante e muito significativo. Estamos avançando e principalmente dando segurança para as famílias em vulnerabilidade social de nosso Estado. Zelo com os recursos públicos e responsabilidade com quem precisa marcam o nosso trabalho diário”, destacou a titular da Sedhast, Elisa Cleia Nobre.
O governador Reinaldo Azambuja destacou que a ajuda é uma forma de dar dignidade para estas famílias carentes. “Com esses cartões, todos os meses vocês terão R$ 200 para completar a compra de alimentos, ou de material de higiene pessoal. Muitos nos questionaram do porquê de não darmos uma cesta básica em vez do cartão. E a resposta é: para dar mais dignidade às famílias”, destacou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS