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Com dedicação e competência, mulheres fazem a diferença no sistema penitenciário de MS

O trabalho de mulheres de garra e coragem tem ajudado a construir o dia a dia no Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul.

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8 de março de 2022

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Keila Oliveira e Tatyane Santinoni

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O trabalho de mulheres de garra e coragem tem ajudado a construir o dia a dia no Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul, levando um olhar mais humanizado ao mesmo tempo em que se garante a segurança e disciplina necessárias. São servidoras empoderadas, com alto nível de formação intelectual e profissional que fazem a diferença, pois as grades e muralhas não limitam a capacidade de lutarem e contribuírem com a leveza imprescindível para enfrentar os desafios de um ambiente tipicamente masculino e hostil.

Com esta sensibilidade e força feminina que a servidora Maria Guimar de Almeida assumiu a coordenação do Setor de Saúde de uma das maiores penitenciárias do estado e convive diariamente com a responsabilidade de lidar com a vida e a morte de quem depende de seu trabalho.

Há cerca de 18 anos na carreira penitenciária na área de Assistência e Perícia, como assistente social, está há 11 anos na chefia do Setor de Saúde do Estabelecimento Penal "Jair Ferreira de Carvalho" (Máxima de Campo Grande); tendo que enfrentar várias situações de tensão, até mesmo, envolvendo os próprios colegas de serviço, como no caso em que foram vítimas de atentado contra a vida na unidade prisional em 2016. “Fizemos os primeiros atendimentos e buscamos com agilidade a assistência, o que foi fundamental para que sobrevivessem”, lembra emocionada.

Mesmo em meio a essa dura rotina de lidar com a questão de saúde dentro do sistema prisional e todas as suas mazelas,  encontrou força de vontade para ajudar ainda mais “os excluídos entre os excluídos”. No final de ano passado, lançou o projeto "(Re) Viver atrás das grades" voltado a presos com problemas psiquiátricos após constatar que muitos deles são abandonados até mesmo pela própria família. “O objetivo é amenizar a dor do abandono e também provocar melhora nos casos de ansiedade, com redução de surtos”, explica. Para Guiomar, a motivação para o serviço diário vem do desejo de fazer a diferença, respeitando a atuação dos colegas de profissão e o trabalho coeso em equipe.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, assim como Guiomar as servidoras penitenciárias são mulheres corajosas e capacitadas que, além de exercerem com competência suas funções nas unidades prisionais, são exemplos de ótimas gestoras, ocupando 47% dos cargos de confiança da instituição atualmente. “São heroínas que vivenciam dupla jornada diária e, mesmo assim, não esmorecem e fazem com excelência seu trabalho”, parabeniza.

Sobrenome dedicação

"Me cobro muito para entregar o meu melhor durante o tempo que estou no serviço, amo o que faço, sou grata pelo meu trabalho, porque sei que o que conquistei foi com muito esforço, sacrifício e renúncias".

A afirmação é da servidora da área de Administração e Finanças, Tamy Ingrid Rezende, que atualmente atua no Gabinete da Presidência da Agepen e é reconhecida pelos companheiros de profissão como símbolo de dedicação e empenho. Muitas vezes, Tamy é a primeira a chegar e a última a sair da Sede da Agepen, atuando, inclusive nos finais de semana.

Servidora de carreira há 17 anos, foi devido a essa dedicação e responsabilidade com seu ofício que a profissional conquistou a confiança de trabalhar diretamente com o cargo máximo da instituição. "Aqui atendemos todo o tipo de público, desde o mais alto escalão do Governo, até ao familiar de algum reeducando que precisa sanar alguma dúvida, ou advogado para algum direcionamento. Isso exige de mim, como profissional, presteza, confidencialidade, acolhimento, empatia e mediação", revela.

O equilíbrio para enfrentar a rotina agitada de trabalho, a servidora busca em terapias alternativas e" no amor a todo ser vivo", proporcionando uma visão mais dinâmica e acolhedora em suas ações e relações interpessoais. "Nós mulheres temos diferenças maravilhosas, as mais marcantes são características como a empatia, o acolhimento, a intuição, o olhar cauteloso e a força feminina.
Vale a pena ser mulher e nossa luta é pela igualdade de respeito, amor e honra. Por isso não deixem de sonhar e de exaltar sua feminilidade", afirma.

Desafio que motiva

Rotina e mesmice são palavras que não fazem parte do vocabulário de trabalho da servidora Kamila Cristina Sanches Hernandes, que tem os desafios como motivação para a profissão que escolheu abraçar há 17 anos. Atuando na área de Segurança e Custódia, já trabalhou em unidades penais da capital e do interior, lidando tanto com a população carcerária feminina quanto masculina. Hoje o desafio que a motiva é ajudar na expansão do sistema de monitoramento eletrônico no estado, considerado referência em todo o país pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Conhecendo desde a parte burocrática à operacional da Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual (UMMVE), que hoje monitora mais de 2,9 mil pessoas, é ela quem assume a função de diretora quando o titular da pasta precisa se afastar do serviço. A confiança no trabalho é resultado de muito empenho e amor pelo que faz.

Nesta sede por desafios, Kamila, que é chefe de vigilância, também compõe o Grupamento de Ações e Fiscalização Penitenciária (GAFIP), equipe armada da UMMVE responsável pela fiscalização in loco do cumprimento das medidas judiciais de monitorados por tornozeleira eletrônica.

A força de estar sempre buscando aperfeiçoamento e novos desafios no trabalho vem da certeza de poder ser um diferencial com seu trabalho.

“Já presenciai rebelião no masculino, enfrentamento com internas no feminino, mas nunca tive medo, e a mulher também traz esse olhar mais sensível, temos que ser racional, mas também temos que lidar com as emoções, não somos pessoas que só abrem e fecham cadeados”.

Nesse contexto de histórias de coragem e amor pela profissão, a polivalência e a sutileza, características marcantes na personalidade feminina, são essenciais para o trabalho de ressocialização previsto Lei de Execução Penal, e que representa um dos principais desafios da Agepen, cujo trabalho vai muito além de guardar pessoas condenadas pela Justiça, tem a difícil missão de ajudar a resgatar vidas até então perdidas para o crime, proporcionando um recomeço diferente e um futuro digno.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS