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Com aval da Agesul, estrada turística no Pantanal pode ser destruída pelo tráfego de treminhões

Estrada-Parque Piraputanga foi construída para uso contemplativo, mas virou rota de escoamento para eucalipto com carretas gigantes

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3 de abril de 2024

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MMN/PCS

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Trafegar pela Estrada-Parque Piraputanga, como é conhecida a MS-450, é um passeio entre paredões da Serra de Maracaju que têm atraído cada vez mais turistas. Mas em 2024, com aval da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), a região virou rota de escoamento de eucalipto por meio de tritrens, caminhões com três semirreboques, espécies de ‘vagões’, com destino à indústria Suzano e capacidade para transportar até 74 toneladas de carga bruta.

A empresa que tem indústrias de celulose em Mato Grosso do Sul adquiriu 4,5 mil hectares de eucalipto na Fazenda Lageado, em Dois Irmãos do Buriti, e assinou contrato de três anos para retirada de 40 mil metros cúbicos de madeira de eucalipto por mês. Acontece que a propriedade está localizada na estrada-parque, por onde os caminhões terão de circular por 11 quilômetros até chegar à BR-262.

São estimadas pela empresa pelo menos 20 viagens diárias de caminhões carregados de eucalipto pela estrada construída pelo próprio Governo do Estado, com cunho contemplativo e como forma de fomentar o turismo na região. O investimento feito nos últimos anos deu certo e é crescente o número de visitantes de veículos, motos e bicicletas na região que também é área de proteção ambiental.

Mas com a negociação da Suzano para compra de eucalipto, com aval do Governo para o transporte na região, moradores e empresários da estrada-parque foram pegos de surpresa e desde então, tentam lidar com a situação. O Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental Estrada-Parque Piraputanga tenta negociação amigável com a Suzano para tentar mitigar os impactos do transporte. SOS Pantanal acusa Agesul e Imasul de omissão

Com autorização da Agesul e sem a necessidade de aval ambiental, o Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental Estrada-Parque Piraputanga iniciou tratativas para construir uma parceria com a Suzano, já que não há formas de impedir que o transporte de eucalipto aconteça.

Porém, o caso ganhou repercussão com a decisão da SOS Pantanal de deixar a cadeira que ocupava no conselho com a alegação de que manifestou diversas preocupações com o aumento de tráfego de caminhões na região, mas não houve mudanças significativas no processo de autorização do uso da Unidade de Conservação, o que se concretizou por meio da omissão da Agesul e do Imasul.

A entidade alega que a rodovia não possui mecanismos básicos para a passagem de fauna, tampouco acostamento ou cercas de proteção e os pequenos negócios turísticos serão prejudicados pela interferência dos veículos num ambiente ideal para o relaxamento e prática de esportes de natureza.

Foto: Edemir Rodrigues

De acordo com Leonardo Gomes, diretor-executivo do SOS Pantanal, o Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental Estrada-Parque Piraputanga, com a participação do instituto, “fez uma ampla consulta com a população local, posicionando-se de forma clara com relação aos impactos do empreendimento para vidas humanas, animais silvestres e para a infraestrutura. Infelizmente isso não motivou análises mais profundas por parte das instituições estaduais, especialmente da AGESUL, e a continuidade do SOS Pantanal neste espaço seria legitimar uma decisão que consideramos bastante irresponsável”.

O Governo de Mato Grosso do Sul foi questionado sobre o assunto via e-mail e o espaço segue aberto ao posicionamento.

Conselho tenta minimizar impactos

Em janeiro deste ano, o Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental Estrada-Parque Piraputanga realizou uma reunião pública sobre o assunto, de onde surgiu uma lista de exigências entregues a Suzano como forma de mitigar os impactos na área de preservação ambiental e turística.

Uma nova reunião deve acontecer me maio e o conselho afirma que tenta construir uma relação amigável com a indústria, já que eles foram autorizados a realizar o transporte do eucalipto na estrada-parque. Presidente do conselho e gestor da estrada-parque, Marcelo Moraes de Freitas, destaca uma série de pedidos feitos à empresa.

Entre eles, a redução no tráfego de caminhões em feriados e finais de semana, bem como em horários de pico. Além disso, o Conselho pediu que a Suzano se atentasse aos motoristas designados para atuar na região, para terem experiência comprovada, principalmente por se tratar de uma área de preservação ambiental.

“Fizemos um relatório com pedido de várias melhorias para a Suzano, propostas de segurança humana e de animais. Eles estão analisando e pretendem realizar uma reunião presencial no início de maio”, afirma.

Polêmica fomenta discussão mais profunda

A frente da Aecopaxi (Associação dos Empreendimentos do Corredor Turístico do Paxixi), Miriam Aveiro ressalta que os caminhões da Suzano não são os primeiros a passar pela estrada-parque Piraputanga, mas é importante que o tema se torne polêmica para que os olhares se voltem ao assunto.

“Os mesmos que criaram a estrada-parque pensada no turismo e fomentam a atuação ambiental, são os que autorizam situações como a da Suzano e outras, como uma carvoaria em funcionamento no Morro do Paxixi. Então essa discussão vem trazer a tona uma questão que é muito maior”, afirma.

Com o aumento do turismo refletido em mais visitantes e empreendimentos, várias outras situações surgem, como discussões sobre fornecimento de energia elétrica, água e esgoto e a necessidade urgente da preservação ambiental.

“Estamos acompanhando e tentando trabalhar junto com a empresa (Suzano) para podermos ter uma parceria saudável em meio a essa situação”, afirma Miriam. Suzano afirma que tem adotado ações mitigatórias

A empresa Suzano enviou nota ao Jornal Midiamax sobre o assunto, onde afirma ter as autorizações legais para o transporte do eucalipto e diálogo ativo com as partes. Confira na íntegra:

Após obter todas as autorizações legais e realizar um diálogo ativo – e permanente – com a comunidade local para entender suas preocupações e anseios relacionados tanto ao dia a dia local, como das questões turísticas e de meio ambiente da região, a Suzano implantou uma série de soluções que permitiram iniciar um transporte de madeira seguro e sustentável ao longo do trecho de 11 quilômetros da MS-450, que inclusive já é utilizada por outras empresas de Mato Grosso do Sul para o transporte de cargas.

Foto: WorldPress

Dentre tais ações, a empresa destaca:

Melhorias na sinalização de trânsito e implantação de bolsões para facilitar a ultrapassagem de veículos pequenos, bem como para servirem de paradas emergenciais ao longo de todo o trecho utilizado para o transporte de madeira (projeto aprovado pela Agesul);

Controle ativo de frota (por meio de Central de Controle online) de forma a garantir a velocidade dos veículos em cada trecho da MS-450, bem como o fluxo de tais veículos exatamente dentro dos horários informados à comunidade, com destaque para a restrição de circulação em horários escolares e redução considerável da frota aos finais de semana; ou seja, a empresa implantou uma operação referência no setor, com o menor impacto possível para a comunidade;

Rotogramas falados, ou seja, avisos eletrônicos diretamente na cabine dos motoristas reforçando os limites de velocidade em cada trecho, alertas de fauna, presença de ciclistas e proximidade da escola da região;

Treinamento com 100% dos motoristas sobre cuidados e orientações relativos à fauna, ciclistas, descarte de lixo, e sobre respeito a comunidade local. Esses treinamentos serão reaplicados ao longo da operação de transporte, sempre que necessário.

A empresa também colocou à disposição da comunidade seu canal de Ouvidoria – 0800 771 060 – para que possa receber sugestões, críticas ou denúncias visando aperfeiçoar ainda mais sua operação na região.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS