quinta, 04 de junho, 2026
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Para combater os registros crescentes de queimadas, o Governo de Mato Grosso do Sul enviou aeronaves e reforçou o efetivo do Corpo de Bombeiros para combater incêndios no Pantanal de Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. Conforme levantamento, de janeiro a abril de 2020, foi registrado 40% a mais focos de queimadas na região comparado ao mesmo período do ano passado.
O monitoramento feito pela Sala de Situação, que acompanha a evolução de focos de incêndio em Mato Grosso do Sul, ressaltou que o grande número de queimadas era esperado a partir de mês de junho, porém, por conta da antecipação do tempo seco, as medidas de emergência precisaram ser antecipadas.
Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), uma das preocupações é o previsão do período sem chuvas nas próximas semanas no Estado.
“Nós intensificamos as ações para reforçar o combate aos incêndios. Informamos o governador Reinaldo Azambuja sobre a necessidade de se contar com reforço de aeronaves e equipamentos e ja foram acionados os governos do Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal. Agora, estamos estruturando a questão logística, que envolve a disponibilização de combustível para as aeronaves e veículos terrestres, alojamento e alimentação para as equipes. Queimada é crime ambiental e algumas denúncias recebidas pela PMA serão devidamente apuradas. Importante lembrar que existe uma técnica de queima controlada, que é o manejo integrado do fogo, que pode ser devidamente aplicada pelo produtor rural, sob orientação e controle do Imasul”, ressaltou.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Joilson Alves do Amaral, também ressaltou que todos os meses deste ano registraram número de focos de calor acima da média. “O mês de Março foi o maior da serie histórica , desde 1999, e o mês de abril, até o momento, já tem o maior número de queimadas dos últimos 10 anos”.
Duas aeronaves Air Tractor estão a disposição no Aeroporto do município oara ações específicas ao combate de incêndio florestal, enviadas pelo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e Distrito Federal. No aeroporto, as equipes abastecerão o avião de QAv e Água, dentro do horário de funcionamento do local, que é das 7h às 17h.
Também foi solicitada ao Ibama de Brasília a contratação de brigadistas em caráter temporário. Para o combate aéreo, a unidade Santa Catarina disponibilizou um helicóptero.
“Ao todo, estamos mobilizando neste primeiro momento 30 bombeiros para reforçar as ações na região, sendo do 15 do CBMMS. Que atuarão em terra. O Ibama em Brasília também está tentando a obtenção de recursos para disponibilizar um helicóptero”, acrescentou o Coronel Joílson.O helicóptero é importante para posicionar as equipe de Bombeiros o mais próximo do foco de incêndio ou seja da linha de incêndio. A aeronave joga água na linha diminuindo a temperatura e possibilitando que a equipe de terra se aproxime e apague o incêndio”, finalizou o comandante.
Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), indicam que não há expectativa de chuva para o Estado até dia 28 de abril. “Espera-se elevadas temperaturas e baixos índices de umidade relativa do ar. Segundo o modelo de previsão de numérica GFS/NOAA, preliminarmente as chuvas poderão retornar ao Estado no dia 29 de abril”, informa Franciane Rodrigues, coordenadora do centro de monitoramento.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS