quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
O Governo do Estado construirá, em caráter emergencial, 15 pontes de concreto nos pantanais da Nhecolândia e Nabileque, em Corumbá, em substituição às estruturas de madeira que foram destruídas pelo fogo durante o período de queimadas no bioma.
Por determinação do governador Reinaldo Azambuja, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) já iniciou os procedimentos para elaboração dos projetos de engenharia, com previsão de licitar nove pontes ainda este ano, com investimento total de R$ 10,5 milhões.
As travessias de concreto serão construídas nas rodovias MS-184 (Estrada-Parque), MS-243, MS-325 e MS-195, em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Regional e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). As obras integram as ações do governo na decretação de estado de emergência na região.
Garantir acesso
“Fizemos a opção por implantar pontes de concreto dentro do propósito do governo de reduzir custos com manutenção de estruturas de madeira, além de garantir uma infraestrutura duradoura para uma região que tem incidência de fogo e depende da garantia do acesso para escoamento da produção”, afirma o governador.
Das 15 pontes projetadas, nove já foram aprovadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional com recursos já alocados. As outras seis estão em processo de avaliação técnica e financeira pelo órgão federal.
Técnicos do Ministério virão ao Estado nesta segunda-feira (23) para conhecer in loco, acompanhados por bombeiros militares da Defesa Civil do Estado, os pontos onde serão construídas as pontes. A decisão do Governo do Estado de apressar a contratação das obras visa aproveitar o período de seca na região.
Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá – maior município pantaneiro -, Luciano Aguilar Leite, a construção de pontes de concreto na região é uma reivindicação antiga do setor produtivo e do trade turístico, proporcionando acesso o ano todo – na seca e na cheia.
Governo presente
“É mais uma ação em benefício do Pantanal, com o governo cumprindo os compromissos com a nossa região”, disse o dirigente ruralista. “Com as pontes de concreto evitamos a ação do fogo e garantimos trânsito em qualquer época do ano, seja para transporte de gado, para o turismo ou manutenção das fazendas.”
Luciano afirmou ainda que a urgência do governo em implantar as travessias tranquiliza os pantaneiros, os quais temiam que a chegada das chuvas pudessem isolar algumas regiões por dificuldades de acesso no escoamento da produção ou retirada do gado em caso de cheia.
“Com as chuvas e a cheia teríamos problemas de atoleiros no cruzamento dos desvios onde as pontes foram queimadas, com graves prejuízos a uma região que hoje é responsável por 40% do abastecimento de boi gordo do mercado interno”, relatou.
Luciano, que é também secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Corumbá, informou que o município construirá duas pontes de concreto na MS-423, interligando as regiões do Taquari e Nhecolândia. Uma das estruturas, a da Vazante Sabiá, já foi licitada.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS