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Geral
Aeronaves do GOA, do Corpo de Bombeiros e do CGPA, da Polícia Militar, serão utilizadas para deslocamento das equipes para as áreas críticas.
14 de novembro de 2023
da Redação, Natalia Yahn
Com atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul no combate aos incêndios no Pantanal, o Governo do Estado intensifica as ações voltadas ao controle das chamas. Aeronaves do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), do Corpo de Bombeiros e do Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), da Polícia Militar, serão utilizadas para deslocamento das equipes para as áreas críticas.
O Centro de Proteção Ambiental (CPA), do CBMMS, responsável pelo monitoramento de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul e pela coordenação da Operação Pantanal 2023, informou que no fim de semana houve um aumento das solicitações e necessidade de envio de mais guarnições de combate para a região pantaneira.
Ontem também ocorreu reunião entre o comando do Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Operações Aéreas para gerir as demandas. A partir de hoje serão empregadas as aeronaves do CBMMS e também do CGPA da Polícia Militar para deslocamento de militares para os pontos críticos.
Na região do Paiaguás (norte) duas guarnições de especialistas atuam no combate aos incêndios florestais. E outras duas guarnições serão deslocadas com a aeronave para outro foco também ao norte. O remanejamento só é possível de ser realizado por meio aéreo, pois não existem estradas no local.
Na região do Rio Negro três guarnições atuam no incêndio de grandes proporções, e que ainda tem agravantes como altas temperaturas e velocidade do vento. Na noite de domingo (12) e madrugada de segunda-feira (13) a frente de fogo avançou aproximadamente 20km por causa das condições climáticas adversas.
E mais dois focos menores são combatidos - próximo do município de Corumbá, na região de Monjolinho, e outro na região do Buraco das Piranhas.
O avião de combate Air Tractor está em operação no foco da região do Rio Negro e a outra aeronave de transporte entra em operação nesta terça-feira (14), para transporte dos militares.
Ontem pela manhã mais cinco viaturas com kits pick-up – que fazem a captação de água - e demais equipamentos de combate, e efetivo de 24 militares, foram deslocadas ontem (13) para reforçar o combate aos focos na região do Rio Negro e Paiaguás (norte do Estado).
DecisãoPara definir medidas necessárias do poder público estadual, e dos proprietários rurais dos municípios pantaneiros atingidos pelo fogo, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) realizou uma reunião na tarde de ontem (13).
O encontro reuniu os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Antonio Carlos Videira (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), além de representantes do CBMMS, Defesa Civil, Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni.
Uma das medidas definidas é a publicação, ainda nesta semana, do Decreto de Situação de Emergência nos municípios de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho, Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Bodoquena, Jardim, Bonito, Anastácio, Corguinho e Rio Negro devido aos incêndios florestais registrados nessas regiões, especialmente nos últimos dias por conta das condições climáticas severas intensificadas pelo El Niño.
“Com a publicação do decreto de situação de emergência, o Governo pode dispor dos recursos necessários para as ações de combate aos incêndios florestais, como a aquisição de combustível para automóveis e aeronaves, diárias, alimentação, EPI´s e outras necessidades do Corpo de Bombeiros”, informou o secretário da Sejusp, Antonio Carlos Videira.
“O governador Eduardo Riedel nos orientou a mobilizar toda a frota de aeronaves disponível no Governo para auxiliar nas ações de combate ao fogo, seja no enfrentamento direto ou no transporte dos militares. Vamos contar com aviões e helicópteros da Casa Civil, das polícias Civil e Militar, e do Corpo de Bombeiros. Com o apoio da Famasul, vamos mobilizar os produtores rurais para auxiliar no que for necessário. Além disso, o Imasul também contratou 500 horas de voo de aeronaves particulares que deverão ser utilizadas nessa ação intensificada de combate ao fogo nos próximos dias”, disse o secretário Jaime Verruck.
O boletim de monitoramento de incêndios florestais de Mato Grosso do Sul, elaborado pela equipe técnica do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) e do CBMMS, aponta que no período de 1° de janeiro a 12 de novembro de 2023 houve redução de 8,7% na área queimada do bioma Cerrado em território sul-mato-grossense e um aumento de 95,8% no bioma do Pantanal, em relação ao ano de 2022.
Os municípios de Corumbá (74,8%), Aquidauana (12,8%) e Porto Murtinho (10%), concentram 97,6% dos focos de calor no Pantanal, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O CBMMS já está em atuação na região desde o dia 17 de maio de 2023 e já foram empregados um efetivo de 296 bombeiros e bombeiras militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais nessas regiões.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS