quinta, 04 de junho, 2026
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Para controlar e extinguir o incêndio florestal na Serra do Amolar, no Pantanal, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul utiliza a aeronave ‘air tractor’, que transportam até 3 mil litros de água para áreas de difícil acesso. Na manhã desta quinta-feira (1°), os bombeiros realizaram voo de reconhecimento na região para definir os locais que vão receber o lançamento de água.
A área do incêndio é de difícil acesso e por isso o trabalho aéreo é importante nas ações de combate, já que pelo rio, o acesso está interrompido por conta dos camalotes e baceiros (vegetação flutuante que pode aglomerar-se de tal forma que cria pequenas ilhas que impedem o acesso a corixos ao longo do Rio Paraguai).
Air tractor, durante combate a incêndio na região do município de Bonito, em setembro de 2023
“Fizemos o reconhecimento da área, há muita fumaça realmente densa no local e três pequenos focos de incêndio. O air tractor vai decolar para soltar a água. Além disso, a guarnição por terra continua em prontidão”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do CPA (Centro de Proteção Ambiental), que realiza o monitoramento dos incêndios florestais no Estado.
O trabalho dos bombeiros militares começou na terça-feira (30), na região da Serra do Amolar, quando a chuva que atingiu a região contribuiu para reduzir os focos, de onze para seis. Até ontem (31), 1.598 hectares na Serra do Amolar tinham queimado. Também nesta quarta-feira à tarde, as equipes de campo identificaram locais com fumaça e realizaram atuação direta para reconhecimento da área. Em todo o Pantanal, conforme o Painel do Fogo, neste primeiro mês do ano foram registrados 115 eventos de fogo, enquanto no ano passado foram 28 registros.
Ilhas da Serra do Amolar, onde o fogo foi controlado,
mas a fumaça persiste na área, que vai receber água com uso de avião
“A guarnição subiu o Rio Paraguai, foram cinco horas de deslocamento na Serra do Amolar. E a área é de difícil acesso, foram várias horas para progressão de poucos quilômetros no local do incêndio. A equipe atua com equipamentos de combate e drones para georreferenciamento”, disse a tenente-coronel Tatiane.
O incêndio florestal da Serra do Amolar teve início no sábado (27), em uma área que não era atingida por chamas desde 2020, de acordo com informações do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), que atua nas ações de combate ao fogo e que conta ainda com apoio da Marinha do Brasil e comunidades. A Brigada Alto Pantanal, do IHP, mantém 14 brigadistas destacados para agir na região e parte do grupo faz o combate há cinco dias.
“Atuamos na ilha próxima a fazenda Serra Negra, optamos por tentar acessar de frente e não conseguimos, próximo às margens, a gente não tinha cesso. Rodeamos a ilha, entramos por trás do fogo, caminhamos quase 1,5km para chegar na cabeça do incêndio. Fizemos todo o procedimento, combate direito com soprador, que foi a opção. Logo em seguida a gente fez o monitoramento de toda a ilha. Agora está extinto”, explicou o sargento Assis, que está no local.
Voo de reconhecimento contribuiu para verificar a real situação
e definir locais onde a água será despejada na Serra do Amolar
Miranda
O Corpo de Bombeiros também atua no monitoramento da região do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Miranda. No local foi controlado e extinto incêndio florestal nesta quarta-feira (31).
“As nossas guarnições estão a pronto emprego em todo o Estado. A medida que detectamos a necessidade de aumentar a estrutura, estamos mobilizados para reforço no combate”, disse a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros.
A equipe do Corpo de Bombeiros começou a atuar na área na terça-feira (30), e ontem a fumaça do incêndio chegou até a cidade. O fogo foi controlado, mesmo assim os militares mantêm atividades com utilização de máquinas – pá carregadeira, trator de lâmina e de grade.
Serra do Amolar
A região da Serra do Amolar, que está dentro do Pantanal em Corumbá (MS), é um território de grande biodiversidade e área de Reserva da Biosfera, além de ser um Patrimônio Natural da Humanidade. O território é formado por 80 km de extensão de morrarias que chegam a ter quase 1 mil de altitude. A área fica a aproximadamente 700 km de Campo Grande, a partir de Corumbá e por via fluvial, pois só é possível chegar nesse local por ar ou pelo Rio Paraguai.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS