quinta, 04 de junho, 2026
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Impossibilitado de trabalhar com 70% do corpo queimado, com queimaduras de terceiro grau, João é um sobrevivente / Henrique Arakaki/Jornal Midiamax
A véspera de Natal do trabalhador João Batista Alves foi de dor e desespero. O homem de 43 anos foi queimado dentro de seu carro no dia 24 de dezembro, quando acendeu um cigarro dentro do veículo e um descuido causou uma explosão que quase tirou sua vida.
Impossibilitado de trabalhar com 70% do corpo queimado, com queimaduras de terceiro grau, João é um sobrevivente. A esposa, Luciana Bernardes, de 45 anos, precisa estar junto para axiliá-lo, já que, devido às queimaduras, ele não tem conseguido nem tomar banho e não poderá mais trabalhar no sol.
"Não tenho estudo, não sei o que eu vou fazer, não tenho profissão. Só sei trabalhar na carvoaria, cortando lenha", se desespera. Quanto à recuperação, ele respondeu à reportagem: "É só dor. Tem hora que eu não durmo de noite, os remédios são todos caros. As vezes tem gente que ajuda a gente a comprar, é só remédio de 120, 150 reais, tudo controlado", lamenta.
O acidente aconteceu em Ribas do Rio Pardo, onde ele trabalhava na roça, fazendo cortes com motosserra. Para abastecer o equipamento, o trabalhador sempre carregava consigo um galão de gasolina. Na véspera de Natal de 2021, em 24 de dezembro, João entrou no carro, acendeu um cigarro e só sentiu a explosão em suas costas. O galão tinha ficado com a tampa aberta, evaporando e vazando no veículo a noite toda.
"Hora que eu risquei o isqueiro, o fogo veio de trás. Aí me queimou, me jogou lá fora. Fiquei um mês internado e tem quase 20 dias que eu estou aqui na casa de apoio da Prefeitura de Campo Grande. Eles dão café da manhã e almoço, e a gente vende essas balas pra poder pagar a janta e os remédios", conta o trabalhador.
Há quase um ano, casal veio de Minas Gerais, da cidade de Januário, numa região perto da Bahia, para trabalhar na área rural de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. Há 10 dias, os dois fixaram um ponto no cruzamento entre a Rui Barbosa e a Avenida Mato Grosso, em frente à casa de apoio, onde vendem balas para arcar com os custos mencionados.
Se Luciana conseguir um trabalho, eles pretendem ficar pela Capital de MS. "Já trabalhei como doméstica e ajudante de cozinha". Para quem quiser ajudar com um emprego para Luciana, ou no custeio dos remédios, moradia e comida, o telefone para contato via WhatsApp é o (68) 9.8518-9636. Esse número não recebe ligações, apenas pelo aplicativo de mensagens.
Já o número (67) 9.9821-7044 é o contato pelo qual é possível efetuar chamadas. Além disso, os dois se encontram no endereço entre a Rua Rui Barbosa e a Avenida Mato Grosso, em Campo Grande.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS