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Clínica terapêutica interditada após relatos de tortura muda de nome e segue funcionando

Defensoria Pública de MS investigou o caso, e órgãos federais determinaram o fechamento do local

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9 de junho de 2025

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Celso Bejarano - MIDIAMAX

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A Comunidade Terapêutica Filhos de Maria, situada na Chácara dos Poderes, em , interditada em outubro do ano passado por supostas práticas de tortura, maus-tratos e ainda supermedicação dos 95 pacientes ali internados, voltou a funcionar. Agora o espaço leva outro nome, Renascer, no mesmo local.

A clínica de antes, Filhos de Maria, e a de hoje, Renascer, cuidam de pacientes com saúde mental afetada, dependência química, toxicomaníacos e alcoólicos.

Até a manhã desta segunda-feira (9), a reportagem do Midiamax comprovou que ali havia 9 pacientes. Além disso, um dos cômodos da comunidade estava em reforma e deve abrigar novos internos a partir da semana que vem.

Em outubro do ano passado, por meio de denúncias anônimas, numa investigação conduzida pela Defensoria Pública de , a clínica teve o funcionamento suspenso.

Interdição

À época, a ação do NAS (Núcleo de Atenção à Saúde), pelo Nudedh (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos ), com órgãos federais, acarretou na interdição do local.

Midiamax apurou que o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a pedido da Defensoria Pública, expediu mandado de de constatação, para ver se a Clínica de Reabilitação Filhos de Maria tinha, ou não, suas atividades suspensas.

Na operação de outubro passado, mês de interdição da comunidade, ficou certo que a clínica não deveria mais abrir as portas, até o desfecho do processo que apura as supostas irregularidades ali flagradas.

E o processo segue, ainda não acabou. Portanto, não deveria funcionar. E, pelo que apurou a reportagem, a comunidade opera com outro nome, uma afronta ao sistema judiciário.

Pelo despacho judicial, um oficial de Justiça deve ir até a clínica e verificar se ela funciona ou não. A reportagem tentou saber mais detalhes sobre o processo, mas soube que ele tramita em sigilo.

Servidora confirmou o número de pacientes

Sem se identificar como reportagem, o Midiamax foi ao local e conversou com a enfermeira que trabalhava na comunidade Filhos de Maria e, agora, é responsável pelos pacientes da comunidade Renascer.

Desta forma, ela confirmou que hoje cuida de 9 pacientes. Disse também que a internação de um paciente gira em torno de R$ 1,5 mil por mês.

Assim, a interdição da Clínica Filhos de Maria entrou no assunto. Com isso, a enfermeira confirmou a interdição, contudo disse que, no dia da operação, os investigadores ouviram somente os pacientes, ninguém do comando da clínica.

Ela afirmou, ainda, que o processo está em andamento. Além disso, disse que a dona da Clínica Renascer chama-se Silvana. O jornal apurou que a dona da clínica seria Silvana da Silva Moura.

Pacientes estavam com feridas. (Divulgação, DGPE-MS)

Interdição

No dia da interdição da clínica, noticiada pelo Midiamax, 25 de outubro, por meio de comunicado, a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz disse: “Há algum tempo recebemos relatos sobre práticas de tortura, maus-tratos e supermedicação dos internos. Já vínhamos atuando nesse caso, e a inspeção foi um desdobramento natural do nosso trabalho”.

Também segundo a defensora, 95 homens estavam na clínica em condições indignas, “muitos dopados [pacientes] e sem atendimento médico adequado”.

Além de realizar a remoção dos pacientes, a defensoria acionou outros órgãos, como o Conselho Nacional de Psicologia e o Conselho Regional de  e, ainda, a Polícia Civil, convocada para tomar depoimentos e produzir o boletim de ocorrência.

Também no dia da operação, a polícia informou por comunicado que “foi registrado um boletim de ocorrência por maus-tratos e cárcere privado e instaurado um Inquérito Policial para apurar as denúncias”.

À época, o comando da clínica não se manifestou. Depois disso, o jornal publicou reportagem dizendo que a clínica seguia aberta, funcionando.

O que diz a clínica

Depois da visita sem se identificar, a reportagem ligou para a Clínica Renascer e conversou com a mesma enfermeira. Desta vez, antes do diálogo, informou que era um repórter que estava do outro lado da linha.

Então, ela tratou do assunto com reservas. Disse que o local teria sido alugado, mas depois pediu que a reportagem fosse até lá e conversasse com quem “atendesse”.

Ela confirmou que a comunidade terapêutica Filhos de Maria tinha sido interditada e que não havia como comentar o assunto por tratar-se de demanda judicial tocada em segredo.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS