quinta, 04 de junho, 2026
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Vizinha de uma região densamente povoada de onças do Pantanal, Corumbá passou a conviver nas últimas décadas com a presença do felino nas áreas urbanas, seja por descaraterização ambiental, grandes enchentes ou queimadas. Não há registros de ataques a humanos, porém a situação inusitada tem se repetido, com organizações criando um grupo especializados para lidar com a visita dos animais e promover desde resgate, atendimento médico e soltura.
Uma das áreas de maior tensão é a beira de rio, onde há ocupação irregular por famílias sem-teto. Os núcleos são situados nas encostas, entre uma densa vegetação nativa, o Rio Paraguai e a planície pantaneira, onde o avistamento de onça-pintada é testemunhado por moradores. Pescadores e canoístas já fizeram selfies com o animal repousando próximo à margem do estreito Tamengo, canal que desagua no Paraguai ao lado da estrutura de captação de água da Sanesul.
Mas as aparições do felino mostram que ele está ampliando seu território urbano. Duas onças-pintadas foram filmadas recentemente próximas ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-262, a 2 km do bairro Dom Bosco. Em 2008, uma onça-parda invadiu o quintal de uma residência no Bairro Aeroporto e foi resgatada. É comum aparições entre a Avenida Rio Branco (acesso a Ladário) e a encosta calcária próxima ao Rio Paraguai, região densamente povoada.
Como lidar com a onça - Para especialistas, o caminho para uma convivência segura e minimização dos riscos de incidentes, visando a proteção das pessoas e dos animais, é esclarecer a população a tomar cuidados e formas de prevenção em caso da presença do felino na borda da cidade. Com este objetivo, a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal iniciou esta semana a visita aos moradores da encosta para orientá-los sobre como agir ao se confrontar com a onça.
A ação começou pela Cacimba da Saúde, uma das áreas mais densas e sem infraestrutura, como iluminação pública. A equipe da fundação, coordenada pela bióloga Marina Daibert e a veterinária Arleni Mesquita, ouviu relatos da presença de onça circulando próximas às residências, com casos de predação de animais domésticos, principalmente à noite. Os moradores reclamam da escuridão, fator que favorece a aproximação do animal.
O diálogo com os ribeirinhos urbanos, segundo a diretora-presidente da fundação, Cristina Fleming, faz parte das iniciativas educativas que serão realizadas em toda a extensão da orla invadida para orientar os moradores em caso de avistamento de onça, cujas pegadas são visíveis em caminhos percorridos principalmente por crianças. Além de orientações para evitar a aproximação do animal, a população recebeu buzinas de ar usadas para espantá-lo.
Centro de reabilitação - A fundação também distribui um folheto de "como agir" com informações básicas, do tipo: se afaste devagar ao ver uma onça, não corra, sem movimentos bruscos; evite deixar as crianças brincando fora de casa, principalmente ao anoitecer; não deixe o lixo espalhado e evite descarte de animais mortos; grite, bata palmas, use luzes, ilumine seu quintal (onça não gosta de barulho e claridade); recolha os animais domésticos e os mantenha em local seguro.
"Uma das recomendações é manter a calma e acionar de imediato os órgãos competentes, como a PMA (Polícia Militar Ambiental)", adianta Cristina. Ela informou que a prefeitura de Corumbá reativou o Centro de Atendimento Emergencial a Animais Silvestres, na sede da fundação, e está construindo um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do Pantanal (semelhante ao Cras de Campo Grande), com recursos (R$ 5 milhões) do Governo do Estado.
CGNEWS
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal