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Cemitério erra e família tem de assistir exumação de pai e filho

Já não bastasse a dor da perda de Helena Soares de Oliveira da Conceição, 77 anos, na hora do sepultamento a família enfrentou tristeza dobrada.

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19 de agosto de 2022

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Campo Grande News - Miriam Machado

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Já não bastasse a dor da perda de Helena Soares de Oliveira da Conceição, 77 anos, na hora do sepultamento a família enfrentou tristeza dobrada. A mulher encerrou a batalha após complicações de uma pneumonia no Hospital Regional em Campo Grande. O corpo seria enterrado no jazigo da família, mas, como não havia lugar, restos mortais do marido e do filho de Helena teriam de ser retirados. Porém, no momento do enterro, parentes descobriram que funcionários exumaram o jazigo errado, do vizinho.

"Erro desses é quase impossível", segundo a neta de Helena, Daniely Oliveira, de 31 anos. Ao Campo Grande News, ela o problema não acabou por ai.

A avó faleceu na tarde de quarta-feira (16). Em seguida, os parentes fizeram todos os procedimentos com uma funerária para velório e cortejo e acionaram o Cemitério Santo Amaro, onde Helena já tinha comprado espaço há muitos anos. O processo prévio seria retirar os dois caixões, do filho e do marido de Helena, colocar em um saco especial e novamente sepultar os 3. Mas o procedimento foi feito no jazigo ao lado.

Para resolver a questão, nova exumação teve de ser feita, com toda a família,inclusive crianças, assistindo a retirada de restos mortais de familiares.

“No final da tarde de ontem, fizemos o cortejo até o cemitério, haviam entre 30 e 40 pessoas, quando nos deparamos com a cova ‘vizinha’ aberta e um desconhecido havia sido exumado. Quando perceberam o erro, eles retiraram os restos mortais ali mesmo na nossa frente, na frente de crianças, amigos, familiares. Nós vimos crânio, ossos, dentes”, relatou ainda indignada com a situação.

Em seguida, os restos mortais dos familiares tiveram de ser colocados em sacos de lixo. “Eu comprei o saco específico para isso por R$ 150 e quando cheguei, lá dentro estava um desconhecido. Me pediram desculpas e devolveram o dinheiro do saco, porque não tinha mais”, explicou.

Toda a ação demorou cerca de uma hora. “É culpa do cemitério, da prefeitura. Expôs todos nós familiares enlutados. Avisamos sobre a exumação 24 horas antes do sepultamento”, reclama.

A neta ainda mostra que o jazigo onde Helena foi sepultada há fotografia do marido e do filho, enquanto a do desconhecido há apenas o nome em uma cruz, o que diferenciava também um do outro e que não há justificativas.

Em nota a prefeitura através da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) explicou que lamenta o transtorno enfrentado pelos familiares. Disse ainda que houve um erro na localidade do túmulo, que são identificados aos coveiros por número. “Houve um erro, com a abertura da sepultura que não é da família. O problema foi rapidamente resolvido e o sepultamento pode ser feito na sequência”. 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal