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CCR pega dinheiro da Caixa, para obra, lucra com pedágio e ainda ganha na Justiça

Obras de duplicação

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22 de junho de 2017

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O jacaré

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A CCR MS Via pegou o dinheiro do financiamento em março deste ano, parou as obras de duplicação da BR-163 logo em seguida e ainda mantém o lucro com a cobrança integral do pedágio. Sortuda, enquanto aguarda a nova regra proposta pelo Governo Michel Temer (PMDB), a concessionária teve, na segunda-feira, vitória na Justiça Federal de Campo Grande.

Só o usuário da rodovia está perdendo com o não cumprimento do contrato pela concessionária controlada pelo grupo paulista. Além de não ter a duplicação no prazo de cinco anos, conforme o contrato firmado em 2015, ele continua desembolsando o mesmo valor nas nove praças de pedágio instaladas entre as divisas com os estados do Mato Grosso e Paraná.

A última esperança de virar o jogo era a ação da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul), que cobrou o cumprimento do contrato ou a redução no valor pago para transitar pela rodovia.

Como tudo no Brasil, o cumprimento do contrato só vale para as empresas. O contribuinte nunca tem razão.

A CCR assumiu a rodovia mediante o compromisso de só começar a cobrar pedágio com a duplicação de 10% dos 847 quilômetros. O item foi cumprido e a cobrança começou em setembro de 2015.

Neste intervalo houve o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e o novo presidente sinalizou com mudança nos contratos de concessão. Bastou a proposta avançar no Congresso, para que a CCR, que não é boba, pedir a revisão do contrato e suspender a duplicação.

A empresa não suspendeu o serviço porque houve desequilíbrio nas finanças. Conforme o balanço do primeiro trimestre deste ano, o faturamento da concessionária cresceu 11,6%, de R$ 153,1 milhões para R$ 170,9 milhões.

A arrecadação com o pedágio caiu 13,2%, de R$ 74,2 milhões para R$ 64,4 milhões em decorrência do movimento atípico na comercialização da safra de milho. Mas a empresa lucrou com a receita de construção e os contratos para a utilização do domínio.

O lucro do primeiro trimestre foi de R$ 7,1 milhões, redução de 54,3% em relação ao período de janeiro a março de 2016, quando ficou em R$ 15,5 milhões.

Não bastasse o lucro, a concessionária ainda conseguiu sacar R$ 107 milhões, em março, do financiamento feito com a Caixa Econômica Federal. Com mais R$ 147 milhões obtidos em outubro, a empresa conseguiu a liberação de 37% dos R$ 737 milhões obtidos para a duplicação e manutenção da rodovia.

Neste mês, a concessionária elevou o capital social em R$ 28 milhões, para R$ 704 milhões, o que lhe capitalizará para novos financiamentos.

A CCR não está com falta de dinheiro. A empresa só parou a duplicação para aguardar a mudança nas regras do jogo, o que lhe permitirá alongar o prazo para duplicar a rodovia de cinco para 12 anos.

O brasileiro vai ser prejudicado mais vez, porque estava pagando para o serviço ser feito em cinco anos. Agora, vai pagar por uma obra que só ficará pronta em 2027.

Enquanto isso, a Justiça Federal de Campo Grande, famosa pela “celeridade” dos julgamentos, só vai decidir se o usuário vai ser prejudicado ou não pela paralisação das obras, previstas em contrato, em setembro, ou seja, mais uma vez a conta vai sobrar para o contribuinte.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS