quinta, 04 de junho, 2026
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Mato Grosso do Sul está vivendo assombrado pelo mosquito Aedes aegypti, o governador do Estado Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou situação de emergência devido à epidemia por dengue e à introdução do vírus Zika e febre Chikungunya em um decreto oficial na quinta-feira (28).
Em Campo Grande a situação não é diferente. O prefeito da Capital Acides Bernal (PP) também declarou situação de emergência em Campo Grande, através do decreto nº 12.806 publicado no Diário Oficial do Município de segunda-feira (18).
Porém, basta caminhar por alguns bairros de Campo Grande para é observar que muitos terrenos continuam particulares continuam sendo usados como depósitos de lixo e se tornaram motivo de brigas e discussões entre moradores que reclamam da falta de conscientização de vizinhos e também de caçambeiros que depositam restos de entulhos em terrenos baldios.
“Esse terreno é particular, já foi denunciado, acho que o dono até foi multado, mas a limpeza que é bom não foi feita, enquanto isso a gente convive com a sujeira”, disse Haroldo Paiva Pereira, que trabalha na região da Rua 13 de Junho no centro da Capital e convive com um prédio.
No Bairro Center Park, os moradores enfrentam mesmo problema, o presidente do bairro Paulo Cesar Lima de Sousa, 46 anos, conta que já presenciou diversas vezes pessoas aproveitando o terreno abandonado para despejar entulhos, restos de materiais de construção e animais mortos. “Existe uma área grande que é da Prefeitura que o pedido de limpeza já foi feito, mas esse terreno aqui da Rua Monte das Oliveira é particular, e as pessoas não tomam consciência de fazer a limpeza.”
Fora as diversas reclamações e denúncias que o MS Notícias recebe diariamente de terrenos públicos e particulares com sujeiras e focos do mosquito transmissor de doenças, a redação flagrou na manhã desta segunda-feira (1) vários entulhos na Avenida Lúdio Coelho sentido bairro centro, e segundo informações de moradores da região, esses entulhos estão na beira da pista à aproximadamente 15 dias.
Aumento de casos
A Capital iniciou o ano com duas mortes que estão sob suspeita de dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o município já soma 2,5 mil casos notificados de dengue, de 1º de janeiro até a última sexta-feira (29). Conforme a secretaria, foram confirmadas 9,48 pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti por dia. De acordo com a Sesau, foram constatados 275 casos confirmados da doença. Os técnicos do órgão notificaram 458 casos de zika vírus e outros dois casos suspeitos. Além disso foram registrados 62 casos de chikungunya.
Na última sexta-feira (15), Ministério da Saúde divulgou levantamento, apontando Mato Grosso do Sul como o oitavo estado brasileiro com maior número de casos confirmados de dengue. Conforme o órgão, o balanço levou em conta os números de 2015 em relação aos registros de doentes em estado de alerta, ou seja, aqueles em observação e cujo quadro pode se agravar. De acordo com Secretária de Saúde do Município, Campo Grande fechou 2015 apresentando epidemia de dengue com 13.825 casos notificados e 4.013 confirmações da doença.
Denúncia e multa
É importante ressaltar que a Prefeitura Municipal de Campo Grande disponibiliza um disque denúncia para que esses casos possam ser levados ao conhecimento da administração e os responsáveis sejam devidamente multados. As denúncias podem ser feitas pelos números 156 ou (67) 3314-4639 e o valor da multa pode chegar até R$ 8 mil.
Resposta da Prefeitura
Em relação aos entulhos identificados na Avenida Lúdio Martins Coelho, conforme informou Prefeitura de Campo Grande, a Seintrha não está dando prazo para execução desse tipo de serviço. A Prefeitura orienta que população denuncie, pelo telefone 156, flagrantes de caçambeiros jogando lixo em vias ou terrenos públicos. Conforme Prefeitura da Capital, informando número de telefone impresso na caçamba é possível multar proprietário.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal