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Cascudo criticamente ameaçado de extinção é avistado em caverna de Bonito após 20 anos

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18 de junho de 2024

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Rosana Lemes, Bioparque Pantanal

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Com apenas 10 centímetros de comprimento, o Ancistrus formoso, mais conhecido como cascudo-cego das cavernas, foi avistado por pesquisadores durante expedição entre o Bioparque Pantanal e instituições parceiras. O animal, criticamente ameaçado de extinção segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi observado durante mergulho na nascente do rio Formoso, no município de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Participaram da expedição Bioparque Pantanal, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio técnico do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Apesar de não ter sido coletado, seu avistamento é um sinal positivo, por se tratar de um animal endêmico da região, ou seja, que só existe naquele lugar, especificamente em um sistema de cavernas conhecido como Formoso e Formosinho. Outro fator também celebrado com a presença do animal é a baixa densidade populacional da espécie.

A presença de espécies ameaçadas pode servir como indicador da saúde geral do ecossistema. Ambientes que suportam espécies raras ou ameaçadas tendem a ser menos impactados por atividades humanas, indicando alta qualidade ambiental.

Diretora-geral do Bioparque Pantanal fez parte da equipe da expedição (Foto: Eduardo Coutinho)

Conforme explicou a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o avistamento do animal indica que a caverna oferece um habitat adequado para sua sobrevivência. "Isso pode levar a esforços de conservação direcionados para proteger a espécie e o local onde vive, ajudando a preservar a biodiversidade da região. Além disso, através de estudos, poderemos obter informações valiosas sobre seus hábitos, ecologia e necessidades, dados cruciais para desenvolver estratégias eficazes de conservação e manejo."

Maria Fernanda ainda enfatiza que a confirmação da presença do animal reveste-se de importância ambiental. "A notabilidade se dá principalmente por três fatores: por se tratar de uma espécie criticamente ameaçada de extinção, pela complexidade do trabalho e da logística envolvida em uma expedição em caverna inundada, e pela dificuldade de encontrar pesquisadores e profissionais com expertise para esse tipo de projeto de pesquisa."

O presidente da Sociedade Brasileira de Ictiologia, Dr. Leandro Melo de Sousa avistou a espécie recentemente durante um mergulho na expedição. Ele revelou que este tipo de cascudo é uma espécie enigmática. "Não sabemos quase nada sobre ela; existem pouquíssimos exemplares coletados décadas atrás. Um dos desafios mais difíceis desse tipo de estudo é justamente acessar o ambiente; para entrar numa caverna alagada, é necessário treinamento e planejamento."

Um fato interessante apontado por Leandro Sousa é que o cascudo faz parte da família dos bagres, existindo mais de mil espécies no Brasil. "Em qualquer espaço aquático que imaginarmos, há um cascudo adaptado a viver, seja em água parada, fria, quente, lago, corredeira ou caverna; é um grupo muito interessante para ser estudado."

Leandro Melo foi um dos pesquisadores que avistou o animal (Foto: Eduardo Coutinho)

Leandro mergulhou com Edmundo Dineli, mestre em geografia e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ele foi um dos biólogos responsáveis pela coleta do animal há 20 anos. "Nós fizemos um mergulho extenso, a 180 metros da entrada da caverna, e avistamos o animal em seu habitat natural. Uma característica interessante desse animal é que, ao contrário de seus parentes que vivem sob rochas, ele vive nas paredes", explicou.

Biólogo e doutor em ecologia, José Sabino foi quem descreveu a espécie há décadas atrás. Segundo ele, a descrição de uma nova espécie é um evento marcante para a ciência e, de certa forma, mostra a beleza do processo evolutivo e revela também o quanto a biodiversidade é desconhecida.

“Descrever a biodiversidade nos impõe a responsabilidade de aprender e conservar as espécies com as quais compartilhamos o Planeta. Um cascudo não sabe de sua própria existência ou se vai morrer. Ele apenas vive, come, se reproduz. Cabe a nós, humanos, prover as condições ambientais para que todos as outras criaturas possam seguir sua jornada. A região da Serra da Bodoquena abriga sistemas aquáticos únicos no mundo que merecem nosso total respeito”.

Essa foi a primeira expedição voltada para a coleta de uma espécie ameaçada de extinção, uma iniciativa do projeto Cascudos do Brasil, do Bioparque Pantanal no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais liderado por Heriberto Gimenês Junior, biólogo curador do Bioparque que participou da expedição e ressaltou a importância do avistamento da espécie.

Heriberto é fascinado por cascudos e tem grande conhecimento sobre as espécies (Foto: Eduardo Coutinho)

"É o início de uma jornada em relação à conservação de cascudos de caverna aqui no Brasil. Nossa ideia é unir este time de especialistas, cada um contribuindo com sua expertise; nós, como pesquisadores do Bioparque, temos como objetivo aplicar os protocolos de reprodução ex-situ criados no Centro de Conservação do empreendimento que detém o maior acervo de cascudos do mundo, com 104 espécies de todo o Brasil. A partir disso, podemos criar políticas de conservação e realizar estudos populacionais, visando futuros repovoamentos com espécimes nascidos no Bioparque, garantindo que essa espécie não seja extinta na natureza”.

A professora doutora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Maria Elina Bichuette, membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade e Uso Sustentável de Peixes Neotropicais (INTC Peixes), financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), fará o levantamento de dados para obter mais informações sobre a espécie.

Pesquisadora irá organizar informações sobre espécie coletada em caverna (Foto: Leandro Melo)

"Temos uma lacuna de informações sobre como está essa população de cascudos, mas é fundamental entendermos como este animal está distribuído. Temos poucas cavernas inundadas no Brasil, o que torna este animal ainda mais importante. Por ser difícil de encontrar, torna-se raro e, portanto, deve ser um símbolo importante para projetos de conservação de peixes de caverna no Brasil. O mais importante não é apenas mencionar que o animal está ameaçado de extinção, mas trabalhar para retirá-lo desse grau de ameaça."

Segundo a pesquisadora, desde a descrição da espécie em 1997, não temos informações ecológicas e comportamentais mais detalhadas. Ele será uma espécie guarda-chuva para o estudo da ictiofauna de cavernas; ou seja, sua conservação resulta na preservação de um grande número de outras espécies e seus habitats.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS