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Casas vizinhas a cemitério ligado ao PCC são incendiadas durante investigação em Campo Grande

Duas ossadas já foram encontradas no local e investigações continuam

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12 de agosto de 2021

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Danielle Errobidarte - MIDIAMAX

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Cerca de cinco casas de madeira, localizadas ao redor do terreno onde foi encontrado um suposto cemitério clandestino que pode ter ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital)foram incendiadas na madrugada desta quarta-feira (11). As investigações ainda não foram concluídas e duas ossadas já foram localizadas.

A primeira ossada foi encontrada no dia 5 de julho e a segunda no dia 14. A área, no Bairro Santo Eugênio, fica ao redor de um córrego e há várias residências de madeira — conhecidas popularmente como barracos — em volta. Conforme moradores da região, o local já havia sido ocupado por um grupo em meados de 2019 e 2020. O incêndio pode estar relacionado à tentativa de esconder provas criminais.

A suspeita é de que o crime organizado tenha usado a área para desovar corpos de executados. A equipe faz escavações desde segunda-feira e pelo menos duas vítimas já foram encontradas. No entanto, de acordo com o delegado Carlos Delano, o trabalho era impreciso, tendo em vista que não havia uma coordenada exata sobre onde estariam as vítimas.

Por este motivo, a perícia passou a usar o condutivímetro, que é capaz de detectar variações no campo eletromagnético em até 2 metros de profundidade do solo, indicando assim onde pode haver alguma ossada. Ou seja, com base nas informações colhidas pelas investigações, os peritos vão até um determinado ponto supostamente usado como cova clandestina e, desta forma, inicia a varredura com o equipamento nas proximidades.

O perito criminal Cícero Vagner responsável pelo manuseio do equipamento, que está sob cautela do professor Ary Tavares, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), explicou que o condutivímetro eletromagnético já foi utilizado em 2016, quando foi descoberto o cemitério do Nando, acusado de 16 assassinatos no Danúbio Azul.

O equipamento é originalmente utilizado para análise ambiental do solo, na fazenda escola da UFMS. Contudo, durante a pesquisa de mestrado de Cícero, em Geografia, ele comprovou que pode ser usado para identificar cadáveres. Isso porque, no processo de decomposição, o corpo libera sais minerais no solo que alteram a composição química no local.

Conforme noticiado no dia 5 de julho, pedaços de roupas foram encontrados ao lado de um cadáver. Havia também ossada que seria de uma segunda pessoa. Devido ao avançado estado de decomposição, não foi possível identificar se as vítimas são do sexo feminino ou masculino. Os corpos estavam na beira do córrego, sujeitos a enxurrada, segundo levantamento inicial da Polícia Civil. Policiais da DEH e investigadores do GOI (Grupo de Operações de Investigações) estiveram no local.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS