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Casa de Apostas: manipulação de resultados pode rebaixar Coxim, TJD-MS estuda o caso

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21 de março de 2022

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Ítalo Milhomem/Hora MS

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Após suposto abandono dos atletas do Coxim pelo gestor da equipe, Marcelo Lucas, o jogador, Juninho de 25 anos resolveu desabafar sobre as condições impostas aos jogadores da equipe do norte de Mato Grosso do Sul e reafirma as suspeitas “levantadas” de combinações de resultados para favorecer apostadores. As informações vieram à tona por meio da reportagem do jornalista esportivo, Cláudio Severo do site Esporte MS.

Questionado sobre o histórico negativo do gestor do Coxim, ele afirma que conhece as histórias, mas teria medo de falar sobre o assunto. “É uma coisa muito complicada de falar, porque… Na verdade a gente tem família, né? E esse pessoal é muito perigoso, mas esse zum zum zum (venda de resultados de jogos) sempre teve, desde que pisei aqui” comentou o jogador.

Juninho disse que não pode ser comum em três jogos fora de casa tomarem 15 gols, enquanto em Coxim, o time conseguia bons resultados e até vitórias contra equipes consideradas melhores. O jogador avalia que dava para perceber quem fazia corpo-mole, mas negou que lhe chegou algum convite para fazer parte do “esquema”, mas que houve um jogador que pediu desculpas pelo fato ocorrido, mas que era por necessidades financeiras. “Entendi a situação, mas não aceito”, completou o jogador alegando que alguns jogadores que entregavam o jogo dificultava a vida para os jogadores que queriam visibilidade para conseguir jogar em clubes maiores.

Reviravolta

Caso haja denúncia junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MS), isso poderá causar uma reviravolta no caso do rebaixamento do Águia Negra, assim como os resultados no grupo B do campeonato Estadual. 

A reportagem entrou com contato com presidente do TJD, Dr. Patrick Hernands Santana Ribeiro, que comunicou que o Procurador Geral do tribunal já estuda o caso para que possa haver a denúncia formal.

“Existe o estudo do caso pelo procurador, Dr. Wilson (Pedro dos Anjos) que já está reunindo as informações para a tomada das providências. Inclusive o TJD do Ceará está enfrentando caso parecido nesse momento. O caso é novo. Mas ainda estamos no campo da especulação, quando o procurador se manifestar saberemos ao concreto” afirmou o presidente do TJD-MS.

Patrick disse que busca informações de outros tribunais desportivos para saber como tem se desenrolado as investigações e que alguns casos a Polícia Civil tem participado das investigações em outros Estados.

O regulamento geral de competição do Estadual 2022 prevê investigações e punições para quem participe de irregularidades em manipulações de resultados em seus artigos 45, 46 e 47. Em caso grave, poderá o clube que contribuiu para irregularidade a sanção de exclusão da competição (o que não é o caso, pois o time já foi eliminado), perda de pontos e rebaixamento.

A reportagem entrou em contato com o vice-presidente e diretor de competições da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Marco Tavares, que respondeu que encaminhou a denúncia para o TJD. O gestor do Coxim, Marcelo Lucas visualizou, mas não respondeu.

Histórico Nebuloso

A vida do “gestor” esportivo Marcelo Lucas da JB Esportes tem sido marcada por fracassos e denúncias de manipulação de resultados nos times por onde passou. 

Em 2006 há um processo trabalhista movido por Marcelo contra a Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), mas que foi arquivada. No site do Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região (TRT2) não foi possível acessar o objeto do processo. 

No Desportivo Brasil, empresa renomada criada pelo grupo Traffic, que hoje é administrado pelo time chinês do Shandong Luneng Taishan, ele foi gerente de futebol entre os anos de 2007 e 2011 depois processou o Desportivo Brasil e a Traffic alegando prejuízos financeiros, porém foi negado seu pleito.

2020 – Terra arrasada

Em 2020, com, a promessa de reforços e de acesso a Série B, a vítima da vez foi o Cavalo de Aço, o Imperatriz (MA), time da segunda maior cidade do Maranhão que estava na Série C e foi rebaixada para Série D com apenas um ponto marcado e 17 derrotas na competição. 

O time maranhense terminou o campeonato com saldo de -50 gols e 10 gols marcados. Além da vergonha no campeonato, a gestão do clube sob o comando da JB Esportes também causou fora de campo. 

Após ir para um jogo da Série C sem calções de jogo, tiveram que pegar emprestado do time da casa para a partida. Na volta para casa, mais confusão, os dirigentes do Imperatriz foram expulsos da aeronave por atos de homofobia contra um comissário de bordo, na ocasião Marcelo pediu que os jogadores do time maranhense saíssem do avião em solidariedade aos dirigentes, mas o que viram foi a repulsa dos jogadores e comissão técnica em relação a situação. 

2021

Em 2021, Marcelo Lucas foi citado no “Candangate” nome inspirado no caso de denúncias de crimes nos Estados Unidos, conhecido como “Watergate”, que levou a renúncia do ex-presidente  Richard Nixon. Na ocasião o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPE-DFT) e o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-DF) abriram inquéritos para investigar 32 partidas da primeira fase do campeonato do Distrito Federal (DF).

O time em questão é o Formosa (DF), que tinha como gestor justamente ele, Marcelo Lucas. Um dos motivos que levou suspeita aos órgãos dos jogos foi a contratação de um bonde de jogadores do Toledo (PR), que tinha sido derrotado pelo Mirassol (SP) na Série D por 6 a 0. Os jogadores tinham sido demitidos por suspeita de manipulação de jogos.

De acordo com as investigações, Marcelo Lucas seria o coordenador do esquema no futebol do Distrito Federal, definindo quais jogos teriam resultados combinados. Nos veículos de comunicação local Distrito do Esporte e Jornal de Brasília, ele deu declarações de sua inocência.  “Posso dizer que o Formosa foi o mais prejudicado, mas por conta da pandemia. Na nossa cidade, ficamos três, quatro semanas sem poder treinar”, afirma. Eu não participei de manipulação de resultado nenhum, tanto que estou à disposição da Justiça para prestar qualquer esclarecimento”, garantiu na época para imprensa.

Série D MS – 2021

Na Série D 2021, a empresa de Marcelo Lucas realizou uma parceria para gerir o Águia Negra (MS), da cidade de Rio Brilhante, time bicampeão 2019/2020. Os resultados foram tão desastrosos quanto o ocorrido com Imperatriz (MA) com resultado de apenas 7 pontos em 14 jogos, sendo uma vitória, 4 empates e 9 derrotas. O clube sul-mato-grossense somou 48 gols tomados e apenas 13 marcados.

Série B MS – 2021

Em dezembro passado, um fato intrigante ocorreu no Campeonato Sul-mato-grossense 2021, o jogo era Naviraiense e Coxim, após alguns minutos de jogo e o gol do time da casa, o dirigente Marcelo Lucas pediu que os jogadores caissem no chão, o famoso cai-cai, mas ainda no início da partida. Alguns jogadores foram retirados de ambulância para hospital da cidade e partida foi encerrada por w.o pela falta de jogadores do Coxim. O time do Coxim não tinha uma quantidade de jogadores para continuar a partida. 

Série A – 2021

Mesmo com as suspeitas na Série B do Campeonato sul-mato-grossense, o time de Coxim conseguiu acesso a Séria A 2022. Os resultados dentro de campo neste ano foram conflitantes, com bons resultados em jogos em casa e goleadas quando fora de casa.

Após desclassificação para segunda fase do Estadual, de acordo com o jornalista Cláudio Severo do Esporte MS, pelo menos 14 jogadores do time do Coxim ainda estão na cidade sem saber se vão ou não retornar para suas casas. Os jogadores chegaram a apreender bens e objetos do gestor Marcelo Lucas, mas por meio de intervenção policial eles devolveram os pertences e depois não tiveram mais noticias. De acordo com o site, nesta quarta-feira está marcada uma reunião entre os jogadores, as autoridades e o prefeito de Coxim, Edilson Magro. 

O Coxim disputou a Série A pelo Grupo B onde conquistou 10 pontos, em sete jogos, três vitorias, um empate e três derrotas. O time marcou 11 gols e sofreu 14. O time do Norte do MS está classificado para Série A do próximo ano.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS