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Carnaval corumbaense encerra em clima de romantismo e nostalgia

Arlequins, pierrôs e colombinas, originários das comédias italianas do século XVI e incorporados ao carnaval, ganham as ruas de Corumbá neste domingo, ao lado das pastoras, palhaços e do corso (desfile de carros antigos enfeitados com serpentinas e confetes).

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25 de abril de 2022

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Arlequins, pierrôs e colombinas, originários das comédias italianas do século XVI e incorporados ao carnaval, ganham as ruas de Corumbá neste domingo, ao lado das pastoras, palhaços e do corso (desfile de carros antigos enfeitados com serpentinas e confetes). É o Carnaval Cultural, instituído na cidade há 17 anos para celebrar os tempos das marchinhas, das brincadeiras de ruas com esguichos de água e lança-perfume do final do século XIX.

A cidade mais carnavalesca do Centro-Oeste encerra sua festa voltando ao passado, os tempos de romantismo de um carnaval que se transformou em uma indústria de turismo e consumo e ganhou o mundo. Apesar do isolamento, com acesso aos grandes centros somente pelo Rio Paraguai, Corumbá acompanhou a evolução do carnaval desde seus primórdios influenciada pelo Rio de Janeiro, de onde vinham marinheiros para prestar serviços na Marinha de Ladário.

 

Túnel do tempo

O Carnaval Cultural foi criado pela prefeitura para rememorar uma festa que se concentrava nos clubes até a criação da primeira escola de samba da cidade, em 1946. O evento, realizado na Avenida General Rondon, proporciona aos corumbaenses e turistas uma volta a um passado que ainda preserva os cordões carnavalescos, que surgiram no Brasil no final do século XIX, e as bandas de sopro, e incrementa novos elementos, como o bloco de frevo.

O último dia de carnaval começa às 20h, na passarela do samba, por onde passaram escolas de samba e blocos. Os bonecões, inspirados em personagens da cidade, fazem o abre-las com a Corte de Momo. Na sequência, sai o corso, que surgiu antes mesmo dos automóveis e era composto por carros puxados a cavalo, muito difundido no Rio de Janeiro no início do século XX. A próxima atração será o desfile de fuscas, que reúne dezenas de modelos originários.

 

A segunda etapa do evento tem a apresentação das alas das pastoras e dos marinheiros, entrando em seguida na avenida o alegre Bloco de Frevo, composto por dançarinos e alunos das escolas de dança da cidade. Uma das principais atrações é o desfile dos cordões carnavalescos, alguns fundados há 70 anos. O nome deriva de um grupo de pessoas desfilando em fila pelas ruas, ao som de um apito. O evento finaliza com o Bloco dos Palhaços.

Volta triunfante

Com o apoio do Governo do Estado, o retorno do carnaval em Corumbá, após dois anos suspenso devido a pandemia do coronavírus, foi um sucesso, com público médio de 15 mil pessoas por noite no circuito do samba. A maior concentração ocorreu no dia 20, com o show do cantor Tatau (ex-vocalista do grupo Araketu), na Praça Generoso Ponce, reunindo 20 mil pessoas. Esse público deve se repetir com o show da banda Chiclete com Banana, neste domingo.

 

No sábado, desfilou na Avenida General Rondon o segundo grupo das escolas de samba, com uma surpresa: o renascimento da agremiação Major Gama, campeã em 2007 e com apresentações fracas nos anos subsequentes (foi última colocada no carnaval e 2019). Com o enredo “Com as bênçãos da Pomba da Paz, a Major Gama exalta as Marias da História da Vida”, a escola foi compacta na avenida, com destaque para as fantasias e carros alegóricos.

Uma das favoritas ao título, a bicampeã A Pesada foi uma das escolas mais vibrantes e empolgou o público com o enredo “Em uma história de amor, nem tudo que reluz é ouro”, inovando com um desfile dividido em quatro atos e mesclando samba e forró. Outra escola com vários títulos, a Unidos da Vila Mamona fez uma apresentação discreta e pouco criativa. Desfilaram ainda no sábado as escolas Marquês de Sapucaí e Imperatriz Corumbaense.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS