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Cadeiras de rodas são reformadas em presídio de Aquidauana para doação

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1 de abril de 2024

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Keila Oliveira, Agepen

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Sucatas de cadeiras de rodas estão sendo reformadas no EPA (Estabelecimento Penal de Aquidauana) para serem doadas a quem precisa, iniciativa inovadora que une ressocialização e assistência à população carente, a exemplo de várias outras ações realizadas em unidades prisionais da Agepen (Agência Estadual da Administração do Sistema Penitenciário) em Mato Grosso do Sul, com retribuição direta à sociedade e ocupação produtiva da mão de obra carcerária.

Idealizado pelo policial penal Alex Vasconcelos dos Santos, o projeto surgiu a partir de um momento de empatia ao ouvir o apelo desesperado de uma senhora por uma cadeira de rodas em uma rádio local. "Fiquei profundamente comovido ao ouvir o relato dessa senhora e sua necessidade urgente. Decidi que algo precisava ser feito para mudar essa situação", narrou o servidor.

Com o apoio do diretor do presídio, Cláudio dos Reis Alviço, e de outros colaboradores, o policial penal contou que para ser iniciado, o projeto recebeu apoio da Papelaria Pró-Disc, cujos proprietários gostaram da ideia e decidiram ajudar, proporcionando os recursos iniciais necessários para adquirir cadeiras de rodas usadas e os materiais para a reforma, incluindo tintas, punhos novos, rodas, rolamentos, parafusos e outros componentes essenciais.

Atualmente, dois internos dedicam seu tempo à reforma das peças, resultando em um estoque de 18 cadeiras de rodas e seis cadeiras com assento sanitário prontas para serem doadas. Além disso, o projeto está se expandindo para incluir a reforma de macas e camas hospitalares, em parceria com hospitais locais. Pelo trabalho, os reeducandos recebem remição de um dia na pena, a cada três de serviços prestados, em conformidade com a Lei de Execução Penal. Além de Alex, os trabalhos também são acompanhados pelo policial penal Elvis Ofmester Moreira.

Policial penal Alex acompanhando a produção.

A entrega de duas cadeiras de rodas, incluindo uma cadeira de banho, marcou o início das doações realizadas, com entrega ao Sindágua/MS (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviço de Esgotos de Mato Grosso do Sul), após solicitação à direção da Agepen para atender filiados e familiares.

Cadeira de rodas reformada no EPA.

Durante o recebimento, o diretor social do Sindágua/MS, Pedro Marcos Yule, expressou sua gratidão pela iniciativa, reconhecendo o impacto positivo que as cadeiras de rodas terão na vida dos beneficiários.

"Essas cadeiras vão contribuir muito para gente, porque às vezes, faltam cadeiras para atender nossos filiados, porque muitas vezes prorroga o prazo de uso. Impressionante esse trabalho, eu nem sabia que existia esse trabalho em unidades penais. Muito interessante, não fazia nem ideia que isso existia", parabenizou Yule.

Já a diretora financeira do sindicato, Vera Fátima de Almeida Godoy, compartilhou sua experiência pessoal ao tentar reformar uma cadeira de banho, destacando os desafios financeiros enfrentados. “Graças à dedicação dos policiais penais de Aquidauana, essa necessidade foi atendida”, agradeceu.

Projetos que envolvem promoção social, educação e trabalho para a população carcerária são coordenados pela DAP (Diretoria de Assistência Penitenciária) da Agepen. Segundo a diretora da área, Maria de Lourdes Delgado Alves, projetos como o desenvolvido no presídio de Aquidauana são de suma importância social.

“Em um gesto de solidariedade em cadeia, as cadeiras reformadas estão encontrando novos lares onde são mais necessárias, demonstrando como a união e a compaixão podem transformar vidas”, destacou a diretora.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, além do Estabelecimento Penal de Aquidauana onde sucatas são reformadas, cadeiras de rodas também são produzidas em Ivinhema, onde bicicletas apreendidas pela justiça são transformadas neste meio de locomoção.

A ação, segundo ele, é uma das várias frentes desenvolvidas em unidades da agência penitenciária com a utilização da mão de obra carcerária em prol do benefício direto à sociedade, com vários outros exemplos como de confecções de materiais utilizados em hospitais; pães e verduras produzidos repassados a instituições sociais; brinquedos doados a escolas infantis; fabricação de perucas para pessoas com câncer ; entre outros.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS