quinta, 04 de junho, 2026
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As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, que vão realizar atividades de educação ambiental e prevenção aos incêndios florestais nas comunidades tradicionais, propriedades rurais e parques estaduais, localizados no Pantanal, iniciam a ação nesta terça-feira (2).
As seis guarnições, formadas por 24 bombeiros com o suporte de uma equipe composta por mais 15 profissionais responsáveis pelo gerenciamento, logística e monitoramento dos dados do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) estabelecido em Campo Grande e Corumbá, deixaram a base operacional, na Capital, para os diferentes locais que serão atendidos nesta etapa do trabalho.
A atividade de orientação e educação é realizada anualmente, porém em 2024 o trabalho foi antecipando. O alerta climático, com possibilidade ocorrência de incêndios florestais intensos em todo o Estado e especialmente no Pantanal – com registro de chuvas abaixo da média e altas temperaturas –, avançou a ação em pelo menos um mês.
“O Corpo de Bombeiros trabalha no combate a incêndio e proteção ambiental o ano todo, não só na atividade em sim, mas damos ênfase na prevenção. A gente começa em maio ou junho, mas este ano antecipamos para abril. E duplicamos as equipes que vão a campo fazer as atividades junto as comunidades locais, ribeirinhas e nas propriedades rurais. Como nos últimos cinco anos, este ano a gente deve enfrentar condições climáticas severas, situação que já foi prevista e alertada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec)”, afirmou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, responsável pelo monitoramento e ações de combate aos incêndios florestais no Estado.
Em paralelo ao trabalho preventivo – com orientação e educação ambiental –, também serão instaladas bases avançadas, de combate aos incêndios florestais, na região pantaneira, para facilitar o deslocamento das equipes e a resposta no controle das chamas, especialmente em áreas de difícil acesso.
“O Pantanal é o bioma que temos mais dificuldade de acesso. Por isso vamos estabelecer as bases avançadas pela primeira vez, é uma novidade este ano. Precisamos diminuir o tempo de resposta, que em algumas situações leva 7h de deslocamento por embarcação, mais de um dia percorrendo estradas, e isso acaba dificultando o combate ao incêndio. Quando a gente fala de transitar no Pantanal, são equipes que vão com equipamentos, combustível e insumos, que precisam passar dias naquele terreno para o combate, e não é com acesso fácil e simples”, explicou a tenente-coronel.
As duas primeiras bases avançadas serão instaladas às margens dos rios Paraguai e São Lourenço, na divisa com o Mato Grosso. “Em alguns momentos, durante o período de estiagem, os incêndios com origem no estado vizinho acabam entrando naquela região. Queremos evitar esta progressão para dentro do nosso Estado”, afirmou Inoue.
Além das duas bases confirmadas, o Corpo de Bombeiros está preparado para instalar outras onze, totalizando 13 locais onde as equipes estarão preparadas para as ações de combate a incêndios florestais.
Toda a ação preventiva que tem início hoje (2) tem foco no trabalho que envolve o manejo integrado do fogo. “Nós reestruturamos as nossas técnicas e táticas para evitar os grandes incêndios em Mato Grosso do Sul e esta atividade de prevenção é uma das principais ações que desenvolvemos. Levamos educação ambiental nessas localidades, orientando com relação aos instrumentos do manejo integrado do fogo, conservação de aceiros, limpeza de cabeceiras de pontes, uso de materiais e equipamentos mínimos necessários que a gente utiliza no combate a incêndios e as propriedades rurais podem ter. Também levamos capacitação com as técnicas que utilizamos. Principalmente nas regiões mais longínquas, pois quando acontece um incêndio nessas comunidades, é a população local que vai realizar a primeira ação de combate até a chegada da nossa equipe”, disse a diretora de Proteção Ambiental.
Tecnologia e planejamentoCom atuação planejada e organizada, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBMMS) desenvolve importante trabalho nas ações de controle e combate a incêndios florestais em todo o Estado. O apoio de diversas tecnologias contribuem para a pronta resposta e efetiva extinção de focos - especialmente no Pantanal.
As boas práticas desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, para monitoramento dos biomas e ações efetivas de combate a incêndios florestais contribuem de forma decisiva na preservação ambiental.
Com drones, equipamentos de proteção individual específicos para garantir segurança (roupas e botinas resistentes as chamas), monitoramento via satélite com uso de plataformas da Nasa – agência do governo dos Estados Unidos –, Polícia Federal, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), além de tecnologia de navegação, dados e inteligência artificial, a atuação dos bombeiros é cada vez mais específica e qualificada para evitar e mitigar os danos causados pelos incêndios florestais.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS