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Bolsonaro prorroga auxílio emergencial por mais três meses, até outubro

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6 de julho de 2021

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FP/PCS

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O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto para prorrogar por três meses o pagamento do auxílio emergencial de 2021. O benefício atual -que varia de R$ 150 a R$ 375- termina neste mês. Os valores devem ser mantidos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que os pagamentos ocorrerão até outubro. O objetivo do governo é anunciar, após o fim do auxílio, o aumento das parcelas do Bolsa Família.

De acordo com comunicado do Palácio do Planalto, a extensão será possível pela edição de uma MP (Medida Provisória) com crédito extraordinário em favor do Ministério da Cidadania.

O governo não informou qual o valor do crédito extraordinário, mas interlocutores disseram que o montante que vinha sendo discutido é de R$ 20,3 bilhões.

Hoje o benefício varia de acordo com a composição familiar, com parcelas que vão de R$ 150 a R$ 375 por mês.

"Trata-se de ato fundamental viabilizar o pagamento do auxílio emergencial 2021 por período complementar, o que tem se mostrado essencial para a subsistência da população mais vulnerável, de modo a evitar que milhões de brasileiros caiam na extrema pobreza ou sofram com ela, preservando-se, portanto, o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana", disse o Planalto, em nota.

O vídeo compartilhado por Bolsonaro nas redes mostra o momento da assinatura dos atos de prorrogação.

Também aparecem os ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), João Roma (Cidadania) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Guedes argumentou que o objetivo da ampliação de três meses é garantir "proteção aos mais vulneráveis" enquanto avança o processo de vacinação da população contra a Covid.

Ele disse ainda que Bolsonaro determinou que o novo Bolsa Família tenha um "valor substancial".

"O ministro [da Saúde, Marcelo] Queiroga prevê que em mais três meses tenha o controle epidemiológico. O auxílio vai até lá e aí aterrissamos no Bolsa Família, que o presidente já determinou que deve ter um valor substancial para proteger justamente a população mais frágil", afirmou Guedes.

Roma, por sua vez, afirmou que a ampliação do auxílio deve chegar a quase 40 milhões de beneficiários no Brasil.

Criado há mais de um ano como forma de fornecer ajuda à população mais vulnerável atingida pela crise da Covid, o auxílio emergencial foi pago no ano passado em cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300.

Os desembolsos dobravam para mães chefes de família.

Foram usados em 2020 R$ 293 bilhões para atender 67,9 milhões de pessoas. Em 2021, já foram pagos R$ 27 bilhões. A estimativa inicial era atender 46 milhões de pessoas na atual rodada de pagamentos.

O governo estendeu o auxílio emergencial enquanto ainda desenha o formato do novo programa social a ser lançado ainda neste ano (para evitar problemas com a legislação eleitoral no ano que vem).

O objetivo do Planalto é pagar mais do que a média atual de R$ 190 do Bolsa Família. Conselheiros do presidente também defendem que o benefício seja rebatizado, para evitar associação com os governos do PT.

A prorrogação do auxílio emergencial deve elevar a sobra de recursos no Bolsa Família em 2021. Como o pagamento criado na pandemia substitui temporariamente o programa criado na era petista se assim for mais vantajoso para o beneficiário, mais de R$ 9 bilhões do Orçamento regular da União ficaram sem uso.

A proposta capitaneada pela pasta da Cidadania é direcionar o dinheiro a ações como a compra de cisternas para a população do Nordeste, a aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar e a distribuição de leite e cestas básicas à população de baixa renda.

O time de Guedes e o Planalto já ensaiavam prorrogar o auxílio emergencial enquanto a crise da Covid não arrefece no Brasil.

No dia 15 de junho, Bolsonaro em entrevista à SIC TV, afiliada da RecordTV em Rondônia, já havia dito que poderia estender o benefício por mais dois ou três meses. Ficou decidida agora a prorrogação até outubro.

"Mais duas ou três parcelas, está faltando só esse 'finalmente' aí, de auxílio emergencial de média de R$ 250. Média", afirmou Bolsonaro.

Na mesma entrevista, Bolsonaro afirmou que a ideia é turbinar o Bolsa Família. "No tocante ao Bolsa Família, tivemos uma inflação durante a pandemia no tocante aos produtos da cesta básica em torno de 14%, você teve item que subiu até 50%, sabemos disso daí", disse eles.

"E o Bolsa Família, a ideia é dar um aumento de 50% para ele em dezembro. Passaria de, em média, R$ 190 para R$ 300. É isso que está praticamente acertado aqui", afirmou. Segundo Bolsonaro, o programa contemplaria cerca de 18 milhões de famílias.

Um dia antes, no dia 14 de junho, Guedes havia informado ao jornal Folha de S.Paulo a prorrogação por três meses do benefício. No dia 25 de junho, porém, o ministro disse que, se a pandemia continuar fora de controle, o auxílio poderá seguir depois de outubro.

A afirmação foi feita durante audiência na comissão temporária da Covid no Senado. Guedes disse que "quem dirige o auxílio emergencial não é a economia, nem sequer a política, quem dirige o auxílio emergencial é a pandemia".

"Se a pandemia continuar fora de controle, em setembro, outubro, novembro, vamos ter de renovar de novo o auxílio emergencial, mas não é a expectativa no momento. A expectativa no momento é que nós estaríamos, nas palavras do ministro Queiroga, num ambiente de controle da pandemia", disse.

AUXÍLIO EMERGENCIAL EM 2021

Número de parcelas:

  • Serão mais três parcelas, previstas para serem pagas de agosto a outubro

  • Antes, o governo já havia liberado 4 pagamentos, de abril a julho (o calendário difere para uma parte dos beneficiários)Valores:

  • - As parcelas variam de acordo com a formação familiar:

  • O valor padrão é de R$ 250

  • Para mulheres chefes de família, o valor será de R$ 375

  • Pessoas que vivem sozinhas receberão R$ 150 por mês

  • Quem pode receber:

    O auxílio está sendo pago a quem tinha o direito ao fim de 2020:

  • Ele é pago a trabalhadores informais com renda de até meio salário-mínimo (R$ 550) e renda familiar total de até três salários mínimos (R$ 3.300)
  • Também é necessário cumprir outros critérios, como o de ter rendimento tributável máximo de R$ 28.559,70 em 2019 e de patrimônio máximo de R$ 300 mil
  • Custo do programa:

    R$ 44 bilhões foi o montante liberado pelo governo para os pagamentos prevista até julho

    R$ 27 bilhões foi o valor efetivamente usado até agora

    R$ 20 bilhões é o total que deverá ser usado para o pagamento das novas rodadas

    Beneficiários:

    As novas parcelas devem beneficiar aproximadamente 40 milhões de pessoas, segundo o Ministério da Cidadania

    Justificativa para a prorrogação:

    O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que os pagamentos seguirão em um período em que a vacinação contra a Covid-19 continua. Segundo ele, o Ministério da Saúde espera que a crise sanitária esteja controlada nos próximos três meses

    Pós-auxílio:

    No período, o governo também prepara os últimos detalhes para a reformulação do Bolsa Família. O novo programa social, que deve ter um valor maior que a media atual (R$ 190), deve ser instituído em novembro

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    Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

    Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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    Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

    Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

    Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

    A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

    Infraestrutura pública tem pior desempenho

    No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

    Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

    Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

    A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

    Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

    “A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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    Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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    A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

    Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

    Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal