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Biólogo e ex-secretário de gestão começa novo projeto de vida

Cleiton Oliveira dos Santos, jovem coxinense, que recentemente deu sua contribuição ao município e respondeu pelo cargo de secretario de gestão, é formado em Biologia pela Universidade Federal de Coxim e está de malas prontas para um novo desafio: o mestrado. Sendo assim, esteve no jornal esta semana para se despedir e dividir as expectativas desse novo caminho.

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30 de janeiro de 2015

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Ana Flávia Dorsa

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DE: Traduza-nos como está sendo encarar esse novo desafio?

Cleiton: Decidi me dedicar novamente a minha carreira acadêmica que é uma vocação que já identifiquei e iniciar um mestrado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul em tecnologia ambiental.  A carreira acadêmica me atrai e por isso estou com os olhos voltados para ela no momento.

DE: Esse projeto de vida te traz quais expectativas, o que espera colher?

Cleiton: Este projeto estava em “stand by” quando voltei para Coxim em 2010 e vou retomar agora pelo fato de gostar de me dedicar para a área ambiental, serviço de qualidade e conhecimento científico. Na UFMS tem uma excelente produção nessa área e vai me ajudar muito neste processo de busca. Precisamos sempre estar se reinventando e o mestrado me oferecerá essa oportunidade. 

DE: De 2010 até 2015, como foi sua passagem por Coxim?

Cleiton: Eu tive uma experiência inesquecível de poder contribuir com a minha cidade como cidadão, dei minha parcela de contribuição na vida pública e sem dúvida me deu uma visão nova sobre as dificuldades enfrentadas pelos municípios e que inclusive na área ambiental me trouxe excelentes ideias de pesquisa para se desenvolver e comprar a realidade dos quase 5 mil municípios que estão na mesma faixa de Coxim com 20 à 50 mil habitantes e que estão sofrendo crises ambientais como por exemplo a crise hídrica devido a baixa dos reservatórios. Essa crise já assombra todo o país e outras crises podem surgir e ser decorrentes dessa devido à falta de gestão ambiental dos municípios como, por exemplo, a contaminação dos lençóis freáticos, das águas superficiais. As conseqüências são devastadoras como as que estamos assistindo agora como o não planejamento de abastecimento no Brasil e até certa incredulidade das mudanças climáticas, em fim, tudo isso aliado, estamos recebendo esses desafios.

DE: Como você vê Coxim neste aspecto?

Cleiton: Vejo que Coxim carece de uma preocupação maior com o meio ambiente por que é uma cidade que oferece muitas belezas naturais, só que precisam ser cuidadas. Temos o taquari por exemplo que está enfrentando muitas dificuldades na questão do assoreamento, perda de biodiversidade, área de preservação permanente e isso acaba afetando o desenvolvimento econômico por que trás restrições para a implantação de alguns empreendimentos.

DE: Mesmo estabilizado e com empresa funcionando. Agora você para tudo e inicia um novo caminho. O que te motivou?

Cleiton: É na verdade revigorante, pois desde a minha passagem por Campo Grande, fiz grandes parcerias com pesquisadores na área ambiental e na verdade são essas parcerias que e dão o suporte necessário para encarar essa nova etapa. Contar com uma equipe é muito importante para dar suporte neste período de afastamento.

DE: Após o mestrado, a volta para Coxim já está marcada. Ou tem outros desafios sendo planejados?

Cleiton: A minha missão é seguir o aprimoramento, estabelecer um projeto para um doutorado quiçá aproveitar o embalo e fazer um pós-doutorado. Mas o importante é reconhecer aqueles que me ajudaram até aqui, que de certa forma torcem pelo meu sucesso e gostam do meu trabalho. Estabeleci a amizade e o respeito com muitas pessoas nesta cidade e reconheço o quanto isso me ajudou na construção dos meus projetos. Temos que compartilhar felicidades e não só as dificuldades.

DE: Você passou pela vida pública e agora retornou para a área acadêmica. A vida pública não te atraiu? Como foi essa transição?

Cleiton: Nunca encarei política como profissão, creio que ela é um exercício de cidadania. Como é questão de cidadania, são questões transitórias, onde podemos contribuir em um seguinte depois em outro. Temos que ser cidadão acima de tudo, emitir nossa opinião, participar das decisões do município e Estado, mas não se tornar um profissional da área por que isso fará perder grandes profissionais da saúde, da engenharia, da comunicação, juristas para ficar estagnados em eternas discussões sem fim. Hoje a gente assiste no Brasil poucos resultados estimulantes, as pessoas precisam se renovar, deixar a velha política. Quem já deu sua contribuição deve abrir espaço para os novos fazerem o mesmo.

DE: Para encerrar, deixe uma mensagem aos jovens de nossa cidade que estão iniciando a vida profissional. 

Cleiton: O mais importante é escolher a carreira que lhe dá prazer, que lhe traz felicidade. Com certeza desta forma o trabalho não lhe pesará, você na verdade estará se divertindo, que é o que eu faço na área ambiental quando realizo o monitoramento ambiental, estudos na área de poluição entre outros. Vale lembrar que não podemos nos limitar, todas as pessoas tem grande potencial. É necessário tirar esse potencial da gaveta e colocar a prova e jamais ter medo. Ao longo do caminho vai haver processos seletivos, que são difíceis, mas uma hora chegará a vez de cada um, basta ter maturidade para encarar isso. Continuar é preciso e eu gosto de lembrar que me formei em Coxim na Universidade Estadual em ciências biológicas, atuo na área ambiental, atuei em 2009- 2010 como professor colaborador e hoje volto como mestrando. Isso tudo se deve à não limitação, me desafio e me coloco à prova e é esse o meu exemplo aos nossos jovens. Meu conselho é que os que não estão na área que sonham, busquem atuar no que lhe façam felizes, busquem e corram atrás.

Geral

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal