quinta, 04 de junho, 2026
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Apoiar as famílias de Mato Grosso do Sul no período que mais precisam. Esse é um dos objetivos do Governo do Estado com o programa Mais Social, executado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos) para garantir segurança alimentar e proporcionar uma base sólida para que aconteça, de fato, a mobilidade social.
Dois exemplos vindos da cidade de Naviraí apontam que o programa, com mais de 54 mil beneficiários, tem efetivado seu papel, proporcionando mais que um alicerce para pessoas em vulnerabilidade social, mas também novas oportunidades para quem precisa. Os beneficiários, ao ascender socialmente, devolveram os cartões.
"Fazia compra de mercadoria, arroz, feijão e carne. Me ajudou muito [o Mais Social], mas agora não preciso mais". Aos 57 anos dona Vera Leite conta com emoção o período em que o benefício do Mais Social foi um dos pilares financeiros de sua família.
Morando com sua irmã e sobrinhos, dona Vera, que é uma pessoa com deficiência devido a uma paralisia desde seus dois anos de idade, considera não ser justo continuar com um benefício do qual não precisa mais.
"Agora que minha irmã ficou doente, os filhos dela estão cuidando dela. Por causa do derrame, ela está acamada, com sonda. Mesmo assim devolvi porque eu sabia que não podia ficar com benefício do governo. É errado né, não é certo isso aí", afirma.
Dona Vera também faz um apelo para aquelas pessoas que não precisam mais. "Graças a Deus, muito, muito, muito eu agradeço a Deus isso, que agora sou aposentada e se todos fizessem que nem eu, devolver, se não precisasse né? Se todos fizessem que nem eu fiz, ajudaria outro né?", reforça.
No caso de Odair Silva, 54 anos, a necessidade também o fez procurar ajuda. "Fui ao Cras (Centro de Referência da Assistência Social) aí lembraram do Mais Social. Fui bem atendido, as meninas muito legais, me deram o suporte que eu precisava", conta ele relembrando o momento difícil há três anos quando se encontrava desempregado e com sérios problemas de saúde.
"Por causa da doença, né? Doente e não podia trabalhar. Aí eu precisava e não podia vender, se tudo que eu tenho eu fosse vender, seria complicado. As minhas doenças é tudo doença autoimune, doença crônica, é coluna, é psoríase", explica.
Para seu Odair o apoio do Mais Social foi fundamental no seu dia a dia, nos momentos mais difíceis, relembra. "Foi muito bom, foi muito importante, me ajudou muito, porque eu pagava uma cesta básica. Dava para ir controlando, passar fome, necessidade, não passa, porque ajudava muito".
A opção de devolver o benefício, para seu Odair, condiz com aquilo que ele acredita. "A honestidade é uma coisa que tem que ter, só que tem muitas pessoas que não tem. Eu fui criado de uma maneira, que meu pai e minha mãe que já foi, me ensinou assim, e eu gosto de ter isso na vida. É o certo né? A gente ser honesto".
"Não adianta nada, você melhorou, você arrumou um serviço, se tem um outro meio de ganhar a vida e continuar pegando, sendo que tem outras pessoas que precisa, né? E as vezes tem outas pessoas que precisa, que não tá recebendo o benefício, e as vezes tem outras que já tá com outros meios de ganhar a vida e continua recebendo. Então o certo é devolver, né?", continuou.
Seu Odair, agora aposentando, finaliza com a certeza de que, caso precise, poderá contar novamente com o apoio do programa. "A gente não sabe na vida onde a gente vai. Vai que lá um dia, lá na frente, a gente vai precisar disso aí de novo né? Aí eu tenho certeza que se eu for lá, com certeza eu vou ser atendido depois".
MS inclusivo e próspero
Dois dos pilares da gestão do governador Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul são a inclusão e a prosperidade da população, chegando assim a erradicação da extrema pobreza. Os programas do Governo do Estado visam justamente auxiliar os que estão em momento de dificuldade para que possa sair dessa situação.
Para o governador Eduardo Riedel, a devolução do cartão revela a consciência dos beneficiários que melhoraram de vida através da conquista da autonomia e independência financeira, mostra que os programas sociais estão funcionando e que existe um crescimento econômico em Mato Grosso do Sul, que gera oportunidades, empregos e renda.
“Quando a Vera e Odair devolvem os cartões porque não precisam mais, eles dão um exemplo para todos e oportunizam que outras pessoas em situação de vulnerabilidade entrem no programa. Os programas sociais são importantes para apoiar quem está fora do mercado de trabalho, mas a assistência social não passa só pela transferência de renda, mas por uma política integrada que reflete em uma melhor educação, saúde e segurança e na geração de empregos e qualificação profissional, para dar oportunidade para essas pessoas. Nosso desafio é incluir à vida produtiva, os que estão à margem da nossa sociedade”, afirmou Riedel.
Em dezembro, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, chegou a afirmar que Mato Grosso do Sul, um dos estados brasileiros com menor pobreza do Brasil, pode ser o primeiro a tirar a sua população do mapa da fome.
O beneficiário que desejar fazer o mesmo que dona Vera e seu Odair, por não necessitar do mais do apoio do programa, pode procurar a sede do Mais Social em qualquer um dos 79 municípios de MS, ou ainda pelo telefone 67 3368-9000.

Reunião socioassistencial, no Jardim Noroeste, em Campo Grande
Cada beneficiário é acompanhado de perto por técnicos do programa em todos os municípios, orientando quanto a legislação vigente de utilização do benefício, bem como, durante as reuniões socioassistenciais, previstas em lei, atualizando sobre o mercado de trabalho e também sobre oportunidades de qualificação disponíveis.
No Mais Social o beneficiário em situação de vulnerabilidade social recebe um auxílio financeiro no valor de R$ 450, creditado no cartão próprio, para aquisição de gêneros alimentícios e produtos de higiene pessoal.
É proibida a aquisição de bebida alcoólica, produtos à base de tabaco ou outros indicados no regulamento, sob pena de exclusão do beneficiário do programa. O cartão é de uso pessoal e intransferível.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal