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Eles podem pegar de 6 a 12 anos de prisão pelo crime de sequestro. João Fazendeiro e cabo Miguel vão responder ainda por posse e porte irregulares de armas de fogo, o que pode agravar as situações de ambos.
20 de outubro de 2021
Sheila Forato - Edição MS
Os quatro acusados de sequestrar o produtor rural J.L.B., de 65 anos, na manhã desta terça-feira (19) teve a prisão em flagrante convertida para preventiva, ou seja, vão permanecer presos por decisão do juiz Daniel Raymundo da Matta, tomada no final da tarde do mesmo dia.
João Norberto de Carvalho, de 76 anos, o “João Fazendeiro”, e o filho Orlando Henrique de Carvalho, de 34 anos, já foram encaminhados ao Estabelecimento Penal Masculino de Coxim. O policial militar reformado, Miguel Arcanjo da Silva, de 71 anos, foi para o Presídio Militar, em Campo Grande.
No caso de Neusa Cassimiro Carvalho, de 56 anos, que é esposa de João e mãe de Orlando, o juiz substituiu a prisão preventiva por domiciliar, uma vez que ela tem de cuidar de sua genitora. Entretanto, ela está proibida de deixar seu endereço sem autorização judicial.
O juiz entendeu que existiam todos os requisitos para atender pedido de prisão preventiva feito pelo delegado Felipe Paiva. Dentre eles estão prova da existência do crime, indícios suficientes de autoria, perigo gerado pelo estado de liberdade, garantia da ordem pública e conveniência da instrução processual.
“Sem adentrar no mérito, até porque não se pode fazer um juízo definitivo dos fatos, neste momento, a manutenção da prisão dos autuados é medida imprescindível, vez que há prova da existência do crime e indícios suficientes da autoria”, escreveu o magistrado.
Segundo a Polícia Civil, os quatro envolvidos se juntaram para sequestrar o produtor rural, em frente sua residência no Jardim dos Estados (BNH), em Coxim. Ele foi colocado a força dentro do veículo da família e levado para a casa da mesma, no Jardim Alvorada, em Coxim.
No trajeto, Neuza dizia que de hoje não passava para eles acertarem as contas, pois o cabo Miguel seria o pistoleiro contratado para matar quem fosse preciso. Na casa da família Carvalho as ameaças de morte tornaram a ser feitas.
A família em questão perdeu na Justiça uma demanda pela posse de terras que pertencem à vítima. Eles arrendaram, não teriam pagado e por fim tentaram usucapião. Com o sequestro, o bando queria obrigar o produtor rural transferir as terras para o nome de um deles. A vítima ainda teria de convencer a esposa a assinar junto com ele a transferência num cartório de Rio Verde, cidade vizinha à Coxim.
Por sorte, uma testemunha do sequestro ligou para autoridades policiais e a equipe Civil agiu rapidamente, libertando a vítima, recuperando sua camionete e prendendo os quatro envolvidos. Com o bando a polícia apreendeu um revólver de calibre 38, munições e um simulacro.
Eles podem pegar de 6 a 12 anos de prisão pelo crime de sequestro. João Fazendeiro e cabo Miguel vão responder ainda por posse e porte irregulares de armas de fogo, o que pode agravar as situações de ambos. Apesar do terror vivenciado, a vítima passa bem, sofreu um ferimento leve na mão e se recupera junto à família.
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS