quinta, 04 de junho, 2026
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O brasileiro vem sofrendo desde o começo do ano com o aumento no preço de vários itens importantes. O alto preço dos combustíveis e o reajuste da conta de luz, por exemplo, vem tirando o sono de muitos trabalhadores. E como se já não bastassem todos esses aumentos a inflação chega agora à mesa do café da manhã. O pão francês vai ficar mais caro.
E o grande vilão para a alta no preço de um item importante na mesa do brasileiro não é apenas o reajuste da energia, mas também a alta do dólar. É que o Brasil produz apenas metade do trigo usado para produzir pães, massas e biscoitos consumidos pelos brasileiros. O resto é importado e, portanto, diretamente afetado pela valorização do dólar.
Mesmo com tantas opções nas padarias que hoje vendem de tudo, de salgadinho a pães sofisticados, a grande estrela continua sendo o bom e velho pão francês. Mas é bom preparar o bolso. O pão nosso de cada dia é o próximo item que vai ficar mais caro para o consumidor. Deve aumentar entre 8% e 10%.
E não é só o francês. O pão doce, o de forma, o biscoito, os bolos, as massas. Tudo o que leva farinha de trigo deve subir de preço porque metade do trigo que a gente consome no Brasil é importada. E os preços são diretamente afetados pelo dólar, que já subiu 24% este ano.
Em algumas padarias os preços ainda não subiram, mas os donos dizem que é só uma questão de tempo. Mais 10 ou 15 dias, enquanto durarem os estoques da farinha que foi comprada antes da disparada do dólar. “Essa semana já fui notificado que vai ter aumento. Não tem como a gente fugir disso. Nós estamos pagando a matéria-prima bem mais cara. Não tem jeito. Infelizmente o consumidor tem que arcar com essa despesa”, afirma o vice-presidente da Apib do Centro-Oeste, Paulo Sérgio.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas, Pães e Bolos Industrializados diz que ano passado os produtos já tiveram um reajuste porque faltou farinha no mercado. Agora a culpa é, principalmente, do dólar, mas não é só dele não. “Energia elétrica está pesando muito desde o início do ano e também temos outros custos como combustível e até mão-de-obra”, ressalta Cláudio Zanão.
Se o aumento for de 10%, o pãozinho francês, por exemplo, vai subir só alguns centavos. Quem compra todo dia já pode ir fazendo as contas. “É o famoso de grão em grão a galinha enche o papo, né. Então R$ 3 por dia, R$ 0,30 a mais por dia, soma no final do mês, pesa”, afirma a gestora de políticas públicas Catarina Pinheiro.
“Com certeza pesa no bolso do consumidor porque afinal de contas não é só o pãozinho que está aumentando. Aumenta tudo junto e realmente hoje está difícil a gente ir ao supermercado, ir à padaria e fazer a mesma compra que fazia antes. Não consegue fazer mais, de jeito nenhum. Está tudo subindo, infelizmente”, lamenta a médica Séfora Almeida.
Por enquanto, os moinhos que fornecem a farinha para a indústria ainda não repassaram o aumento, o que deve ocorrer nos próximos dias. Para dar uma ideia do impacto desse aumento no dia a dia do brasileiro, somos o segundo país que mais consome biscoitos no mundo e o terceiro no consumo de massas.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS