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Auditoria: Interior ocupava 63% dos leitos da Capital quando Reinaldo restringiu comércio

Marquinhos acredita que pacientes agiram em ato de desespero por não encontrarem cidades equipadas

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22 de junho de 2021

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Gabriel Maymone /Midiamax

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Hospitais de Campo Grande estavam com até 63% de ocupação em leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para covid com pacientes oriundos do interior de Mato Grosso do Sul no período em que o governo do Estado decretou restrições ao comércio da Capital e outras 42 cidades de MS. É o que aponta relatório de auditoria o qual a reportagem do Jornal Midiamax teve acesso.

Para o prefeito Marquinhos Trad (PSD), com os hospitais públicos do interior sem estrutura, os pacientes agiram em ato de desespero procurando atendimento em Campo Grande. "Os familiares falavam que vieram do interior porque não tinha mais leitos lá. O interior não foi preparado adequadamente", disse.

Conforme o relatório, no período de 5 a 11 de junho, a ocupação de pacientes do interior em Campo Grande chegou a 63% na Santa Casa. O levantamento indicou que nesse período, o hospital teve 214 diárias de pacientes vindos de outros municípios de MS e alguns até de outros estados como São Paulo, Rondônia e Rio de Janeiro.

Por exemplo, nesses 6 dias, foram utilizadas 20 diárias com pacientes de Rio Verde de Mato Grosso, 13 de Anastácio, 11 de Miranda e 10 de Aquidauana. Para se ter uma ideia, a microrregião de Aquidauana - a qual Anastácio e Miranda fazem parte - possui apenas 18 leitos UTI, sendo 8 deles para pacientes com covid. 

O relatório também aponta a procura por UTIs não covid também, que entre os dias 8 e 10 de junho - dia do decreto estadual - estava em 55,6% com pacientes do interior, ou seja, mais da metade das UTIs da Capital eram ocupadas por residentes em outros municípios.

Auditoria

O prefeito Marquinhos Trad confirmou que a auditoria foi feita após a mudança repentina na classificação do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia) do governo do Estado, que colocou a Capital com risco extremo por alta taxa de ocupação de leitos, que serviu de base para decreto restritivo ao comércio.

"Quando teve esse problema do Prosseguir, da mudança repentina da bandeira vermelha para cinza em uma reunião extraordinária, mandamos fazer auditoria, principalmente na Santa Casa. Chegamos a esse relatório embasado que vou enviar ao Ministério Público [MPMS] e órgãos de controle", declarou.


Prefeito Marquinhos Trad vai encaminhar relatório para MPMS - Foto: Leonardo de França / Midiamax

Conforme o prefeito, as autoridades competentes serão informadas da situação. "Vamos encaminhar a todas as autoridades para avaliação e ciência dos fatos, para que possam ter conhecimento do porquê do aumento da ocupação de leitos", pontuou.

Questionado se as restrições poderiam ter o componente eleitoral, já que nas transmissões ao vivo para anúncio de boletins da covid, equipes da SES (Secretaria Estadual de Saúde), capitaneadas pelo PSDB, reiteraram que a piora da pandemia se dava principalmente pela falta de restrições da administração de Campo Grande, Marquinhos acredita que não é o caso. "De maneira alguma. Acredito que foi questão do interior não ter sido preparado adequadamente [para a pandemia] e estar mandando pacientes para a Capital", ponderou.

Decreto

O período levantado pela auditoria em que mais de 60% de leitos UTI da Capital eram ocupados por pacientes do interior coincide com a semana em que foram realizadas reuniões extraordinárias no governo estadual para definir as restrições em Campo Grande.

Na medida, publicada no Diário Oficial de 10 de junho, o governo estadual fala em mudança de cárater excepcional. "ensejando a reclassificação de risco epidemiológico das macrorregiões e dos municípios por cores de bandeiras para 1 (um) nível de coloração acima do divulgado".

Isso significa que Campo Grande estava com números condizentes com a bandeira vermelha, mas foi colocada em bandeira cinza para sofrer as restrições impostas pelo Estado, enquanto municípios que não possuem leitos ou possuem poucos leitos como o caso de Aquidauana, ficaram sem restrições mais severas.

Atualmente, dos 605 leitos UTI destinados para pacientes com covid, 326 estão em Campo Grande, que representa 54% do total.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS