quinta, 04 de junho, 2026
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A Câmara de Vereadores de Coxim começa a discutir com a sociedade coxinense os impactos da Reforma da Previdência que terá reflexos nas vidas de todos os moradores do Município do estado e do Brasil. A Mesa Diretora da Casa abriu espaço para audiência pública nesta quinta-feira a partir das 19horas com especialistas em Direito Previdenciário.
Além de reduzir as desigualdades sociais e regionais no Brasil, a previdência social cumpre o importante papel de influenciar a economia das cidades. Em 73,60% dos 5.570 municípios brasileiros, a soma do pagamento dos benefícios previdenciários supera o Fundo de Participação dos Municípios. Para discutir o impacto da reforma da previdência nas cidades e mostrar também como os trabalhadores serão afetados, a Câmara Municipal de Coxim realiza nesta quinta (23) às 19h na Câmara Municipal uma audiência pública
O importante evento foi convocada pela Câmara e terá a participação das especialistas em direito previdenciário Carolina Centeno de Souza, coordenadora adjunta do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário e Juliane Penteado Santana, coordenadora do IBDP para o Mato Grosso do Sul e região Centro-Oeste, que irão explicar de maneira simples as propostas da PEC 06/2019. Durante o evento as especialistas vão debater com os participantes e responder as dúvidas da população de Coxim e região. As duas advogadas integram as equipes do IBDP, que atua em todo país. A missão do Instituto, entidade apartidária e sem fins lucrativos, é a de democratizar a discussão sobre a reforma da previdência, colaborar com a definição de um bom texto e esclarecer a população sobre as mudanças e seus reflexos no futuro de todos os brasileiros.
“Esse é um debate que interessa a toda a sociedade, prefeituras e gestores públicos dos municípios pois a previdência tem relação direta com a economia das cidades. Os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), por exemplo, gastam os recursos que recebem no próprio município. Esse dinheiro fica na farmácia, no mercado do bairro ou no setor de serviços. O governo diminui em 5 anos a idade mínima para receber o benefício mas também reduz o BPC para menos da metade do que é hoje. Essas pessoas vão receber 400 reais e não mais um salário mínimo. Somente o idoso com mais de 70 anos terá direito ao benefício integral”, alerta Carolina Centeno.
“A economia da maioria das cidades sul-mato-grossenses sofrerá o impacto dessas regras. Em Coxim por exemplo, temos o trabalhador rural, a agricultura familiar dos assentamentos e mais de 700 pescadores e suas famílias que serão especialmente atingidos. O trabalhador rural e o pescador artesanal deixam de ter direito a aposentadoria rural na forma que é hoje, pois vai ser necessário contribuir para ter direito ao benefício. Além disso, a idade será de 60 para mulher e homem. Será possível a essas pessoas trabalhar por mais anos e tirar de seus poucos recursos dinheiro para uma previdência privada, que é a proposta do governo com a capitalização? Esse debate e esclarecimento é o que está faltando às pessoas, e a Câmara Municipal de Coxim dá uma importante contribuição nesse sentido, discutindo o tema em audiência pública, antes mesmo da capital do estado, conclui Juliane Penteado.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS